terça-feira, 3 de novembro de 2009

Palmito de pupunha agroecológico

O aumento de vida útil do palmito de pupunha agroecológico minimamente processado foi o tema do Dia de Campo na TV apresentado 23 de Agosto deste ano. O programa, produzido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro/RJ), abordou os principais resultados da pesquisa desenvolvida sobre a espécie, com ganho de produtividade, mais qualidade e valor agregado e comercial.

A pupunha é uma alternativa para a produção de palmito e tem a vantagem de ser explorada em plantios organizados. O palmito é basicamente uma iguaria do Brasil, que responde por cerca de 85% da produção mundial, não dominando, contudo, as exportações. A principal causa da perda desta liderança é a falta de qualidade do produto brasileiro. As exportações já foram da ordem de US$ 40 milhões, situando-se hoje aproximadamente em US$ 7 a US$ 8 milhões anuais.

O tolete do palmito é a parte mais nobre da palmeira e custa R$ 22,00/Kg quando comercializado na forma minimamente processada. O tempo de vida útil deste produto é muito curto, com perdas consideráveis nos locais de comercialização. Por isso, o palmito de pupunha minimamente processado não pode ser vendido para regiões distantes dos locais de produção, porque, em geral, as embalagens de comercialização são inadequadas e incipientes, aumentando ainda mais a perda do produto.

Mas a pesquisa definiu o fluxograma de processamento mínimo com o uso de solução filmogênica para revestimento comestível do tolete de palmito de pupunha, desenvolveu embalagem específica para comercialização do palmito minimamente processado e aumentou a sua vida útil de 5 para 22 dias.

Com isso, o produto pode ser comercializado em locais distantes da produção agroindustrial e até mesmo exportado por via aérea, uma vez que o valor agregado deste produto é alto. O uso desta tecnologia propicia um produto de qualidade com alto valor comercial.

Fonte: Embrapa
Foto: Embrapa

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Torta de palmito pupunha com tomate seco


Ingredientes:
Massa
1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
2 ovos
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (chá) de sementes de erva-doce


Recheio
400 g de palmito pupunha em conserva
150 g de tomate seco
2 ovos
2 xícaras (chá) de ricota
1/2 xícara (chá) de creme de leite
sal a gosto


Modo de Preparo:
Preaqueça o forno à temperatura média (180ºC). Massa: peneire numa tigela a farinha de trigo com o sal. Adicione os ovos e o azeite de oliva (reserve 3 colheres de chá). Sove a massa com a ponta dos dedos por 5 minutos, ou até ficar homogênea. No final, incorpore as sementes de erva-doce. Com o azeite de oliva reservado, unte uma assadeira de aro removível de 20cm de diâmetro. Forre o fundo e as laterais da assadeira com a massa e faça furos com um garfo. Leve ao forno por 10 minutos, ou até dourar um pouco. Retire do forno e reserve. Recheio: corte o palmito-pupunha em rodelas finas e o tomate seco em tiras. Reserve. Coloque numa tigela os ovos, a ricota, o creme de leite e o sal. Bata com um batedor manual por 2 minutos, ou até ficar homogêneo. Distribua o palmito e o tomate seco sobre a massa. Complete com o creme de ricota. Volte ao forno por mais 35 minutos, ou até a massa dourar e o recheio ficar firme. Retire do forno e sirva fria com broto de alfafa.

Fonte: Mais Beleza e Saúde

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

São Lucas mostra trabalho sobre cultura de pupunha in vitro em Congresso Nacional

Trabalho baseado no desenvolvimento de protocolo para micro propagação por embriogenese somática da planta pupunha (Bactris gasipaes) in vitro, realizado no Laboratório de Genética e Biologia Molecular da Faculdade São Lucas, será apresentado pela acadêmica Priscila Naiara Araújo Cunha, do 5º Período do Curso de Ciências Biológicas, no 4º Congresso Brasileiro de Cultura de Tecidos de Plantas, de 18 a 23 deste mês, em Aracaju (SE). Coordenada pelo Doutor Odécio Cáceres, a pesquisa analisa o polimorfismo através da análise de DNA obtido de plantas de diferentes regiões (oriundas do Peru, do Estado de Santa Catarina, cidade de Jaú-SP, da cidade de Porto Velho-RO ou da cidade de Campinas-SP) a partir de sementes germinadas ou extraídas das próprias plantas, apresentando padrão parecido de alelos, mas com algumas diferenças significativas, o que permitirá, com mais investigação, o estabelecimento do genótipo de cada variedade de planta de pupunha.

O sucesso parcial obtido na cultura de tecido de vários tipos de palmeira (C. nucifera, E. guineensis e Euterpe edulis), utilizando abordagem embriogenética somática na presença de indutores de crescimento celular, tipo 2,4D em diferentes concentrações, estimulou a busca de procedimentos semelhantes para a planta de pupunha. Entre 1981, quando foi realizado o primeiro trabalho de cultura de tecido de pupunha, e 1996 duas dezenas de investigações foram finalizadas. Entretanto, o fato de a pupunha apresentar origem híbrida e a ocorrência de auto-incompatibilidade, recomenda a propagação clonal de plantas selecionadas como programa de melhoramento genético e de conservação desta espécie. O objetivo do trabalho é testar 2 dos protocolos existentes na literatura e que indicam a possibilidade de uso na clonagem da planta de pupunha.. Embora os resultados ainda sejam bastante preliminares, o trabalho obteve formação de calos embriogênicos, além da obtenção de plântulas incompletas.

As análises de polimorfismo apresentam padrão parecido de alelos, mas com algumas diferenças significativas. Diante disso, o desenvolvimento de protocolo para micropropagação por embriogenese somática da planta de pupunha demonstra ser bastante promissor, podendo cooperar com diversas técnicas de conservação desta espécie, além da clonagem com fins comerciais. Promovido pela a Associação Brasileira de Cultura de Tecidos de Plantas (ABCTP), o Congresso terá “Ciência, Inovação e Sustentabilidade” como tema central, objetivando debater inovações tecnológicas no cultivo de flores e plantas ornamentais e novas aplicações da cultura in vitro, visando à obtenção de produtos de alta qualidade e competitividade, tanto para o mercado interno como para exportação. Palestras, mesas redondas, câmaras técnicas, mini-cursos e resultados da pesquisa científica também estão previstas.

Fonte: Rondonoticias

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Gratinado de Palmito

Ingredientes

- 100 g de bacon picado
- 1 cebola grande picada
- 1 xícara (chá) de creme de leite fresco
- 100 g de miolo de pão torrado
- 1 colher (chá) de gengibre picado
- 600 g de palmito pupunha
- sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo

Doure a cebola e acrescente o bacon. Junte o creme de leite e deixe cozinhar até reduzir um pouco. Reserve.
Em uma travessa, misture o miolo do pão e o gengibre.
Leve ao forno por cerca de 3 minutos.
Embrulhe os palmitos em papel-alumínio e leve para assar em forno brando até ficarem macios. Espere esfriar e fatie o palmito.
Em um refratário, intercale fatias de palmito com o miolo de pão.
Regue com o molho e leve ao forno para aquecer. Ao retirar, jogue mais miolo por cima.

Rendimento: 4 porções

Fonte: Zero Caloria

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Expovale 2009 – Lançamento Oficial ocorreu na quinta-feira dia 08 em Registro

Autoridades locais e regionais; líderes políticos; empresários da indústria, comércio e prestadores de serviços; agricultores e pecuaristas do Vale do Ribeira, além da imprensa e convidados, estiveram presentes no CCI – Centro de Convivência do idoso, para a cerimônia de lançamento que aconteceu na última quinta-feira, em Registro. No coquetel de Lançamento Oficial da maior Feira Agropecuária, Comercial, Industrial e de Serviços do Vale do Ribeira, a Expovale 2009, foram apresentados os 86 membros integrantes da Comissão Organizadora, que estão divididos em 19 subcomissões e uma comissão executiva – presidida pelo empresário Hélio Borges Ribeiro, que agradeceu a presença de todos e revelou estar envaidecido pela escolha do nome dele para presidir uma Feira tão importante para a região. “Estou muito orgulhoso por estar no rol destes presidentes e, para nós da Aciar, que temos o compromisso de contribuir com o município, aceitar o convite para estar mais a frente do evento, foi uma satisfação”. Ele agradeceu à prefeita Sandra Kennedy a confiança e a liberdade da escolha dos membros da comissão e finalizou: “Não se trata de um evento político, o objetivo da Feira é aliar negócios e entretenimento. Precisamos da sua força e prestígio para sensibilizar os empresários da região a estarem junto conosco nesse desafio”. A prefeita também agradeceu a todos os presentes e falou da alegria e responsabilidade em realizar a sua primeira Expovale. Compartilhou da mesma opinião com o presidente da Comissão de que se trata de um grande desafio conjunto do executivo municipal de contribuir fazendo e melhor e agradeceu a todos que aceitaram fazer parte da comissão organizadora e os patrocinadores. “O Vale do Ribeira tem muita coisa positiva, temos potencial, temos orgulho do que produzimos e temos que mostrar”, discursou Sandra.
Novidades:
Em sua 21ª edição, a Expovale 2009 está cheia de novidades. Na solenidade, o presidente Hélio Borges apresentou o novo lauyout da festa, que traz mudanças na disposição de alguns espaços específicos que serão disponibilizados para serviço, comércio, turismo, cultura e lazer, entre eles, os 30 camarotes que ficarão próximo ao palco principal e é uma experiência inovadora neste ano. Os shows serão apresentados, numa área coberta de 12 mil m² para cerca de oito mil pessoas, onde nos anos anteriores funcionava o parque de diversões que por sua vez toma o lugar do estacionamento de expositores. Um acesso será aberto na lateral do recinto que irá abrigar o novo estacionamento de expositores, comissão organizadora e vip´s. Foi ampliado também o número de estandes na área comercial que antes eram 35 e agora, 42. A logo da Expovale contempla as diversas etnias e cadeias produtivas existentes na região e o entretenimento. De carona nessa proposta, o jingle da festa canta a alegria, do campo e da cidade com o slogan: “Tá todo mundo Aqui!”. O site oficial é www.expovale2009.com.br e estará disponível na próxima semana.
Além disso, o evento conta com os tradicionais pavilhões para as associações de pecuaristas e criadores de búfalos, mostras agrícolas e agroindustriais, artesanato e praça de alimentação.

Coquetel:
Após a cerimônia, os convidados foram recepcionados no Bunkyo para degustarem um rico cardápio com produtos típicos da região. As delícias oferecidas foram: Pizza de mussarela de búfala e banana, salada com bolinhas de mussarela de búfala e churrasco com carne de búfalo (pela Acribuvar), Yakissoba e tempurá de palmito pupunha (pela Apuvale), Coxinha de peixe com massa de mandioca (pela Aquivale), ostras (pela Cooperostra/Mandira), Enroladinhos de banana (pela Abavar), Croquete de biomassa de banana (pelo Sindicato Rural – Senar).
Shows:
As principais atrações da expo-feira já estão confirmadas, sem falar nos artistas da Região que terão seu espaço assegurado no palco alternativo e cultural. Agenda:
- quinta-feira, dia 03 – Renato Teixeira – gratuito;
- sexta-feira, dia 04 – Nativos – gratuito;
- sábado, dia 05 – Paralamas do Sucesso, R$ 15,00 – na bilheteria;
- domingo, dia 06 – Chitãozinho & Xororó e Fresno – R$ 15,00 – na bilheteria.
- passaporte para os dias 05 e 06 – R$ 20,00 se adquiridos com antecedência, os pontos de vendas serão divulgados posteriormente.
Estandes/Camarotes:
Interessados em reservas de estandes e/ou camarotes entrar em contato com a Aciar – Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Registro pelo telefone 13.3828-6800 ou pelo e-mail:
aciar@aciar.com.br. Vale lembrar que somente a ACIAR é quem comercializa estes espaços. A Comissão Executiva alerta que não existem representantes em outros municípios autorizados a efetuar a venda de qualquer espaço, produto ou serviço em nome da Expovale. Fique atento e no caso de dúvida, ligue para a ACIAR.

Fonte: Diário de Iguape
Por: Julio Silva

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cozido de palmito pupunha e abobrinha

Preparação com sabor bem interessante. O palmito-pupunha de sabor levemente adocicado é preparado com abobrinha, um legume suave ganha a presença do azeite de oliva e molho de tomates. Tudo na medida certa para deixar a preparação com menos calorias.

Rendimento: 8 porções de 140 g
Tempo de preparo: 25 minutos

Ingredientes

1 palmito-pupunha fresco . 1. 325 g
3 colheres (sopa) de suco de limão . 45 ml
1 abobrinha média . 255 g
1 colher (sopa) de orégano fresco . 4 g
2 cebolas médias . 395 g
3 colheres (sopa) de azeite de oliva espanhol . 30 g
1 xícara (chá) de molho de tomate . 240 g
Sal a gosto

Modo de Fazer

Lave a abobrinha, elimine a extremidade e pique-a em cubos médios. Lave o orégano, seque com toalha de papel e separe somente as folhas. Pique-as e meça 1 colher das de sopa. Reserve.
Descasque as cebolas, lave e corte em gomos.
Coloque em uma panela o azeite de oliva, a pupunha, as cebolas e a abobrinha. Leve ao fogo e refogue, mexendo de vez em quando, por 12 minutos ou até os legumes ficarem al dente. Incorpore o molho de tomate, o orégano e o sal. Cozinhe, mexendo de vez em quando, por 1 minuto. Acerte o sal e retire do fogo.
Sirva dentro da casca da pupunha.

Valor nutricional por porção
90 kcalorias; 12,5 g de carboidratos; 2 g de proteínas; 4 g de gorduras totais (0,5 g de saturada, 3 g de monoinsaturada e 0,5 g de poliinsaturada); 0 de colesterol; 2 g de fibras; 1 mg de ferro; e 35 mg de cálcio

Abra o palito-pupunha, tire o miolo (coração do palmito) e pique-o em cubos médios. Regue com o suco de limão e reserve. Reserve a parte externa da pupunha, pique em 4 pedaços (como uma canoa) e 10 cm para servir o cozido.

Fonte: Azeite sua vida

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Palmito pupunha, vieiras, pêra e citronela

Rendimento: 4 porções
Ingredientes:

1 palmito pupunha
180 ml de suco de limão
1 gota de óleo essencial de citronela
1 pêra verde
10g de hijiki hidratada
Manjericão
Ciboulette
4 folhas de alga nori
20 ml de katsuodashi
180 ml de água
2g de goma xantana
10 vieiras
Sal negro
Cerefólio carbonizado

Preparo:

1- Descascar o palmito pupunha e cortá-lo em fatias de 1mm de espessura, 15cm de comprimento e 2,5cm de largura.
2- Para o vinagrete de citronela, adicionar óleo essencial ao suco de limão.
3- Cortar a pêra verde em bastonetes de 4cm de comprimento e 3mm de lado.
Reservar no suco de limão restante.
4- Para o molho de algas, bater a nori, a água e o katsuodashi no liquidificador até ficar bem fino e espessar com a goma xantana.
5- Cortar a vieira em fatias de 0,5cm de espessura e reservar em um banho-maria de gelo. Dispor 3 folhas de carpaccio de pupunha em um prato.
Pincelar com o vinagrete de citronela. Fazer um risco com o molho de algas no comprimento do carpaccio, a 1cm de distância da borda.
6- Temperar o manjericão, a ciboulette e o hijiki com vinagrete e dividir em 3 porções em cima do molho de algas. Colocar dois bastões de pêra em cima de cada uma das porções. Marinar a vieira por um minuto com a vinagrete de citronela e dispor 7 fatias por prato, no lado oposto das algas (também a 1cm de distância da borda). Temperar as vieiras com sal negro e finalizar com a erva carbonizada.

Cerefólio carbonizado:

Dispor o cerefólio em um pappillote de papel alumínio. Levar ao forno a 200°C durante 1 hora, e mais 20 minutos a 250°C.

Fonte: Diario Gourmet por Alex Atala.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Como superar as restrições e ampliar o mercado do palmito de pupunha?

A pupunheira (Bactris Gasipaes H.B.K.) é uma palmeira que se constitui como alternativa para a produção de palmito tendo a vantagem de ser explorada em plantios organizados. O palmito é basicamente uma iguaria do Brasil, que responde por cerca de 85% da produção mundial, não dominando, contudo, as exportações. A principal causa da perda desta liderança é a falta de qualidade do produto brasileiro. As exportações já foram da ordem de US$ 40 milhões de dólares, situando-se hoje em torno de US$ 7 a 8 milhões anuais.

Atualmente, a indústria de alimentos ainda concentra-se na produção de palmito em salmoura. Entretanto, o palmito de pupunha minimamente processado, ou seja, pronto para consumo in natura e sem tratamento térmico é uma alternativa viável que vêem crescendo no mercado consumidor. O tolete do palmito de pupunha é a parte mais nobre da palmeira e que apresenta um preço médio entre R$ 22 e R$ 25 o quilo quando comercializado na forma de minimamente processado.

Entretanto, a tecnologia empregada é rudimentar e ineficiente, fazendo com que o tempo de vida útil deste produto seja muito curto, com perdas consideráveis nos locais de comercialização. Desta maneira, os produtores de palmito de pupunha minimamente processado não conseguem comercializar o produto para regiões distantes dos locais de produção. Além disso, as embalagens de comercialização são inadequadas e incipientes, aumentando ainda as perdas do produto.

A Embrapa Agroindústria de Alimentos definiu um fluxograma de processamento mínimo para obtenção de produto minimamente processado dentro do que atende aos requisitos básicos de qualidade e segurança alimentar.

No processamento, o palmito recebe uma solução filmogênica comestível (revestimento comestível). O filme foi desenvolvido à base de um polímero natural (gelatina) que tem a função de prolongar a vida útil do tolete de palmito de pupunha minimamente processado e assegurar a sua qualidade. Foram realizados testes sensoriais com consumidores que indicaram não haver alterações significativas no sabor, textura e aparência do produto.

Nesta pesquisa, a parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia permitiu o desenvolvimento de uma embalagem específica para comercialização de palmito de pupunha minimamente processado. Ela garante praticidade, proteção e está apta a ser a primeira vitrine expositiva do produto. A embalagem foi desenvolvida com um cartão tríplex ecologicamente correto e biodegradável.

Desta forma, o novo fluxograma, a aplicação da solução filmogênica e a embalagem adequada às características do produto fizeram com que houvesse ganho na vida útil, na qualidade e na segurança do produto de 5 para 22 dias.

A extensão do tempo de prateleira permite que o produto seja comercializado em locais distantes da produção agroindustrial e até mesmo exportado via aérea, uma vez que o valor agregado é alto. Portanto, o uso destas tecnologias propicia aos produtores e às agroindústrias novas perspectivas de mercado tanto no Brasil e como no exterior.

De: Antonio Gomes Soares (agomes@ctaa.embrapa.br)
Pesquisador da EMBRAPA Agroindústria de Alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Palmito Pupunha Recheado com Brandade de Bacalhau Imperial e Azeite Trufado

Ingredientes

• 350 g de bacalhau
• 2 dentes de alho
• 50 ml de azeite
• leite
• tomilho
• 100 g de purê de batata
• sal e pimenta-do-reino

Palmito

• 4 corações de palmito pupunha grosso
• 2 colheres (sopa) de manteiga
• sal e pimenta-do-reino
• queijo suíço ralado
• azeite
• azeitonas pretas picadas
• azeite de trufas brancas

Modo de preparo

1. Dessalgue o bacalhau em água com gelo, durante 24 horas, trocando a água por diversas vezes.
2. Ferva o leite com dois dentes de alho e tomilho.
3. Junte o bacalhau e deixe por dez minutos, sem deixar ferver.
4. Desfie o bacalhau e leve ao fogo com 1 colher (sopa) de azeite, refogando rapidamente.
5. Quando formar uma pasta fina, acrescente o restante do azeite.
6. Acrescente o purê de batata e tempere. Reserve.
7. Enrole em papel-alumínio o palmito com manteiga, sal e pimenta.
8. Leve ao forno pré-aquecido, na temperatura de 180 graus, por 35 minutos.
9. Descarte o papel-alumínio e retire o centro do palmito, recheando com a brandade de bacalhau.
10. Cubra com o queijo suíço ralado e leve ao forno para gratinar.
11. Regue com o azeite de oliva batido com as azeitonas picadas.
12. Finalize com o azeite de trufas.

Fonte: A Notícia

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Alimentação com segurança

Faz 11 anos que o engenheiro da área de saneamento e carateca santista Ricardo Luiz de Oliveira resolveu adquirir um sítio em Itariri, Vale do Ribeira, para lazer. Ali, começou a desenvolver um antigo projeto, de cultivo de palmito pupunha, uma espécie considerada ecologicamente correta, pois sua extração não elimina a planta.
A experiência de Ricardo chamou a atenção da Secretaria de Estado da Agricultura, que passou a usar o sítio como modelo, estabelecendo parceria com o Instituto Agronômico de Campinas para pesquisa de segurança alimentar, desde o campo até a industrialização.
Chamaram atenção algumas práticas adotadas por Ricardo, que inclusive foi matéria dos programas Globo Rural, Mais Você (de Ana Maria Braga), jornais e revistas. Ao invés de limpar o terreno com veneno, o engenheiro optou por leguminosas (amendoim bravo, que cresce no meio da plantação, impedindo que o mato tome conta) e armadilhas biológicas como cana amassada e melaço, para atrair dois besouros que atacam a pupunha.
Ricardo Oliveira implantou também no processamento do palmito o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), baseado no programa aeroespacial americano nos anos 60, que desenvolveu para os astronautas alimentos livres de qualquer contaminação.
Este sistema oferece uma abordagem racional para o controle dos alimentos e envolve desde o trato da cultura (plantio, colheita, adubação, controle de pragas e doenças) até o processo de industrialização, que passam por acidificação, exaustão, cozimento e pausterização, para garantir um produto final de qualidade. A iniciativa rendeu à Selo Verde, que é a marca do palmito produzido por Ricardo Oliveira, a qualificação excelente pela Anvisa e Bureau Veritas em razão das boas práticas de análises e tratamento.

Os riscos do butolismo

Recentemente um rapaz foi hospitalizado em Santos com suspeita de botulismo após ingerir uma pizza com palmito. A doença é causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados. A intoxicação se caracteriza por um comprometimento severo do sistema nervoso e, se não tratada a tempo, mata. Os enlatados ou embalados a vácuo são os mais vulneráveis ao Clostridium botulinum, pois a bactéria só se desenvolve em ambientes sem oxigênio. O alimento é contaminado ainda no solo, por esporos ultra-resistentes. Quando em conserva, o microrganismo se modifica e começa a produzir a toxina. Latas inchadas, que parecem cheias de ar, podem indicar a presença da bactéria. A toxina, por sua propriedade de paralisar músculos, é utilizada no tratamento estético para amenizar rugas de expressão na face.

Como saber

"O grande risco é o envasamento", diz Ricardo sobre a ocorrência de botulismo. Segundo ele, saber a procedência do produto é a única forma de garantir a qualidade. "Não há sinais visíveis da presença da toxina. Não tem cheiro, gosto, cor que indique. O palmito bóia não é porque está macio, mas sim por estar a vácuo. O palmito é a gema da folha e quando ele está duro é porque o produtor quis fazer aproveitamento indevido da capa". Segundo ele, a recomendação das autoridades governamentais de cozinhar o palmito em conserva por pelo menos 15 minutos para evitar a toxina, tira textura e mexe com o sabor do alimento.
O produtor desaconselha conserva caseira, pois pode não ser feita dentro dos padrões corretos para garantir o PH da água. "PH acima de 4.5 é habitat para a toxina". Depois de aberto, ele recomenda consumir qualquer produto em conserva de um dia para o outro, no máximo, refrigerado de 4 a 10 graus.

Fonte: Jornal da Orla
Por: Mírian Ribeiro

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Torta de Palmito Pupunha


INGREDIENTES

Massa
600 gramas de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 lata de creme de leite com soro
200 gramas de manteiga

Recheio
2 xícaras de cebola picadinha
4 colheres (sopa) de azeite
Sal, pimenta e salsinha picada a gosto
1 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
1 xícara (chá) de molho de tomate
2 colheres (sopa) de farinha de trigo, dissolvida em 1/3 de xícara de água
500 gramas de palmito pupunha desfiado

MODO DE FAZER

Massa
Peneire a farinha com o fermento e o sal e coloque numa superfície lisa. Abra um buraco no meio e acrescente os ingredientes restantes. Misture com as mãos até que a massa fique lisa e uniforme. Divida a massa em duas partes e abra com um rolo.

Recheio
Numa panela, refogue a cebola no azeite até murchar, acrescente o palmito pupunha, a azeitona, o molho de tomate, o sal e a pimenta e refogue por 10 minutos. Junte a salsinha, acrescente a farinha de trigo já dissolvida, mexendo até engrossar. Deligue o fogo e deixe amornar.

Montagem da Torta
Forre o fundo de uma forma com 25 cm de diâmetro, coloque o recheio e cubra com o restante da massa. Decore com tiras de massa, pincele com gema e leve ao forno quente até dourar.
Se preferir, substitua o pupunha por palmito comum ou por dois peitos de frango cozidos e desfiados.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Festa consolida importância da produção da Pupunha no Vale do Ribeira

Juquiá é o maior produtor da região e um dos maiores do Estado de São Paulo. Cerca de 15 mil pessoas prestigiaram o evento nos quatro dias da I Festa da Pupunha e Agroshow.
A primeira festa agropecuária em todo Estado de São Paulo, voltada para o desenvolvimento, valorização e incentivo da produção da pupunha, movimentou o município de Juquiá no último final de semana, de 10 a 13 de setembro. De acordo com a organização do evento, já era mais que merecido o reconhecimento do município pelo grande potencial na produção de palmito pupunha, a maior do Vale do Ribeira e que atualmente apresenta significativa parcela em todo Estado de São Paulo.
Com tamanho sucesso, a I Festa da Pupunha e Agroshow de Juquiá já parece ter consolidado o evento como permanente na região. Em quatro dias, passaram pelo recinto da Festa cerca de 15 mil pessoas, sendo que a maior concentração de público ocorreu no sábado, dia 12, quando houve apresentação da dupla sertaneja Edson & Hudson, que se despediram dos fãs do Vale do Ribeira no show em Juquiá, já que os cantores cumprem uma agenda antes da separação da dupla, anunciada a partir do ano que vem. Desde a abertura, na quinta-feira, dia 10, o evento recebeu ainda, além do grande público, presença de muitas autoridades locais, regionais e estaduais. Prestigiaram a festa e vieram conferir a iniciativa de realizar no Vale do Ribeira pela primeira vez um evento voltado ao incentivo à produção do palmito pupunha, os prefeitos de Cajati, Luiz Koga, Sete Barras, Nilce Miashiyta, Barra do Turvo, Rosângela Rosário e Miracatu, Déa Moreira.
Estiveram ainda em Juquiá a deputada estadual Patrícia Lima, o coordenador político do deputado Campos Machado, Madureira e o ex-prefeito de Guararema, André Luiz do Prado. O deputado Samuel Moreira também esteve presente e participou da solenidade de encerramento da Festa, no domingo, dia 13, destacando a importância do espaço dado a cultura da pupunha, que só vem crescendo na região e pode ser uma forte alternativa para alavancar ainda mais o setor agrícola, principalmente no que diz respeito ao apoio ao pequeno produtor.
Outra grande atração da festa, além da programação musical, exposições e rodeio, foi a culinária. A barraca do Fundo Social e Departamento Social prepararam receitas deliciosas que deixaram o público com água na boca. A pupunha assada, o risoto de pupunha, a torta e o bolinho de pupunha foram um dos mais degustados, além do risóles e pizza de pupunha e da porção de pupunha em conserva. “Nossa equipe trabalhou muito desde o aprendizado das receitas até a preparação dos pratos para que o público pudesse conferir as delícias que podem ser feitas a base de pupunha, que infelizmente não é muito comum no cardápio do nosso dia-a-dia. Nossa intenção foi justamente mostrar as diversas formas de inserir a pupunha em pratos já conhecidos”, disse a primeira-dama do Fundo Social Ana Emília Hojeije. De acordo ainda com a diretora do Departamento Social, Cida Cavalcanti, toda a renda da barraca será revertida a ações sociais do município. “Quem experimentou nossos pratos deu também exemplo de solidariedade, que será transformada em benefícios e ajuda aos mais necessitados”, ressaltou Cida Cavalcanti. O evento contou ainda com objetivo educacional e profissionalizante. Durante o período da tarde, os produtores rurais puderam participar de vários cursos como “Cultura e Manejo da Banana”, “Programa Cati/Leite”, “Cultura e manejo da Pupunha”, “Como se produzir Inhame e Gengibre”, “Pontos básicos e importantes para se iniciar a Apicultura e Manejo da Pupunha”, todos organizados pela Casa da Agricultura. As exposições da cadeia produtiva do Vale do Ribeira também tiveram espaço na Festa. Cerca de quinze estandes contaram com exposições de banana, peixe, mel, artesanato, flores ornamentais, hortifrutis, entre outros. Participaram a APAFARGA, Sindicato Rural de Juquiá, SAMPI, Agroipê, Abaju, Associações de Bairros, APIVALE, Fazenda Luana, Artesanato Rosa, SENAR, CATI, Palmito in natura Natanael, Palmito Floresta, Casa da Agricultura e Yamaha.
O prefeito de Juquiá, Merce Hojeije, em seu discurso de encerramento agradeceu a todos que direta ou indiretamente contribuíram e trabalharam para que a festa se tornasse realidade, em especial a Ângela Gonçalves de Carvalho, presidente da “Comitiva Nóis Trupica Mais Num Cai”, que não mediu esforços, empenho e dedicação para que o evento chegasse ao resultado esperado. “Essa festa foi um exemplo de como a união de forças é capaz de transformar situações difíceis e adversas em resultados muito positivos. Tivemos aqui durante todos esses dias, desde a organização a soma de trabalho de muitas pessoas e por isso o evento foi esse sucesso. Foi o primeiro, e como todo início teremos muitas coisas a melhorar. Mas tenho certeza que foi uma experiência muita rica para todos nós, para que nas próximas edições só possamos trazer uma festa ainda melhor para a população e firmar o evento como um dos maiores do Vale do Ribeira”, declarou o prefeito Merce Hojeije. As fotos do evento podem ser conferidas através dos sites: www.juquia.sp.gov.br e www.omelhordoribeira.com.br.

Fonte: http://camiloaparecido.blog.terra.com.br

domingo, 20 de setembro de 2009

Palmito pupunha assado ervas frescas manteiga alcaparra

Ingredientes
1 palmito pupunha fresco com casca (cerca de 800g)
2 fatias de pão de fôrma
1 colher (sopa) de azeite
1/2 limão
Sal
Pimenta-do-reino
100g de manteiga
3 colheres (sopa) de alcaparras
1 colher (chá) de cebolinha francesa
1 pacote de baby rúcula
10g de endro (dill)

Modo de preparo
Embrulhe o palmito em papel-alumínio e leve ao forno médio por 90 minutos. Retire a casca do pão de fôrma e corte as fatias em cubos bem pequenos. Leve ao forno baixo e deixe até dourar. Faça um vinagrete com o azeite, o limão, o sal e a pimenta. Reserve. Coloque a manteiga numa panela, leve ao fogo baixo e deixe até começar a escurecer. Acrescente as alcaparras, tire do fogo e reserve. Lave e seque a cebolinha francesa, a baby rúcula e o endro (dill). Misture as folhas e reserve. Retire o palmito do forno, tire a casca e divida em quatro porções. Disponha cada porção no centro de um prato, tempere com sal e pimenta. Em volta coloque a manteiga com alcaparras e os cubinhos de pão. Tempere as folhas com o vinagrete e arrume-as em cima do palmito.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Autoridades Nigerianas visitam Juquiá e conhecem técnicas de produção agrícola

O grupo de sete africanos do estado de Ekiti, na Nigéria, acompanhados do prefeito de Juquiá, Merce Hojeije, percorreram o município e conheceram um pouco mais sobre as produções de palmito pupunha e piscicultura.
Uma comitiva de autoridades nigerianas estiveram em Juquiá no último sábado, 5, para conhecer técnicas de produção agrícola, principalmente no que diz respeito às culturas da pupunha e piscicultura.
Recepcionados pelo prefeito Merce Hojeije na Câmara Municipal, compunham o grupo, o governador do estado de Ekiti, na Nigéria, Olusegun Oni, o senador Ayodele Arise, o Ministro e Professor Babalola Borishade e os deputados Elder Peter Ajami e Ajewole Edward.
Acompanharam a comitiva ainda, os assessores Femi Ajami e Ayodele Ebsneser Ajami, o policial federal da Nigéria, Akibato Olasoj e o representante da Embaixada Nigeriana no Brasil, Ifeanyi Njoku.
Participaram da solenidade na Câmara, a primeira-dama Ana Emília Hojeije, funcionários e diretores da prefeitura municipal, vereadores e público em geral. O deputado estadual Samuel Moreira foi representado pelo chefe de gabinete Washinton Luiz Reis, que também prestigiou a visita das autoridades nigerianas. Durante discurso o prefeito Merce Hojeije agradeceu a todos os nigerianos, em especial ao governador do estado de Ekiti, pela visita ao município, lembrando que é de grande valia e interesse da administração pública estreitar relações comerciais com a Nigéria.
“Estamos felizes e acima de tudo honrados com a presença de tantas autoridades nigerianas em nossa cidade. Esperamos que a estada aqui em Juquiá seja proveitosa a todos e que renda bons frutos futuramente, nos tornando um potencial parceiro nos investimentos agrícolas que a Nigéria está pretendendo iniciar”, falou o prefeito Merce. O governador de Ekiti, Olusegun Oni, se mostrou encantado com o país e com a receptividade em Juquiá e destacou ainda a importância de se formar uma parceria para intercâmbio cultural entre jovens dos dois países. Num clima descontraído, típico e comum entre os dois povos, o governador ainda brincou que torceria para o time brasileiro na partida que aconteceria na noite de sábado, entre Brasil e Argentina, declaração que, obviamente, foi amplamente aplaudida pelo público na Câmara.
Após a recepção na Câmara Municipal, o grupo foi homenageado com uma apresentação da comunidade Quilombola do Morro Seco e logo depois participaram de um almoço na sede da empresa Floresta, onde as autoridades Nigerianas puderam comprovar o delicioso sabor da culinária feita a partir do palmito pupunha. Em seguida, conheceram as instalações da fábrica e equipamentos necessários para o processamento do palmito em conserva. “O clima e solo na Nigéria são muito semelhantes ao dessa região, o que nos proporciona condições favoráveis para iniciarmos a produção dessas culturas”, disse o governador nigeriano, Olusegun Oni. O prefeito Merce Hojeije acompanhou a comitiva da Nigéria ainda em uma visita a uma propriedade de piscicultura na fazenda Santana. Depois de conhecerem todo o processo de criação, alimentação e abate de peixes, a comitiva seguiu de volta a São Paulo, de onde embarcariam para a Nigéria na noite de domingo.
Em agradecimento à vinda à Juquiá, o prefeito Merce e a primeira-dama Ana Emília, presentearam a comitiva com duas cestas de produtos típicos do Vale do Ribeira. “Essa visita só vem firmar o município de Juquiá como um dos grandes produtores rurais do Vale do Ribeira e até mesmo do país. A qualidade de nossa agricultura já vem chamando a atenção de diversos grupos estrangeiros. Queremos incentivar a aplicação de recursos no desenvolvimento de nossa agricultura e na concretização de parcerias comerciais dessa natureza”, falou o prefeito Merce Hojeije.

Fonte: Diário de Iguape

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Spaghetti de pupunha com vieiras e lagostim

Ingredientes

450 gramas de pupunha descascado(parte grossa)
50 ml de azeite
1 dente de alho
250 gramas de lagostim
250 gramas de vieiras
1 colher de sopa de manteiga

Modo de preparo

Rale a pupunha no sentido horizontal. Deixe de molho por 20 minutos em 1 litro de agua com suco de 1 limão.
Tempere a vieira e o camarão e reserve.
Esquente o azeite e refogue o alho em seguida a pupunha.
Derreta a manteiga e refogue o lagostim e seguida faça o mesmo com as vieiras.
Arrume em um prato com a pupunha e a vieira e os lagostins.

Fonte: Laboratório de Gastronomia

sábado, 12 de setembro de 2009

Juquiá onde a lei de proteção ao meio ambiente ainda não chegou.

O vale do ribeira é uma das regiões mais preservada do estado de São Paulo, mas vem sendo ameaçada ainda mais devido ao desemprego na região,por falta de competência política.Como meio de sobrevivência muitos sobrevivem da prática ilegal de retirada de palmito,e madeira,o qual cresce a cada dia mais com o investimento dos empresário da região no cultivo do pupunha espécie de palmito comercial que é usado para dispersar a atenção dos fiscais que atuam na região contra a extração de palmito.Durante as filmagens que fizemos em Juquiá não vimos nem uma viatura da policia florestal,o que deixa livre a atuação dos que retiram palmitos na região do vale do ribeira.Logo na chegada a Juquiá encontramos pessoas comentando sobre compradores de palmito,e locais onde é feito o cozimento,o que deixa logo de inicio claro que a fiscalização não tem empenho em proteger o pouco que resta de plantas e espécies em extinção naquela região.O palmito pupunha é cultivado em grade parte das fazendas que antes ofereciam empregos aos moradores. Por ter preço inferior ao Jussara palmito nativo de nossas matas, muitos usam selos e embalagens do pupunha que é regulamentado para transportar o Jussara retirado ilegalmente por verdadeiras quadrilhas que usam técnicas de criminosos para destruir o pouco que resta na natureza.

A VIDA DO PALMITO

Na Floresta Tropical existem diversos tipos de palmeiras. Por exemplo, na Amazônia temos o Açai e na Mata Atlântica o Palmito Juçara.
Na Mata Atlântica, o Palmito Juçara é considerado uma espécie de grande importância para a sobrevivência de algumas espécies da fauna.

A IMPORTÂNCIA DO PALMITO

A preservação do Palmito Juçara está diretamente ligada à manutenção da Biodiversidade da Mata Atlântica, uma vez que sua semente e seu fruto servem de alimento para diversos animais.
A importância da preservação da espécie também está relacionada ao período de sua frutificação. Trata-se de uma palmeira extremamente produtiva com um longo período de frutificação, cujos frutos alimentam os mamíferos e aves num período crítico como é o início da estação seca.
Por ocorrer no inverno, quando a maioria das outras árvores está sob estresse hídrico devido ao período seco, é um alimento fundamental na mata.
É importante salientar que os animais não se alimentam exclusivamente dos frutos do Palmito. E estudos realizados, apontam o Palmito como um alimento de alto teor nutricional.
Além disso, o Palmito Juçara serve de alimento para o homem e suas palmeiras fornecem frutos, açucar, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, matéria-prima para a produção de celulose, entre outros.É importante observar que as aves e os animais que se alimentam dos frutos da palmeira, em geral, são responsáveis pela dispersão natural de novas mudas em meio à floresta, contribuindo para a renovação natural da mata.

EXPLORAÇÃO PREDATÓRIA

O Palmito Juçara, antes abundante em toda a Mata Atlântica, hoje, devido a intensa exploração está cada vez mais raro, e é encontrado em maior quantidade somente no Vale do Ribeira, Estado de Santa Catarina e Paraná.
O Vale do Ribeira, que abriga a maior parcela contínua de Mata Atlântica do país, é uma das regiões mais pobres do Estado de São Paulo. Como resultado, a extração de seus recursos naturais acaba sendo uma das poucas opções econômicas da população local.
Estima-se que pelo menos 43 toneladas de Palmito são retirados anualmente no Estado de São Paulo.
Esses números foram estimados baseados em dados de Palmitos confiscados e informações de “Palmiteiros”.
No Vale do Ribeira cerca de 29 toneladas são extraídos ilegalmente por ano, ou uma área de pelo menos 227 ha/ano.
A exploração do Palmito na Mata Atlântica é uma história de excessos, com a eliminação total de palmeiras adultas e jovens, em matas particulares e inúmeros casos de roubos e depredação do recurso, em parques e reservas florestais.
Com a exploração predatória do Palmito, as plantas são, na maioria das vezes, extraídas da floresta nativa antes da frutificação. Não havendo a produção de sementes, que servem de alimento para diversos animais, sua disserminação e recomposição são prejudicados.É importante observar que uma palmeira pode produzir aproximadamente 8 kg de frutos por ano, a partir do 7º ano. Considerando uma produção até o 20º ano, essa palmeira produzirá mais de 100 Kilos de alimentos para os animais, contra 300 gramas de Palmito obtidos uma única vez, para a alimentação humana.

A ILEGALIDADE

Predatória do ponto de vista social, econômico e ecológico, a exploração clandestina de Palmito não encontra muitas barreiras no país. A facilidade de extração e comercialização, o descaso do governo, o excesso de exigências para a exploração sustentável e a corrupção dos Orgãos fiscalizadores são apontados como os principais responsáveis pela perpetuação da clandestinidade.
Hoje infelizmente, todas as etapas do ciclo de vida do Palmito, desde a extração, passando pelas várias etapas do comércio, até chegar ao consumidor final, estão permeadas por ilegalidades.
Por ser extraído de maneira ilegal, 95% do Palmito é industrializado em regime de clandestinidade (obviamente sem pagar impostos) e sem as mínimas condições de higiêne, o que provoca outro problema sério: riscos reais para a saúde do consumidor.
Além disso, é uma atividade socialmente espúria, porque os trabalhadores (”Palmiteiros”) são explorados e se transformam em ladrões.
Nas Cidades do Vale do Ribeira estima-se que um terço da população masculina corte Palmito ilegalmente. E o quadro apresentado na região é de desequilibrio ambiental com o “Roubo” disseminado do Palmito em propriedades rurais e parques estaduais.
Tradicionalmente a exploração do Palmito juçara é uma importante fonte de renda para centenas de famílias da zona rural.
Em todo lugar, o Palmito sempre foi muito explorado, devido ao seu alto valor. Agora corre o risco de desaparecer da floresta por causa da exploração clandestina e descontrolada.

O IMPACTO

As palmeiras são consideradas espécies-chave na floresta, por sua importância estratégica na cadeia alimentar. A retirada indiscriminada de palmeiras promove a redução da oferta de alimentos para a fauna, a incapacidade de auto-reprodução da própria espécies, o empobrecimento do ecossistema e a redução da biodiversidade, gerando novos ciclos negativos.
Sem o Palmito Juçara várias espécies de animais podem desaparecer. Em alguns locais onde o Palmito foi dizimado já podemos notar a ausência da Fauna.O impacto que o Palmito extraído das nossas florestas traz ao meio ambiente é imenso, pois leva a delapidação das nossas reservas naturais. Essas palmeiras não vêm sendo plantadas no mesmo ritmo em que são exploradas. No caso específico da Juçara, palmeira de estipe único, seu corte leva à destruição da planta.
É feito de forma irracional, derrubando todas as palmeiras de uma determinada área, sem obedecer um plano de manejo sustentado, levando à extinção da espécie, o que já é uma triste realidade para as reservas de Juçara da Mata Atlântica.

A PRODUÇÃO

No Brasil, aproximadamente 97% dos Palmitos em conserva são provenientes da Mata Atlântica e Floresta Amazônica, que em sua maioria são obtidos de forma ilegal e sem qualquer controle de qualidade e preocupação com o meio ambiente.
Os 3% restantes referem-se ao Palmito Cultivado, ou seja, um Palmito que é cultivado em grande escala da mesma forma que outras culturas como a laranja, o café, a banana etc.
Estimando um consumo de 70.000 toneladas métricas e considerando que 97% do Palmito comercializado é extrativo, são derrubadas 400 milhões de palmeiras/ano só no Brasil. Mesmo com apenas 3% do mercado, o Palmito cultivado já é responsável pela preservação de 10 milhões de palmeiras, uma vez que produz Palmito no regime de cultivo.
O cultivo da Palmeira Pupunha garante assim a proteção às florestas e demais formas de vegetação existentes no território nacional, bens de interesse comum a todos os cidadãos brasileiros.

Fonte: PortaldoCircuito.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Risoto Pupunha Alcachorra

Ingredientes
1 xícara de arroz para risoto
1 ½ xícara de palmito pupunha em cubos
½ cebola picada
1 xícara de alcachofra em cubos
2 colheres de sopa de azeite
½ xícara de vinho branco
5 xícaras de caldo de galinha
200 ml de creme de leite fresco
pimenta do reino branca
parmesão em lasca ou ralado

Modo de preparo
Refogar a cebola e o palmito em cubos, no azeite. Em seguida, colocar a alcachofra em cubos, o arroz e refogar por mais cinco minutos. Derramar o vinho branco e reduzir. Após, acrescentar quatro xícaras de caldo de galinha, baixar o fogo e mexer, de vez em quando, até secar. Ainda mexendo, adicionar a última xícara de caldo de galinha, os 200ml de creme de leite fresco, a pimenta do reino e sal a gosto, até chegar ao ponto desejado ao dente ou mais cremoso. Regar com fio de azeite de boa qualidade e lascas de parmesão.

Fonte: www.revistabianchini.com.br

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pupunha: Alternativa Renda para Agricultura Familiar

Inserir o cultivo de pupunha na agricultura familiar. Foi com essa proposta que o Secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Roberto Muniz, visitou na última semana a unidade de cultivo e industrialização de palmito de pupunha da empresa Inaceres, em Uruçuca.

O governo estuda a viabilidade da cultura na agricultura familiar em 20 municípios do sul da Bahia, através de fontes de fundos de financiamento, como o Pronaf ou PAC, e em parceria com a companhia Inaceres – uma das maiores empresas de pesquisa, produção, industrialização e comercialização de palmitos cultivados - que garante a compra de 100% das hastes produzidas pelos pequenos agricultores e ainda oferece assistência técnica e capacitação.

De simples manejo e baixo custo de manutenção, a pupunha é uma cultura perene, que oferece rendimentos mensais, podendo chegar a R$ 4 mil por hectare, ano. Além disso, o palmito de pupunha é uma cultura sustentável, não necessita de grandes áreas, é de simples manejo, possui alta produtividade e pode ser plantado a céu aberto, em áreas de pastagens degradadas, por exemplo.

Hoje, a Inaceres mantém em seu sistema de integração cerca de 140 agricultores. Além disso, a empresa conta com 4 fazendas próprias que geram mais de 300 empregos diretos na região, com investimentos de mais de R$ 20 milhões.

Na visita à unidade da Inaceres, em Uruçuca, também estavam autoridades como o prefeito de Ilhéus, Newton Lima; o prefeito de Uruçuca, Moacir Leite; o deputado estadual, José Carlos Araujo; o secretário municipal de agricultura, Fernando Figueiras; e os vereadores, Eri Guimarães e Magnólia Barreto.

Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Linguine com fios de palmito pupunha, shimeji e brócolis


Estou na fase de pratos únicos, para economizar tempo. Por isto, aproveitei o palmito pupunha em fiozinhos para juntar com vegetais e cogumelos que sobravam na geladeira e fazer um refogado rápido. Mas, no meio do caminho, achei que seria uma boa idéia juntar o preparo ao macarrão linguine, da mesma cor, para fazer um prato ao mesmo tempo substancioso, gostoso e pouco calórico. E sendo bom, nunca é demais economizar calorias para gastar o crédito em situações imprescindíveis. Sem falar que há quem realmente precise diluir alimentos mais calóricos como o macarrão com outros como o palmito, que tem valor energético mínimo. Parece macarrão de verdade, com a vantagem do sabor agradável e adocicado da pupunha.

Ingredientes:

150 g de macarrão linguine
2 colheres (sopa) de azeite
4 dentes de alho fatiados
Meio pimentão vermelho cortado em tirinhas bem finas
2 xícaras de cogumelos shimeji
200 g de palmito pupunha em tirinhas
2 xícaras de florezinhas de brócolis
1 colher (chá) de sal
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada
½ xícara de cebolinha cortada em pedaços transversais
1 pitada de pimenta vermelha seca em flocos

Coloque 2 litros de água numa panela. Junte meia colher (sopa) de sal e deixe ferver. Coloque o macarrão e cozinhe até ficar ao dente. Enquanto isto, numa frigideira ou wok grande, em fogo médio, aqueça o azeite com o alho e deixe até começar a dourar. Junte o pimentão vermelho e mexa devagar até amolecer. Junte o cogumelo e o brócoli, polvilhe metade do sal e refogue até as florezinhas ganharem coloração mais escura. Junte o palmito pupunha, a pimenta, a cebolinha e o restante do sal. Misture até que o palmito esteja bem quente. Escorra o macarrão e despeje na frigideira sobre este refogado. Mexa com um garfo de madeira, com cuidado, para incorporar bem os legumes. Sirva em seguida regado com azeite e polvilhado com um pouco de pimenta em flocos.

Texto adaptado, para ver o original visite o link abaixo.
Fonte: http://come-se.blogspot.com

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pupunha redefine cultivo de palmito

O mercado do palmito toma fôlego para superar três décadas de crise e incertezas. A produção – até os anos 70 baseada na extração do juçara em meio à Mata Atlântica, atividade hoje ilegal – caiu mesmo com a adoção de variedades cultivadas. O declínio tem razões técnicas. O palmito real, o mais plantado no país, leva três anos para chegar ao ponto de corte – bem menos que os dez anos necessários ao juçara, porém com um custo que afasta o consumidor, tanto aqui como lá fora.

Praticamente ninguém se aventura a cultivar juçara (só o comprovadamente plantado pode ser legalmente vendido) e poucos se animam a dedicar tempo e dinheiro ao plantio do real, que rende apenas um corte. Não é à toa que as exportações se limitaram a 2,8 mil toneladas em 2007, um quarto da marca atingida em 1977.

A inversão desse quadro, no entanto, está a caminho. É o que mostra o projeto Pupunha da Embrapa Florestas, de Colombo. A palmeira é original da Amazônia e rende palmito de boa qualidade na Serra do Mar do Paraná e Santa Catarina.

O palmito pupunha não precisa ser cultivado no meio da floresta como o juçara. Pode compor palmiteiros em áreas hoje destinadas a culturas menos rentáveis (banana e mandioca) ou em terras ociosas. A variedade rende o primeiro corte em apenas um ano e meio.

Outra vantagem – talvez a principal delas – é que a árvore perfilha, como uma bananeira. Ou seja, a palmeira não morre após a retirada do palmito. Os caules crescem suscessivamente por cerca de duas décadas. Depois da primeira colheita, é possível realizar um corte por mês, principalmente durante o verão.

Isso tudo anuncia mudanças que começam a chegar à mesa do consumidor, afirma o coordenador do projeto, o pesquisador da Embrapa Florestas Álvaro Figueredo. "Além das vantagens no cultivo, o palmito pupunha não sofre oxidação como os demais. Ou seja, pode ser vendido in natura, como já acontece em supermercados de Curitiba." O produto pode ser encontrado também no Mercado Municipal.

A transferência de tecnologia para o produtor vem ocorrendo há cinco anos, conta o pesquisador da Emater Sebastião Bellettini. "Temos, no litoral do Paraná, 150 produtores. Eles cultivam 2,3 milhões de plantas e colhem cerca de 1 milhão de peças por ano." Cada peça rende cerca de 1 quilo, ou três vidros de conserva. "Temos potencial para cultivar 15 milhões de pés de pupunha", avalia. Isso significa que é possível produzir 19 milhões de vidros ao ano só com a nova variedade, volume 650% maior que o atual.

No litoral do Paraná, existem 11 indústrias de pequeno e médio porte. Segundo o setor, falta matéria-prima. A situação deve se equilibrar quando os produtores que hoje se dedicam a outras variedades passarem a cultivar pupunha. Ao todo, perto de 500 pequenos produtores rurais plantam palmito no litoral, em áreas de aproximadamente dois hectares.

Outra vantagem do pupunha é a redução da pressão do consumo, que leva à extração ilegal do palmito juçara, avalia o pesquisador da Embrapa Florestas Ednelson Neves. "Com mais oferta de produto legalizado, essa prática vai diminuir, com certeza."

Ele explica que, como a espécie é exótica, pode ser cultivada, industrializada e transportada mais livremente. O juçara, como é nativo, precisa estar documentado para não ser apreendido, mesmo quando se trata de uma plantação registrada. Qualquer carga sem comprovante de origem é considerada ilegal.

O turista que passa por alguma chácara de palmito e resolve levar para casa pupunha in natura não deve enfrentar problemas caso seja barrado pela fiscalização. Isso porque as características da peça são bem distintas das apresentadas pelo juçara. "A fiscalização distingue facilmente", diz Neves.

Fonte: Gazeta do Povo

domingo, 30 de agosto de 2009

Sabor da Serra - Palmito Pupunha em Conserva


Para aqueles que querem iniciar a comercialização ou consumo do Palmito Pupunha em conserva, vai mais uma dica: A Sabor da Serra industrializa o Palmito Pupuha cultivado, ou seja, toda a matéria prima provém de plantações aprovadas pelo IBAMA. Possuem potes grande e pequenos de cortes em toletes, rodelas, picado e picado especial, sempre obedecendo o mesmo padrão de qualidade. Visite a Sabor da Serra - Palmito Pupunha em Conservas

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Silva Jardim realiza terceira edição da Festa da Pupunha


A realização de um Congresso do Palmito Pupunha, com palestras direcionadas ao produtor rural;a fundação de uma associação de produtores de palmito; oficinas de gastronomia e concurso de receitas; degustação de pratos feitos a base de pupunha ; apresentação de balé infantil; exposição fotográfica e a apresentação de um grupo de chorinho, foram os principais destaques da III Festa da Pupunha de Silva Jardim , realizada no dia 04/07 no município.
A programação da Festa da Pupunha desenvolveu-se por todo o dia 04/07, com a realização no Ginásio Poliesportivo Jorge Mendonça, do Congresso do Cultivo do Palmito Pupunha e seus derivados, que contou com a participação do prefeito Marcello Zelão, do vice Fernando Augusto, dos secretários municipais Wander Lemos (Turismo, Indústria e Comércio), Ronaldo Pone (Planejamento) e Rafael Badia (Agricultura), do vereador Jonas Moares (representando a Câmara Municipal) e do presidente do Sindicato Rural de Silva Jardim, Amaro Viana, além de produtores rurais e membros da comunidade local. Durante o Congresso foram realizadas palestras proferidas por Gerorgino Ventuari,Cecília Freitas,Antônio Vairo,Marcelo Barbosa e Bruno Temer.
Durante o congresso, 12 produtores de palmito fundaram a Associação dos Produtores de Palmito da Baixada Litorânea do Rio de Janeiro, que tem como presidente Paulo César Vergara, ficando a vice-Presidência com o produtor Paulo Márcio Canongia. O 1º Secretário é o engenheiro-agrônomo Marcelo Barbosa, tendo a ambientalista Maria Inês como 2ª Secretária; enquanto o engenheiro-agrônomo Antônio Carlos Vairo dos Santos é o 1º Tesoureiro, e, Lies Abib, o 2º.
Na parte da tarde, ainda no Ginásio Jorge Mendonça, o Chef francês Harold Lethiais, diretor de ensino da Abaga (Associação Brasileira de Alta Gastronomia) e professor da Unirio – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, promoveu uma oficina de gastronomia mostrando a utilização da pupunha na preparação de diversos pratos. Após a oficina, foi realizada a cerimônia de premiação do concurso interno realizado pelos alunos do curso de Gastronomia da Unirio com receitas a base de pupunha.
A vencedora do concurso, com o prato Estofado de Pupunha e Lingüiça com Salada Mediterrânea, foi a aluna Flávia Regina Rodrigues Machado, que recebeu das mãos do prefeito Marcello Zelão um cheque simbólico no valor de mil capivaris (equivalente a quantia de mil reais). A segunda colocada , com a receita Sushi de Pupunha e Camarão da Malásia ao Molho Oriental, foi a aluna Anna Carolyna Goulart Vieira, que recebeu das mãos de Wander Lemos um cheque simbólico de 600 capivaris (equivalente a 600 reais). A aluna Giulia Dantas Viana, com a receita Risoto de Pupunha com Camarão, ficou em terceiro lugar, e recebeu das mãos de Rafael Badia o cheque simbólico de 400 capivaris (equivalente a 400 reais).
A noite, na Praça Amaral Peixoto, um restaurante foi montado para que a população local e visitantes pudessem degustar pratos feitos a base do palmito de pupunha. Ainda no interior da Praça, foram montados estandes com artesanato local, produtos da agroindústria do município (doces, cachaça, palmitos em conserva e in natura). A Secretaria Municipal de Agricultura também montou um estande, destacando a produção de mudas e o cultivo da pupunha. Estiveram no local o desembargador Cairo Italo França David, o deputado federal Chico D'ângelo (PT) e os prefeitos Antônio Marcos (Casimiro de Abreu) e Carlos Pereira (Tanguá).
No palco principal, no centro da Praça,aconteceu uma apresentação de balé clássico e jazz, da Companhia de Balé Iracema de Amorim Saldanha, da Sociedade Musical Honório Coelho e um show de chorinho com Flávio Oliveira e Grupo. Em frente ao prédio da Prefeitura, foi montada uma exposição de fotografias de Marco Velasquez, retratando a beleza das cores da agricultura da pupunha e o brilho do trabalhador rural. Parte da mostra ficará exposta na agência do Banco do Brasil de Silva Jardim.
A Secretaria Municipal de Turismo,Indústria e Comércio pretende fazer do evento o carro chefe das festas da cidade : “Para o ano que vem temos a idéia de realizar a Festa da Pupunha em três dias, pois queremos transformar o evento num produto turístico de Silva Jardim”, disse Wander Lemos, secretário de Turismo, agradecendo o apoio da Unirio, do chef Harold Lethiais, da diretora da universidade, Rosa Alves e do produtor Paulo Márcio, considerado por ele o “patrono”da festa.

Fonte: Prefeitura Municipal de Silva Jardim - RJ

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pupunha Assado com Frutas Vermelhas

Ingredientes:
1 palmito pupunha
100 g de shitake
100 g de shimeji
1 alho-poró
60 g de cebola
100 g de gengibre
10 g de Ajinomoto
1 colher de café de sal
150 g de blueberry
150 g de framboesas
150 g de amoras
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de shoyu
200 ml de óleo de soja ( 200 ml )

Modo de Preparo:
Palmito - apare a ponta, meça dois dedos e faça um corte na diagonal (vide foto). Sobre ele espalhe lâminas de gengibre, regue com uma colher de azeite e o shoyu. Leve ao forno a 160 graus durante 50 minutos.
Alho-poró - corte ao meio e fatie bem fino. Frite em óleo quente até dourar.
Limpe os cogumelos e fatie.
Pique a cebola e refogue com azeite. Acrescente os cogumelos e as frutas vermelhas. Tempere com Ajinomoto, sal e pimenta. Deixe cozinhar por 3 minutos e reserve.

Montagem
Coloque o palmito no centro do prato, disponha o alho-poró de um lado e o remoulade de frutas vermelhas do outro. Decore com ervas frescas.

Fonte: http://www.cuecasnacozinha.com

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Picanha de panela, purê de mandioquinha, pupunha e mix ervas

Ingredientes
Carne: 1 picanha;
2 kg de gordura de pato;
Sal grosso;
1 cabeça de alho;
Pimenta-do-reino em grãos;
2 folhas de louro;
Tomilho;
Purê;
200g de mandioquinha;
40g de manteiga;
2 colheres de sopa de redução de jabuticaba;

Tuille:
2 colheres de sopa de maisena;
2 colheres de sopa de parmesão relado;
1 colher de sopa de provolone em cubinhos;
1 colher de sopa de catupiry cremoso e pimenta de espelette (França):

Mix de ervas;
100g de palmito pupunha;
Ervas a gosto (salsinha crespa, estragão, sálvia...);
50 ml de vinagre de vinho tinto;
150 ml de azeite de nozes;
Flor de sal.
Preparo Carne:
Tempere a picanha com sal grosso, alho, louro, tomilho, pimenta-do-reino moída e deixe marinar por 12 horas. Após esse tempo, lave e seque a carne. Em uma panela junte a gordura de pato, alho, louro, tomilho e a pimenta-do-reino. Deixe a panela a 58°C, no forno ou em uma boca de fogão com a chama bem baixa, por 12 horas. Quanto mais tempo ficar nesse processo, melhor o gosto. Antes de servir, corte a picanha em pedaços generosos e doure, dos dois lados, numa frigideira com gordura.

Purê:
Descasque a mandioquinha e cozinhe em água até que fique bem mole. Amasse e finalize o purê com manteiga. Corrija com sal e pimenta-do-reino, se necessário.

Tuille:
Misture o parmesão, requeijão, maisena. Faça pequenos discos dessa massa sobre uma tela de silicone ou papel manteiga. Por cima dos discos de massa ponha pedacinhos de provolone e pimenta espelette. Asse em forno a 160°C por 6 a 8 minutos, até ficarem bem crocantes. Teste se as tuilles ficaram crocantes só após esfriarem. Cuidado para o parmesão não ficar muito dourado e amargar a massa.

Mix de ervas :
Corte o palmito em juliene, bem fininho, como cabelo de anjo e misture com as outras ervas. Tempere com azeite de oliva e vinagre de vinho tinto.

Montagem:
Espalhe no fundo de um prato um pouco do purê de mandioquinha. Risque fios de coulis de jabuticaba por cima. Disponha um pedaço da picanha dourada sobre essa base. Adicione uma tuille de cada lado da carne e, sobre ela, disponha a salada de ervas e palmito. Polvilhe flor de sal e a pimenta por cima.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Consuma Palmito Sustentável

Esta campanha foi criada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente em Setembro de 2008. O Principal objetivo é coibir o consumo do Palmito Juçara que é nativo da Mata Atlântica.
O Palmito Pupunha e Palmito Açai, são de origens amazônica e são considerados palmito sustentável pois quando se corta um pé destes palmito, outros brotam em seu lugar, deixando sempre um ciclo de renovável de produção de palmito. O tempo de produção do Palmito Pupunha é de 18 meses enquanto que o Palmito Juçara é de 8 a 12 anos.
Outra grande preocupação é que o palmito extraido de forma clandestina, normalmente é envasado na própria mata, sem as condições mínimas de higiene. Isto pode criar condições para ter presença da bactéria que causa o butolimo, doença que pode levar à morte.
Portanto antes de comprar o palmito no mercado, certifique-se o que tipo de espécie de palmeira ele foi extraido e que ele tenha o selo do Ibama e da Anvisa. Evite comprar palmito na beira das estradas, normalmente são clandestinos ou seja, palmitos extraidos de forma ilegal da mata atlântica.
Portando vai minha recomendação: Consuma palmito sustentável, é saudável para você e para natureza.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pupunha no Festival do Pinhão

A dica do chef Renato Caleffi entrou em ação para as novidades do Lê Manjue Bistrô durante este inverno. Conheça o Festival do Pinhão e a pupunha in natura sendo utilizado como elemento importante no prato principal.
Leia mais em

Foto: Divulgação.
Fonte: www.guiadasemana.com.br

sábado, 4 de julho de 2009

Bijouteria de Madeira de Pupunha


A madeira de pupunha vem fazendo sucesso e ganhando aos poucos seu espaço no mercado. Pelo fato de suas fibras terem um contraste natural e não encontrado em outro tipo de madeira. 
Graças a resistência da madeira de pupunha, é possível criar vários objetos ornamentais como por exemmplo bijouterias.
Para quem trabalha com artesanato, eis ai um prato cheio para ser explorado. Embora muita gente pode achar que a utilização desta madeira é uma agressão à natureza, vai aí um esclarecimento. A plantação de pupunha é uma das que mais cresce pelo fato de ter várias vantagens para quem o produz, pois palmito pupunha começa a ter o primeiro corte a antes do segundo ano de idade, produzindo em seguida vários brotos que irão gerar novos palmito, não sendo necessário replantar novamente. Além de ter produto de qualidade, a produção aumenta com o passar do tempo.
A natureza também agradece, pois além de ter várias áreas sendo reflorestadas, a pupunheira cria frutos que atrai várias espécies de pássaros ao eco sistema.
Portanto quando for consumir palmito, lembre-se de comer o pupunha cultivado.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pupunha gratinado

Ingredientes

2 toletes nobres de pupunha 
3l de água
1 colher de sopa rasa de sal 
1 colher de sopa bem cheia de manteiga 
2 ramos grandes de orégano fresco 
parmesão ralado grosso
azeite

Modo de preparo 

Cozinhar o palmito pupunha (os mais grossos de preferência) em abundante quantidade de água e sal por, aproximadamente, 25 minutos ou até ficarem macios. Cortar o cozimento em banho-maria invertido (água com gelo). Em seguida, abrir o pupunha ao meio, salpicar algumas folhas de orégano fresco, muito queijo ralado por cima com um pouco de manteiga e um fio de azeite. Levar o forno para gratinar.

Fonte: http://www.revistabianchini.com.br/cozinha/palmito_pupunha.html

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Madeira de Pupunha

Jadir de Souza Rocha, pesquisador titular do instituto na área de Recursos Florestais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com ênfase em inovação tecnológica trabalha em projetos para utilizar matérias que seria transformada em lixo. Há inúmeras matérias-primas que podem ser usadas em substituição à madeira obtida de espécies arbórias. "Os projetos de manejo florestal apresentarão resultados efetivos quando forem enriquecidos com o plantio de espécies de retorno econômico", diz ele.
Há duas outras linhas de pesquisa que estão sendo desenvolvidas pelos cientistas. Uma envolve a madeira da pupunha e a outra a utilização de folhas vegetais super-resistentes.
Divisórias e móveis - No caso da pupunha, os pesquisadores descobriram que a madeira é muito resistente - mais do que a maçaramduba, espécie muito procurada pela indústria -, bonita e permite excelente acabamento. Segundo Rocha, oferece grande aplicação na produção de móveis, de instrumentos musicais, como flautas, artefatos de escritório e utensílios de cozinha.
"O cultivo da pupunha tem por objetivo a obtenção do palmito e da fruta. Nós apontamos outras possibilidades. No caso do palmito, a planta é cortada após dois anos. No cultivo da fruta, após oito, quando começa a declinar a produção. Esse trabalho mostra que a planta, depois de cortada, ainda pode ter uma destinação econômica gerando renda e emprego", explica Rocha.
Na outra frente de trabalho, os pesquisadores desenvolveram uma chapa de folhas que pode ser usada em forros, divisórias e artefatos. "Nós trabalhos com folhas resistentes a rasgos, espécies arbórias, palmeiras e plantas ornamentais. As folhas são trituradas, passam por um processo de secagem e são aglutinadas com resina e fibra de vidro", explica Rocha.

Conteúdo retirado e adaptado de http://www.fibra-ds.com/novidades/jb.htm

domingo, 28 de junho de 2009

Moqueca de Pupunha

Numa panela de barro coloque em camadas alternadas os seguintes ingredientes: 500g do palmito pupunha in natura cortado em rodelas de 1 cm, 1 cebola grande cortada em rodelas, 3 tomates sem pele e sem semente, 3 pimentões cortados em rodelas (1 vermelho, 1 verde e 1 amarelo), 1/2 xícara de chá de azeite de dendê, sal e pimenta a gosto, 1 xícara de leite de coco. Cubra com azeite de dendê e leve ao fogo brando até o palmito ficar macio ao toque do garfo. Finalize a moqueca, acrescentando o leite de coco. Sirva acompanhado de arroz branco.

Fonte: Revista ISTO É, Dezembro de 1999

Melhoria genética da pupunha, um palmito amazônico de grande potencial econômico

A pupunheira é palmeira nativa da Amazônia, com palmito comestível de boa qualidade (cujo valor nutritivo limita-se à fibra). O agronegócio baseado em sua exploração é novo, mas a pupunha é cultivo antigo na região, com início provável de domesticação há 10.000 anos, quando povos nativos iniciaram-se nas práticas da agricultura.

A pupunha daquela época tinha frutos pequenos e oleosos, e madeira dura, útil para fabricar armas de caça, ferramentas e moradias. Era provavelmente rara na floresta densa, ocorrendo em pequenas populações em áreas abertas por perturbações naturais, ou nas florestas de transição entre a floresta densa e os cerrados. A espécie deve ter sido usada a princípio por sua madeira, depois por seus frutos ricos em óleo. Por ser útil, suas sementes devem ter sido plantadas perto dos acampamentos, onde a domesticação começou.

Ao longo dos milênios de domesticação ocorreram alterações na forma de utilização da espécie, bem como na importância relativa de seus produtos. Na época da Conquista (Século XVI), a pupunha foi importante fonte de amido, talvez tão importante como o milho e a mandioca em alguns locais. As populações domesticadas começaram a se adaptar melhor aos sistemas agrícolas e agroflorestais e aos jardins caseiros nas aldeias indígenas. Isso fez com que a pupunha seja hoje uma planta bem adaptada tanto a plantios familiares tradicionais, quanto à moderna agricultura de altos insumos.

Sendo nativa da Amazônia, a pupunha coevoluiu com pragas e doenças da região, mas isso não gerou tipos de pupunha resistentes a essas pragas e doenças porque a espécie sempre foi relativamente rara onde ocorria. Nos sistemas agroflorestais indígenas geralmente ocorrem de 5 a 10 plantas por hectare, enquanto nos jardins caseiros nas aldeias pode-se ter de 2 a 5 plantas por lote. A baixa densidade faz que a pupunha seja menos atacada por pragas e doenças (uma vez que essas precisam "trabalhar" mais para encontrar a próxima pupunheira). Por outro lado, a pupunha pode ser suscetível a essas pragas e doenças se plantada em monocultivo. Esse é um risco que deve ser avaliado na melhoria genética, para solucionar essa possível limitação e ao mesmo tempo atender às demandas do mercado.

Mas os povos que domesticaram a pupunha também ampliaram sua diversidade genética em toda a bacia amazônica e terras baixas do norte da América do Sul e do sul da América Central. Aliada à baixa densidade, a diversidade genética manteve a espécie em produção, a despeito da abundância de pragas e doenças. A melhoria genética continua esse processo com novos saberes e métodos.

Nesse estudo, cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC) visam descrever as populações nativas usadas no agronegócio, avaliar qual a variedade ideal para esse agronegócio, qual o conhecimento atual que dá base científica à melhoria, relatar os projetos em andamento em instituições brasileiras e sugerir caminhos futuros para o aperfeiçoamento dos projetos.

Fonte: http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisas/pesquisa.php?ref_pesquisa=150

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Palmito in natura está sendo comercializado em Curitiba

No Mercado Municipal, nas feiras livres e no Ceasa, os consumidores de Curitiba podem encontrar o palmito pupunha in natura minimamente processado e sem qualquer conservante. O produto, vendido com as capas (cascas), é resultado de uma pesquisa feita pela engenheira agrônoma Geovanita Paulino da Costa Kalil, coordenada pela Embrapa Florestas e em parceria com o Prodetab, um programa que apoia o desenvolvimento da tecnologia agropecuária. O comprador pode sentir o gosto natural do palmito, que pode ser consumido cru.

O projeto começou em 2000, abordando o manejo, o melhoramento e o processamento mínimo do palmito. As pesquisas indicaram que o procedimento a ser feito no palmito in natura é totalmente diferente do produto em conserva. O pupunha foi escolhido porque possui lenta oxidação, o que deixa o produto com coloração escura. "Em 2004, tentamos deixar o palmito pupunha in natura com os métodos das fábricas de envase, mas não deu certo. As amostras tiveram contaminação. No ano seguinte, usamos uma nova metodologia, com a seleção de plantas e a colheita diferenciada, com todo o cuidado, principalmente com a higiene", conta Geovanita.

A experiência deu certo. Armazenado de maneira correta, o palmito pupunha com as capas dura até 40 dias, sem mesmo adicionar qualquer conservante. As manutenções das capas preservam o produto. As etapas para se alcançar um palmito de ótima qualidade são: manejo pré e pós-colheita; resfriamento; beneficiamento; higienização; embalagem e armazenamento sobre refrigeração. Toda a pesquisa teve o respaldo de análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. "Agora estamos verificando a aceitabilidade de produto. Trezentos gramas do palmito em conserva são vendidos a R$ 8, enquanto o in natura é vendido pelo mesmo preço, mas o peso varia entre 800 gramas e 1,1 quilo", afirma Giovanita. "Com isso, esperamos popularizar o consumo do palmito, que hoje é muito elitizado", comenta Antônio Nascim Kalil Filho, pesquisador da Embrapa que está auxiliando Giovanita no levantamento.

O consumidor que comprar o palmito pupunha in natura terá que cortar as capas. O método é simples e ensinado em um folder entregue junto com o produto. Alguns vendedores também são orientados a fazer esse processo para o comprador. Todo o palmito utilizado no projeto vem de uma propriedade localizada em Morretes, litoral do Estado. Giovanita Kalil vai apresentar a pesquisa sobre o palmito pupunha no XX Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos, que acontece em outubro, em Curitiba.

Fonte: http://hortfloresta.com

Universitários do Rio criam skate ecológico

Estudantes da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolveram um skate ecologicamente correto. A tecnologia 100% brasileira utiliza palmeira, bromélia e bambu para compor a lâmina na qual o skatista se equilibra.

A novidade recebeu o apelido de “Folha Seca” e não deixa nada a desejar quando comparada aos skates “normais”.

Na fabricação, primeiro se utiliza o compensado de pupunha – aquela palmeirinha de onde é extraído o palmito. Depois de tratada e prensada, a casca da palmeira, vira uma madeira, bonita, resistente e à prova de cupins. É ela que forma a camada exterior do skate.

Depois, vem o curauá, uma espécie de feltro feito das fibras de uma bromélia da Amazônia. No meio, vão três camadas de compensado de bambu – bem mais flexível e leve que o de pupunha.

Os estrangeiros estão de olho
Os estudantes escolheram madeiras bonitas, resistentes, fáceis de trabalhar e ecologicamente corretas. Essas qualidades despertaram o interesse do mercado internacional: os designers já receberam proposta de uma empresa alemã para usar laminado de pupunha na fabricação de painéis de carros de luxo.

O negócio ainda não foi à frente porque falta poder produzir esses materiais em grande escala. Para isso, é preciso investimento. “A gente não têm dúvida de que esses materiais têm espaço no mercado. A gente tem a sensação de que está demorando um pouco, mas estamos persistindo, temos certeza de que a gente vai chegar lá”, diz o designer Tiago Maia.

O compensado de pupunha já recebeu, na Alemanha, o prêmio IF, o Oscar do Desenho Industrial, na categoria novos materiais. E o “Folha Seca” também virou estrela: este ano, o Bioplac – a combinação de sete camadas que formam a folha do skate – também foi premiado.

A chapa de fibras também pode ser usada em móveis – já existem até alguns modelos assinados por designers famosos; por ser mais flexível, fica bem em projetos cheios de curvas.

No mar?
Um último desafio dos estudantes é criar uma prancha de surf. “A fabricação dela é menos agressiva, e a gente consegue ter uma prancha com as mesmas propriedades. O surfista pode ter uma consciência mais leve”, resume o designer Pedro Themoteo.

Fonte: http://www.maratimba.com