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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Secretaria do Meio Ambiente apreende carga de palmito nativo em Maquiné

Maquiné - Uma equipe formada por servidores da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) realizou, nessa semana, a captura de dois criminosos que extraíam palmito nativo da Mata Atlântica no município de Maquiné, no litoral norte. O local é no entorno da Reserva Biológica da Serra Geral, uma importante unidade de conservação estadual.

Os infratores foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil do município, onde foram interrogados para o registro da ocorrência. Devido ao ocorrido, a Sema aplicou penalidades administrativas individuais. Ao todo foram apreendidas 480 unidades do produto e alguns materiais utilizados para a prática do crime.

A extração de palmito nativo é um crime praticado ao longo da área de ocorrência da espécie na Mata Atlântica. A parte utilizada da palmeira é o meristema apical, o "miolo" da parte superior da palmeira. No entanto, para extraí-lo é necessário abater a árvore. Por essa razão, a espécie se encontra ameaçada de extinção. No caso do Litoral Norte gaúcho, o que se observa é que muitas pessoas recorrem à atividade ilegal, principalmente no período do verão. O fato ocorre, pois cresce a demanda por parte de alguns restaurantes e comerciantes que adquirem o produto ilegal para obter maior lucro com a chegada dos veranistas.

Fonte: Jornal VS
Foto: Divulgação

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Guarda Municipal apreende palmito na Serrinha do Alambari

Resende

Guardas municipais de Resende apreenderam no fim de semana, 173 peças de palmito do tipo Jussara extraídas ilegalmente da área de proteção ambiental da Serrinha do Alambari, próximo a Visconde de Mauá, na região da Serra da Mantigueira. Dois homens apontados como responsáveis pela extração fugiram ao perceberem a presença dos agentes do Grupamento Ambiental da corporação. O palmito é nativo da Mata Atlântica e não pode ser extraído e nem comercializado.

Em nota, a prefeitura de Resende informou que as peças foram abandonadas no local conhecido como Trilha da Bocaininha. O material apreendido foi levado para a 89ª Delegacia Legal da Polícia Civil (Resende).
O comandante da GM, Ismar Costa da Silva, que chegou ao local depois de um telefonema anônimo. Os guardas municipais encontraram ainda lonas, cobertores, roupas, panelas e um fogão improvisado pertencentes aos palmiteiros que realizavam a exploração ilegal.

- Temos intensificado as rondas na APA da Serrinha do Alambari com o objetivo de garantir a preservação deste patrimônio importante do meio ambiente de Resende. E vamos reforçar ainda mais a vigilância. Já temos informações de que, devido ao reforço das ações da Guarda Municipal na Serrinha, os chamados "palmiteiros" têm se deslocado para trechos da estrada de acesso à região de Visconde de Mauá, motivo pelo qual vamos reformar a vigilância também nesta área - disse Ismar.

Ele disse que as denúncias sobre crimes ambientais na localidade podem ser feitas através do telefone 3381-7159, ou pessoalmente, na sede do Grupamento Ambiental, que fica na Estrada Joaquim Criminal da Silveira sem número, na Serrinha do Alambari.

O crescimento do palmito Jussara é lento e sua frutificação se dá em média oito anos após o plantio. Atualmente, a espécie é encontrada em reservas ecológicas protegidas por entidade ligadas a preservação do meio ambiente.

Angra dos Reis

Também no fim de semana, uma fábrica clandestina de palmito do tipo Jussara foi estourada em Angra dos Reis, pela força-tarefa iniciada na última sexta-feira, pela Secretaria Estadual do Ambiente. Com o objetivo de combater crimes ambientais no Sul Fluminense.

Os trabalhos foram coordenados pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), teve o apoio do Batalhão Florestal, de técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), do Ibama e do Grupamento Aero marítimo (GAM) da Polícia Militar.
Segundo a Secretaria de Comunicação do Estado do Rio de Janeiro, duas pessoas foram presas e pelo menos duas toneladas de palmitos foram apreendidos. A empresa fabricava o palmito Jussara em conserva e o comercializava.

O proprietário da fábrica, Roberto Duarte, e o caseiro do sítio, onde os palmitos recém extraídos eram armazenados, foram conduzidos à Polícia Federal de Angra dos Reis, e indiciados por crime ambiental.
O chefe da Cicca, José Maurício Padrone, explicou que donos de imóveis construídos irregularmente em áreas de preservação. De acordo com ele, algumas destas construções deverão ser demolidas em Angra e Parati.

- a operação no Sul Fluminense vai continuar. A iniciativa conta também com auxílio de lanchas e de um helicóptero da PM - disse Padrone.

Fonte: Diário do Vale