segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Diretriz técnica orienta produtor no cultivo da pupunha em MT

Para orientar os produtores rurais no cultivo comercial do palmito da pupunheira (Bactris gasipaes Kunth) foi lançado em 2008, o manual de diretrizes técnicas com recomendações desde o cultivo até a colheita no Estado de Mato Grosso. A publicação contribui para a expansão da cultura, além de abrir linhas de créditos para os produtores financiarem a cultura. Para esclarecer dúvidas sobre o manejo da pupunha, acontece nesta sexta-feira (28.01), no município de Araputanga (345 km a Oeste de Cuiabá), uma palestra com o engenheiro florestal especializado em Palmeiras Tropicais, Jorge Miguel Perez Vela, direcionada para técnicos, produtores, acadêmicos e gestores públicos, às 14 horas.

O palmito da pupunheira é nativo da região amazônica e pertence à Família Palmae e atinge até 20 metros de altura. Produz frutos carnosos, dispostos em cachos com 20 a 300 unidades, de cores variadas entre o vermelho, amarelo, laranja, branco e cores intermediárias quando maduros. O primeiro corte ocorre entre 20 e 24 meses após o plantio, a longevidade da planta chega há 25 anos. O palmito apresenta excelente aceitação comercial e ainda reduz o extrativismo das palmeiras por ser produzido no sol em áreas agrícolas tradicionais.

O manual de diretrizes técnica foi elaborado pelos pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), David da Silva, e por João Pedro Valente da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Paulo César Nunes, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). David fala que esse documento é um conjunto de informações com o objetivo de orientar os produtores no plantio com técnicas voltadas para a preservação do meio ambiente.

Segundo Silva, a diretriz está à disposição do produtor enfocando desde os aspectos botânicos, exigência edafoclimáticas (clima e solo), produção de mudas, semeadura, práticas fitossanitárias, plantio e replantio, controle de plantas invasoras, pragas e doenças, calagem, adubação, manejo de perfilhos, custos de implantação, manutenção, colheita, comercialização e industrialização do palmito. “O manual contou com a contribuição de dados e experiência de produtores, especialistas e instituições públicas”, informa Silva.

O principal produtor no Brasil é o Estado de São Paulo em seguida os Estados do Espírito Santo, Rondônia, Pará, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre, Paraná e Santa Catarina. Com sabor mais adocicado, o palmito tem uma coloração mais amarelada e a textura macia em relação aos palmitos de outras palmeiras nativas. Possui ainda a vantagem de não escurecer após o corte, o que permite a venda “in natura” de um produto de qualidade e boa aparência.

O manual de diretrizes técnicas do palmito da pupunheira pode ser adquirido na biblioteca da Empaer, localizada na Rua Jarí Gomes, Bairro Boa Esperança, Cuiabá, por apenas R$ 15,00. Mais informações: (65) 3613 1743/1745.

Fonte: SECOM-MT

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Quatro pessoas detidas apreensão palmito Paineira

Quatro pessoas são detidas em apreensão de palmito na Paineira

A Polícia Militar fez hoje (26), por volta de 12h, a maior apreensão de palmito no ano, cerca de 365 potes de 1,8kg, no Bairro da Paineira, em Pilar do Sul. Quatro pessoas foram detidas no local. Segundo apurou os policiais, os palmitos eram cortados na mata em Tapiraí e beneficiados no local.

A polícia prendeu Juarez Teodoro, 28, e Celso Aparecido Oliveira Silva, 21, que eram procurados por tentativa de homicídio ocorrido no dia 15 de janeiro em Tapiraí. Altaíde Pires Garcia, 28, que também foi flagrado industrializando o palmito, foi ouvido, liberado e responderá o processo em liberdade.

Já Odair de Paula, 35 anos, que chegou ao local pouco tempo depois, foi preso por receptação. A PM encontrou com ele uma moto YBR, Yamaha, de cor vermelha (com vestígios de adulteração de cor), com numeração do chassi e do motor raspados. Ao consultar a placa da moto, os policiais descobriram que ela fora furtada em São Paulo. Odair alegou que comprou em leilão do guincho e nega a receptação.

A delegada suspeita que o rótulo seja falso
Tudo começou a ser esclarecido quando os soldados Lopes e Muniz, da PM, averiguavam uma denúncia que os dois foragidos estavam escondidos no Bairro da Paineira. Com o mandado de prisão temporária, os policiais descobriram a residência e ao adentrarem surpreenderam os dois procurados e outro comparsa manipulando os palmitos. O local era uma pequena indústria e os palmitos estavam sendo cozidos e alguns já estavam prontos para a venda. Segundo os policiais o local não contava com o mínimo de higiene para manipulação de alimentos.

Segundo a delegada, Dra. Maria de Cássia Almeida Almagro, os palmitos serão destruídos pela Vigilância Sanitária por estarem impróprios para consumo.

Foram apreendidos, além dos potes de palmito, tambores, grande quantidade de sal, botijões de gás e os apetrechos usados na fabricação clandestina de palmito.

Fonte: Pilar News

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Força Verde fecha fabriqueta de palmito ilegal

Em cumprimento a mandados de busca e apreensão, policiais militares da Força Verde, que participam da Operação Verão Costa Leste, fecharam uma fabriqueta de palmito ilegal. Foram apreendidos 150 vidros de palmitos embalados (300 gramas cada), 21 vidros de palmito (1,8 quilo cada), todos prontos para a venda. Os mandados foram expedidos pelo Juiz de Direito Fernando Andriolli Pereira e cumpridos nas localidades de Rio Sagrado e São João da Graciosa, em Morretes, na noite desta quinta-feira (20).

Na primeira abordagem, no quilômetro 35 da BR 277 na localidade de Rio Sagrado, após o local ser vistoriado foram localizados 20 vidros de palmito embalados e prontos para o comércio. “O produto estava em descordo com a legislação vigente e, por isso, o proprietário do comércio foi autuado por Auto de Infração Ambiental e recebeu Termo Circunstanciado, para ser responsabilizado pelo seu ato”, informa o tenente Kleber Piovesan, comandante da ação.

O segundo mandado, cumprido em São João da Graciosa, em uma lanchonete, possibilitou a localização de 14 vidros de palmito colocados à venda no estabelecimento, além da localização de uma fabriqueta clandestina para o preparo do palmito. Foram apreendidos 136 vidros (300g) de palmito Jussara, 21 vidros (1,8 quilo) de palmito palmeira real, sem rótulo e sem litografia nas tampas, 512 vidros vazios e outros objetos utilizados para o preparo ilegal de palmito.

Piovezan alerta que o consumo deste alimento é prejudicial à saúde humana, pois o seu preparo irregular pode causar uma doença chamada botulismo, tendo em vista a falta de condições de higiene nos locais de preparo e a falta de fiscalização dos órgãos de Vigilância Sanitária. “O proprietário do estabelecimento foi autuado por Auto de Infração Ambiental, por comercializar, ter em depósito e para o comércio, produto de origem da flora paranaense de maneira ilegal, e também recebeu Termo Circunstanciado”, explica o tenente.

A multa prevista para quem comercializa este tipo de produto, conforme a legislação vigente, é de R$ 300,00 por quilo. Denúncias de crimes contra a flora podem ser feitas pelo 0800 643 03 04, pois a ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar.

Fonte: Bem Paraná

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A FMDR 25 de Julho está comercializando 100 mil mudas de pupunha.

A FMDR (Fundação Municipal de Desenvolvimento Rural) 25 de Julho está comercializando 100 mil mudas de pupunha.Os interesados devem entrar em contato pelo fone (47) 3424-1188.

A pupunheira apresenta uma série de vantagens para produção de palmito pupunha em relação às outras palmeiras nativas como o açaí (Euterpe oleraceae Mart.) e a juçara (Euterpe edulis Mart.), que são exploradas de forma extrativista e por isso apresentam restrições legais e risco de extinção. As principais vantagens para a exploração comercial de palmito da pupunheira são:
Precocidade, com o primeiro corte a partir de 18 a 24 meses após plantio;
Perfilhamento da planta mãe, chegando a mais de 15 perfilhos, o que permite repetir os cortes nos anos subseqüentes, sem necessidade de replantio da área;
Qualidade do palmito, geralmente o palmito tem comprimento de 40 cm e diâmetro entre 1,5 – 4 cm, sendo muito macio e saboroso;
Lucratividade, quando plantado e conduzido adequadamente, um hectare produz de 5.000 a 12.000 palmito pupunha por ano;
Segurança para o produtor, pois o palmito pode ser deixado no pé ou quando cortado pode ser processado, envasado e guardado para ser comercializado quando o mercado se encontrar mais propício;
Facilidade nos tratos culturais e corte, uma vez que plantas selecionadas não apresentam espinhos;
Vantagens ecológicas, podendo a cultura ser conduzida a pleno sol, em áreas agrícolas tradicionais, sem nenhum dano às matas nativas, fato este de grande apelo comercial, principalmente para a exploração do palmito visando o mercado externo.

Palmeira nativa dos trópicos úmidos americanos, a pupunheira (Bactris gasipae) produz cachos grandes de frutos comestíveis, utilizados de variadas maneiras. Considerado alimento básico em algumas regiões, o fruto tem sabor agradável e alto valor nutritivo. É consumido cozido e presta-se à extração de óleo ou à produção de farinha, usada na alimentação humana e animal.

Os frutos da pupunheira constituem um alimento essencialmente energético, mas contêm quantidades pequenas de proteína, óleo, caroteno (pró-vitamina A), vitaminas B, C e ferro. Os frutos e seus derivados, quando crus, contêm uma enzima, que inibe a digestão de proteínas, e um ácido, que provoca irritação na mucosa da boca.

Tabela Nutricional

Palmito Pupunha
Quantidade 100 gramas
Água (%) 89,4
Calorias (Kcal) 29
Proteína (g) 2,5
Carboidrato (g) 5,5
Fibra Alimentar (g) 2,6
Colesterol (mg) n/a
Lipídios (g) 0,5
Ácido Graxo Saturado (g) 0,1
Ácido Graxo Mono insaturado (g) 0,1
Ácido Graxo Poli insaturado (g) 0,2
Cálcio (mg) 32
Fósforo (mg) 55
Ferro (mg) 0,2
Potássio (mg) 206
Sódio (mg) 563
Vitamina B1 (mg) 0,03
Vitamina b2 (mg) traços
Vitamina B6 (mg) traços
Vitamina B3 (mg) traços
Vitamina C (mg) 8,7

Fonte: FMDR25

Torta de Palmito com Tomate Seco

Vale a pena experimentar fazer um dia....!O que eu mais gostei dessa receita foi a massa!Com Ricota, nham!

Ingredientes:
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de fermento biológico,
- 250 g de ricota amassada
- 1/2 xícara de margarina light gelada
- Sal e pimenta-do-reino a gosto

Cobertura:
- 3 colheres de sopa de azeite
- 1 cebola picada
- 2 dentes de alho picados
- 1 vidro de palmito pupunha picado (300 g)
- 100 g de tomates secos picados
- 100 g de queijo prato ou meia cura cortados em cubos
- 3 colheres de sopa de salsinha picada
- 1 caixa de creme leite


Modo de preparo:

Massa:
- Em uma tigela misture a farinha e o fermento
- a ricota mais a margarina e tempere com sal e pimenta a gosto
- Amasse até unir os ingredientes, leve à geladeira por 30 minutos

Cobertura:
- Em uma panela aqueça o azeite e frite a cebola e o alho, acrescente o palmito pupunha picado
- Refogue por 10 minutos, logo acrescente os tomates secos picados, as azeitonas e misture
- Verifique se é necessário adicionar sal

Montagem da torta:
- Forre o fundo e os lados de uma forma
- Para colocá-la na assadeira, pegue pequenas porções com a mão e pressione contra a assadeira untada até preenche-la totalmente
- Recheie com o refogado de palmito pupunha e tomate
- Jogue por cima os cubos de queijo e despeje o creme de leite por toda a superfície da torta
- Forno à 180° por 35 minutos ou até que a superfície esteja corada
- Salpique salsinha sobre a torta antes de servir

Rendimento: 10 porções

Fonte: Maravilhosas Delicinhas

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Irradiação facilita a exportação palmito pupunha

Técnica faz com que o produto possa ser consumido em até 28 dias após o corte e será utilizada este ano pela Palmito Floresta.

Chefs de cozinha gostam de colocar um sabor próprio às suas receitas e, ao usar um alimento de sabor muito marcante, a tarefa se torna mais difícil. Este é o caso do palmito pupunha em conserva, por exemplo. Por ficar com um sabor forte e característico, o alimento não é o favorito dos profissionais da culinária.

O palmito pupunha ao natural, por outro lado, por ter sabor mais sútil, marca presença em muitas receitas de restaurantes sofisticados no Brasil e fora do país. Para os produtores, no entanto, a dificuldade era conseguir conservar o produto por tempo suficiente para exportar o palmito pupunha in natura, que se mantém próprio para consumo até, no máximo, uma semana.

Pensando nisso, a Palmito Floresta, empresa com produção diária de quatro toneladas, apoiou uma pesquisa de dois anos conduzida pela bióloga Priscila Vieira da Silva que de senvolveu uma tese de mestrado sobre o assunto por meio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Priscila identificou que, mesmo sob tratamento de irradiação, o palmito pupunha manteve inalteradas suas caracterís ticas como cor e textura e teve o tempo de consumo estendido de, no máximo, oito dias para até 28 dias após o corte. Segundo Khalil Yepes Hojeije, diretor da Palmito Floresta, o custo para irradiação do palmito pupunha é de US$ 20 por tonelada, valor considerado baixo pelo executivo.

Além de conservar o produto por mais tempo, a irradiação é considerada também um método eficiente de desinfestação e descontaminação de alimentos. "Nas últimas décadas a irradiação de alimentos tem recebido atenção crescente devido às vantagens que apresenta sobre os métodos convencionais de processamento", diz Priscila.

Na Palmito Floresta, o percentual da receita proveniente da venda do palmito in natura atualmente é de apenas 3%, mas a expectativa é aumentar o número este ano, com o início da exportação do produto.

"O palmito in natura ainda é algo novo no mundo mas está começando a se tornar conhecido", diz Hojeije. Atualmente 10% da produção total de palmito da empresa, na sua maioria em conserva, são exportados para países como Espanha e França.

A pesquisa de Priscila, no entanto, não é exclusiva da Palmito Floresta, que forneceu toda a matéria-prima, e poderá ser utilizada por outros fabricantes que se interessem pelo prolongamento da validade do produto. A pesquisadora pretende patentear a técnica.

Fonte: Brasil Economico

Palmito da região é exportado para os EUA

Há dois anos, a Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) iniciava a atividade de produção de palmito pupunha em conserva. Hoje, 15% da produção é exportada para os Estados Unidos. A porcentagem poderia ser maior, mas falta matéria-prima na região para o processamento.

Para este ano, está prevista a produção de 500 mil potes de conserva. Em 2010, foram 800 mil. “Este ano, ocorre o cultivo de novas palmeiras, e devemos ter uma produção maior daqui a pelo menos 2,5 anos”, explica o gerente de produção da unidade de conserva, Evilásio Cardoso.

O plantio da palmeira iniciou em 2002. Cada pé leva entre 2,5 e quatro anos para se desenvolver e entrar no período de corte. Como é uma atividade recente, o agricultor encontrou uma certa dificuldade no início. Hoje, já se tem uma tecnologia estabelecida para a atividade. “Em Tubarão, a atividade tem 12 anos de história, enquanto o arroz, já tem mais de um século”, exemplifica Evilásio.

Para construir a indústria, foram investidos R$ 2,5 milhões, entre 32 associados. Contudo, hoje apenas 20 produzem. “Doze ainda não se decidiram pela atividade”, conta o gerente.

O plantio é um investimento de médio prazo. Enquanto, uma plantação de arroz é colhida em seis meses. O palmito pupunha demora. Mas o valor agregado do produto é alto e a produção vantajosa.

O mercado catarinense, seguido pelo carioca e paulista, ainda é o principal consumidor. A demanda para a exportação é grande e vale a pena, devido à isenção fiscal que o produto recebe. Mas a produção de palmitos inteiros ainda não é suficiente. Somente 20% da palmeira real pode ser aproveitado para isso.

Futuro
A meta inicial dos associados da Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) é crescer 10% ao ano e ter 16 mil pés por hectare. Mas para atingi-la depende das condições do mercado e estímulos aos produtores. “É uma atividade que ainda está em consolidação e está dentro do projeto”, explica o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos. A indústria instalada tem condições de produzir 16 mil potes por dia. Hoje, são 2,5 mil. A falta de matéria-prima é a principal dificuldade.

Atividade Rica
A fabricação do palmito é vantajosa. O tipo de planta, a palmeira real, é a ideal para as condições climáticas da região. E, como são poucos hectares em Tubarão, aproximadamente 12, não existem pragas na plantação. Só é necessário retirar as plantas invasoras e fazer a adubação da terra.
“O palmito é consumido em classes com um poder aquisitivo maior”, explica o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos. No verão, a demanda aumenta, já que o litoral cconcentra mais consumidores.

Fonte: Notisul