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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Irradiação facilita a exportação palmito pupunha

Técnica faz com que o produto possa ser consumido em até 28 dias após o corte e será utilizada este ano pela Palmito Floresta.

Chefs de cozinha gostam de colocar um sabor próprio às suas receitas e, ao usar um alimento de sabor muito marcante, a tarefa se torna mais difícil. Este é o caso do palmito pupunha em conserva, por exemplo. Por ficar com um sabor forte e característico, o alimento não é o favorito dos profissionais da culinária.

O palmito pupunha ao natural, por outro lado, por ter sabor mais sútil, marca presença em muitas receitas de restaurantes sofisticados no Brasil e fora do país. Para os produtores, no entanto, a dificuldade era conseguir conservar o produto por tempo suficiente para exportar o palmito pupunha in natura, que se mantém próprio para consumo até, no máximo, uma semana.

Pensando nisso, a Palmito Floresta, empresa com produção diária de quatro toneladas, apoiou uma pesquisa de dois anos conduzida pela bióloga Priscila Vieira da Silva que de senvolveu uma tese de mestrado sobre o assunto por meio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Priscila identificou que, mesmo sob tratamento de irradiação, o palmito pupunha manteve inalteradas suas caracterís ticas como cor e textura e teve o tempo de consumo estendido de, no máximo, oito dias para até 28 dias após o corte. Segundo Khalil Yepes Hojeije, diretor da Palmito Floresta, o custo para irradiação do palmito pupunha é de US$ 20 por tonelada, valor considerado baixo pelo executivo.

Além de conservar o produto por mais tempo, a irradiação é considerada também um método eficiente de desinfestação e descontaminação de alimentos. "Nas últimas décadas a irradiação de alimentos tem recebido atenção crescente devido às vantagens que apresenta sobre os métodos convencionais de processamento", diz Priscila.

Na Palmito Floresta, o percentual da receita proveniente da venda do palmito in natura atualmente é de apenas 3%, mas a expectativa é aumentar o número este ano, com o início da exportação do produto.

"O palmito in natura ainda é algo novo no mundo mas está começando a se tornar conhecido", diz Hojeije. Atualmente 10% da produção total de palmito da empresa, na sua maioria em conserva, são exportados para países como Espanha e França.

A pesquisa de Priscila, no entanto, não é exclusiva da Palmito Floresta, que forneceu toda a matéria-prima, e poderá ser utilizada por outros fabricantes que se interessem pelo prolongamento da validade do produto. A pesquisadora pretende patentear a técnica.

Fonte: Brasil Economico

Palmito Pupunha: saiba mais sobre a iguaria amazônica

Pupunha é uma palmeira Amazônica, considerada um palmito ecológico, já que depois de cortada volta a crescer evitando assim o desmatamento. É muito conhecida e consumida pelas populações nativas, da América Central até a Floresta Amazônica, sendo há séculos utilizada na alimentação.

Iguaria ecológica
A palmeira pupunha tem um melhor desenvolvimento em regiões de clima quente e úmido, com temperatura média 22 graus centígrados. Aos 18 meses, o palmito terá entre 150 a 300 gramas de peso. Aos três anos, até 500 gramas. O corte do palmito pode ser feito durante o ano todo, mas deve-se evitá-lo nas épocas mais secas, quando o seu peso é menor. É possível colher dois palmitos por planta em um ano, porém é aconselhável realizar apenas uma colheita anual.
O palmito pupunha deve ser consumido ou processado entre quatro e dez dias após a colheita. É um produto natural, saboroso e saudável, o palmito pupunha pode ser consumido in natura na salada ou no carpaccio e também assado ou cozido.

Fonte: Saia Mais
Por: Chef Frederico Rodrigues

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Irradiação garante alimentos mais seguros para o consumo

Uma técnica eficiente para conservar alimentos e torná-los mais seguros para o consumidor. É o que a radiação ionizante pode fazer por diversos produtos alimentícios consumidos em todo o mundo. A tecnologia é aprovada por mais de 30 países para diferentes tipos de alimentos. Seguindo essa tendência mundial, a legislação brasileira também aprova o uso da radiação. O Ipen coordena projeto da Agência Internacional de Energia Atômica sobre irradiação para segurança alimentar e saúde humana.
Atualmente, no país, a tecnologia é empregada em especiarias, para eliminar fungos e microorganismos. Mas essa realidade começa a ganhar novos contornos. No último dia 27 de julho, produtores da região do Vale do São Francisco, em Pernam-buco, autoridades e interessados na difusão da tecnologia no país se reuniram com pesquisadores do Centro de Tecnologia das Radiações (CTR) do Ipen para conhecer os resultados de testes com mangas irradiadas. Já foi assinado inclusive um acordo de cooperação técnico-científica entre a Embrapa Semi-Árido, Valexport (Associação de Produtores e Exportadores de Hortaliças e Derivados do Vale São Francisco, em Petrolina - PE) e o Ipen. O acordo conta com a cooperação do Centro Regional de Ciências Nucleares do Norte e Nordeste (CRCN), vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

A exportação da fruta, assim como diversos outros produtos, envolve exigências de fiscalização fitossanitária. São barreiras que impedem que pragas agrícolas sejam disseminadas de um local para o outro. Para cumprir as exigências legais de exportação, as mangas passam por um tratamento térmico por um período determinado. Quando o destino da fruta é a Europa, o lote é submetido à temperatura de 52 graus Celsius durante cinco minutos, mas se o produto tiver como destino final os Estados Unidos, o tempo é de 70 minutos e a temperatura, 46 graus.
O uso de fumegantes, alternativa tradicional da indústria, implica em danos ao meio ambiente, além de reunir compostos potencialmente cancerígenos, como o brometo de metila. Submeter os alimentos em sua embalagem final à radiação ionizante é um processo eficiente e seguro, que não os torna radioativos. No Brasil, resolução da Anvisa (RDC 21, de 2001) estabelece que a dose mínima seja suficiente para alcançar a finalidade pretendida e a dose máxima seja inferior àquela que comprometa propriedades funcionais ou qualquer outro atributo do alimento.
Durante todo o ano de 2006, foram realizados, no Ipen, testes físico-químicos em mangas irradiadas. O projeto envolve ainda testes de transporte do produto para o exterior e estudos de viabilidade econômica do irradiador na região, já em andamento. O pesquisador do CTR Paulo Rela explica que o Brasil possui todas as condições para construir irradiadores. O projeto do irradiador multipropósito do instituto, dedicado a pesquisas, foi inteiramente desenvolvido no país, sob a sua coordenação. O licenciamento e a fiscalização das instalações, chamadas plantas de irradiação, são competência da CNEN.

O estudo sobre a irradiação de mangas considerou o potencial de exportação da fruta, pois o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, depois de China e México. Este último constitui-se no maior exportador, e o Brasil ocupa a segunda posição. Na relação comercial com os Estados Unidos, que tem interesse na importação do produto e possui barreiras fitossanitárias bastante restritivas, ainda falta a assinatura de um protocolo que permita receber alimentos irradiados do Brasil.
Em agosto, as pesquisadoras Susy Frey Sabato e Josenilda Maria da Silva, respectivamente do Ipen e do CRCN, analisaram lotes de manga embarcados de São Paulo para Montreal, no Canadá. O objetivo é comparar o lote controle, que não recebeu nenhum tratamento, com o lote tratado pela radiação. O Canadian Irradiation Center, onde os testes serão feitos, foi o laboratório onde Sabato desenvolveu a parte experimental de seu doutoramento, concluído há cinco anos.

Processo

Para desinfestação, as doses variam entre 0,25 e 0,75 quilogray. O processo requer validação da fonte e do procedimento. Ensaios em laboratório que avaliam aspectos como acidez, PH, perda de massa, matu-ração e cor permitem verificar que as características e propriedades das frutas são mantidas.
“O processamento pela radiação para alguns alimentos é seguro e eficiente, mas não dispensa as boas práticas de manuseio e fabricação”, destaca a pesquisadora do Ipen Anna Lucia Villavicencio. Alimentos com alto teor de gordura não são bons candidatos ao método, capaz de reduzir carga microbiana, controlar pragas agrícolas e inibir brotamento. As doses aplicadas nos alimentos deverão seguir a legislação que determina os parâmetros sensoriais, pois cada alimento tem sua característica própria.
No processo de irradiação, são utilizadas fontes de cobalto ou aceleradores de elétrons. Neste último, que implica em menor custo, a radiação atua superficialmente. É indicado, por exemplo, para irradiação de hambúrguer, como mostrou estudo recente desenvolvido em parceria com uma grande indústria nacional
Outras pesquisas orientadas por Villavicencio versam sobre palmito in natura, vegetais minimamente processados, erva-mate in natura (utilizada na preparo do chimarrão), salmão cru, fermento biológico seco, soja, açaí, pistache, entre outros alimentos. A detecção de alimentos irradiados é uma linha de pesquisa do grupo. É possível precisar o quanto de dose recebeu o produto.
Os estudos visam a oferecer alimentos com melhor qualidade e higiene para o consumidor. O objetivo sempre é o de manter as propriedades nutricionais dos alimentos.
Entrevistas realizadas no ano passado com voluntários entre 18 e 55 anos, que se encontravam na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, mostraram que 42% não possuíam nenhum conhecimento sobre irradiação de alimentos, 48% pouco conhecimento e 10% razoável conhecimento sobre o tema. Do total de entrevistados, 48% declararam que provavelmente comprariam e 31% certamente comprariam. Mostraram-se indecisos 15%, 7% provavelmente não comprariam e 2% afirmaram que certamente não o fariam.

Como a tecnologia pode ajudar

- Especialmente países de clima tropical como o Brasil estão suscetíveis à deterioração de alimentos, devido à ação de parasitas e microorganismos como fungos e bactérias.

- Alguns fungos produzem substâncias tóxicas e geralmente cance-rígenas. Eles alteram qualidades físicas, sanitárias e nutricionais de alimentos.

- A irradiação de alimentos impede a multiplicação de células vivas como bactérias, que causam deterioração do alimento, ao alterar suas estruturas moleculares.

- Com isso, são destruídos microorganismos causadores de doenças, inclusive os vermes, parasitas e insetos que deterioram os alimentos armazenados.

- Vários métodos para detecção de alimentos irradiados são estudados e aprimorados, visando a simplificação da técnica e maior precisão.

- Processos como a refrigeração e congelamento podem promover alterações físicas e químicas nos alimentos, prejudicando a absorção de macro e micronutrientes e elementos-traço pelo organismo.

- Em alguns casos, a técnica de irradiação pode ser aplicada junto à refrigeração, para prolongar o tempo de prateleira do produto. No caso do palmito in natura, os pesquisadores estudam a eficiência do procedimento.

- Alguns fumegantes utilizados pelo setor agrícola são prejudiciais à saúde humana e agridem o meio ambiente, contribuindo com a destruição da camada de ozônio.

Fonte: IPEN

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Força Verde apreende 800 unidades palmito in natura Limeira

O Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde apreendeu 800 unidades de palmito in natura na Estrada da Limeira – que liga Morretes (PR) à Garuva (SC), na noite da quinta-feira (25). A apreensão se deu depois de denúncias anônimas informarem que naquela estrada havia um acampamento de palmiteiros. “A denúncia da comunidade é muito importante nestes casos”, afirma o Comandante da 1ª Companhia da Força Verde, tenente Durval Tavares Júnior.

Segundo ele, após alguns minutos de caminhada pela mata, os policiais militares localizaram uma espécie de rancho de palmiteiros, o qual estava sendo ocupado por várias pessoas, as quais fugiram pela mata quando perceberam a proximidade da equipe policial. “No local apreendemos as 800 unidades de palmito in natura”, conta o tenente.

O produto apreendido foi doado à instituições de caridade de Paranaguá, no litoral paranaense. Segundo informações da Força Verde, a multa para este tipo de crime é de R$ 300,00 por dúzia de palmito e a pena é de um a quatro anos, com direito à fiança. “O Batalhão de Polícia Ambiental possui um disque-denúncia, o 0800 643 0304, pelo qual as pessoas podem denunciar o cometimento de crimes ambientais”, informa Tavares.

Fonte: Repórter Sidnei Gonçalves

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Polícia apreende 1.200 unidades de palmito em São Francisco Xavier

Cerca de mil e duzentas unidades de palmito in natura foram apreendidas nesta madrugada, no Distrito de São Francisco Xavier.
A Polícia (Patrulha Rural)estava em patrulhamento quando avistou um veículo monza em atitude suspeita. Houve perseguição, os suspeitos bateram o carro e fugiram para um matagal.
A polícia apreendeu o veículo e o destruiu o carregamento de palmito, por não ter condições de ser consumido.

Fonte: Agora Vale

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Caça ao palmito juçara ameaça reservas de Mata Atlântica

Em busca do palmito da palmeira juçara, quadrilhas de palmiteiros estão invadindo os parques estaduais Carlos Botelho, Intervales, Jurupará e do Alto Ribeira, as reservas de Mata Atlântica mais protegidas do Estado de São Paulo.
Além de cortar a palmeira, importante para a biodiversidade da floresta, eles abrem trilhas usadas por caçadores. Os próprios palmiteiros abatem para consumo espécimes de uma fauna fortemente ameaçada de extinção, que inclui animais como a anta e o mono-carvoeiro, e aves como o macuco e a jacutinga.

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do País. São Paulo detém a maior porção contínua dessa floresta, com 200 mil hectares, quase tudo no interior dos parques estaduais do Vale do Ribeira, sul do Estado. De janeiro a agosto deste ano, a 3ª Companhia de Policiamento Ambiental, com sede em Sorocaba, apreendeu 4.719 toras de palmito in natura ou pronto para o consumo.

Cada unidade corresponde a uma palmeira cortada. De acordo com o comandante, tenente Edson Moraes, mais de 90% foram extraídos dos parques estaduais, por uma razão simples: fora das reservas, a palmeira juçara está praticamente extinta.

Ele calcula que o material apreendido representa uma parcela mínima do que foi cortado. De acordo com o tenente, o total de apreensões este ano será maior que no ano passado.“É uma atividade que se mantém, apesar do aumento na fiscalização e no grau de dificuldade para encontrar o palmito.”

A extração indiscriminada levou à escassez da palmeira e os palmiteiros têm de caminhar dois dias no interior da mata para chegar ao local do corte. “O grupo entra na mata na segunda-feira e sai na quarta ou na quinta”, explica. O transporte das toras, mesmo com o auxílio de mulas, é um serviço extenuante. Os palmiteiros levam a carga para processar fora do parque, onde a legislação é menos rigorosa.

Em fábricas improvisadas, o palmito é cortado, colocado em vidros e cozido. “Fechamos fábricas que funcionavam em banheiros”, diz Moraes. O produto é vendido para restaurantes, pizzarias e churrascarias. Cada feixe com cinco ou seis toras rende 10 kg de palmito que, no Vale, é vendido por R$ 10 o kg.

Em São Paulo, o produto chega custando R$ 25. A condição socioeconômica precária dos moradores da região favorece o esquema, segundo o policial. “A alternativa para eles seria trabalhar na lavoura de banana, ganhando R$ 10 por dia.”

No que resta dos acampamentos, a polícia tem encontrado restos de animais e aves abatidos para consumo. Na maior parte das apreensões, o palmito foi interceptado em rodovias, no transporte para São Paulo.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Palmito apreendido em Itatiaia

Os fiscais do Parque Nacional do Itatiaia, em parceria com o Batalhão da Polícia Florestal do Rio de Janeiro, realizaram no último final de semana uma operação de fiscalização para o combate aos crimes ambientais na área do parque, incluindo caça e tráfico de animais e extração de palmito.

A equipe conseguiu apreender 600 peças de palmito in natura, que estavam escondidos na mata, além de identificar e rastrear diversas trilhas clandestinas na unidade. Suspeita-se que o material estava sendo preparado para sair do local durante o feriado prolongado. Um acampamento abandonado também foi encontrado e foi supostamente usado pelos criminosos. Ninguém foi preso até o momento.

Em Engenheiro Passos, a equipe flagrou um desmatamento ilegal, que daria abertura para uma estrada. Quatro pessoas envolvidas foram conduzidas para a 89ª Delegacia de Polícia Civil de Resende, onde o responsável foi autuado e duas motosserras foram apreendidas.

Fonte: Jornal Beira-Rio

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Força Verde apreende 970 unidades de palmito in natura em Guaraqueçaba

Novecentas e setenta unidades de palmito in natura foram apreendidas em Serra Negra, localizada na Área de Proteção Ambiental em Guaraqueçaba, nesta segunda-feira (13). Após uma denúncia, policiais militares pertencentes à 1ª Companhia de Polícia Ambiental de Paranaguá foram até o local indicado e realizaram a apreensão.

Segundo o comandante do Batalhão de Polícia Ambiental - Força Verde, tenente-coronel João Alves da Rosa Neto, grandes apreensões estão sendo realizadas na região do litoral paranaense e da Mata Atlântica. “Nestes casos, quase sempre os envolvidos vêm de outros estados, como Santa Catarina e São Paulo”, disse.

“A Polícia Militar está em alerta para os crimes ambientais como este e conta com a colaboração da população que pode ajudar fazendo denúncias pelo disque denúncia 0800-643-0304”, recomenda o policial.

“O local da apreensão é de difícil acesso e quase sempre os cortadores de palmitos conseguem fugir. Na maioria das vezes são pessoas vindas de São Paulo, que faz divisa com o Paraná neste local”, afirma o comandante da operação, sargento Robinson dos Santos Nunes.

Quando os policiais chegaram ao local, os indivíduos fugiram deixando para trás as unidades de palmito que foram apreendidas, as quais serão devidamente destinadas conforme prevê a legislação em vigor.

O material foi encaminhado para o Posto Ambiental do Iraí e, posteriormente, para a Delegacia de Antonina. Segundo informações da Força Verde, desde o início do ano o Batalhão Ambiental tem feito a fiscalização abrangendo toda a Serra do Mar, inclusive, com apoio do helicóptero do Governo do Estado, o que tem facilitado o deslocamento neste terreno acidentado.

Fonte: Agência de Notícias
Por: Por Marcia Santos
Jornalista PMPR

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Palmito ganha embalagem de papel para durar mais

Revestimento comestível

Uma nova tecnologia de embalagem está prestes a beneficiar tanto consumidores quanto produtores de palmito pupunha: a embalagem de vidro será substituída por um caixa feita de papel cartão.

Diferente do armazenamento em recipiente de vidro, o palmito é banhado em uma solução filmogênica, que cria uma película que protege o alimento. Esse revestimento é comestível e não altera aparência e sabor do produto.

A substância química, que substitui a salmoura nos potes de vidro, aumenta o tempo de vida do palmito de seis para 22 dias.

Tecnologia brasileira

A técnica foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), do Rio de Janeiro, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que já estudava melhorias para as condições do produto.

A embalagem foi concebida com uma variedade de papel cartão. O interior é revestido de verniz e a parte externa de filme plástico, que impedem a absorção de umidade.

"Escolhemos o cartão para produzir a embalagem por facilitar o transporte do produto, além de ser economicamente mais viável. Apesar de o vidro ser muito utilizado, o material é pesado e torna o frete mais caro para o produtor", diz o pesquisado da Divisão de Desenho Industrial do INT, Luiz Carlos Mota.

Novos mercados para o palmito

Segundo o INT, o objetivo do projeto é fazer com que o produto chegue a mais mercados. Com mais oferta e demanda, o preço do palmito pupunha pode reduzir. "A intenção é transferir tecnologia para que os próprios produtores desenvolvam as embalagens", afirmou Mota.

O novo prazo de validade possibilitará também a ampliação do mercado de exportação do alimento.

Embalagens para alimentos

Este ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investirá R$ 7,5 milhões para que o INT desenvolva embalagens para outros alimentos, como o caqui, a manga, o mamão e outras variedades de palmito.

Nos primeiros testes com o caqui, fruto que é colhido em apenas quatro meses do ano, o prazo de validade para consumo dobrou.

Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Jantar casual: espaguete de pupunha com vegetais e bresaola

Espaguete de pupunha com pontas de aspargos, brócolis, bresaola e ricota de búfala. Parece chique, né? Tipo de prato para servir no jantar para amigos e impressionar: é novo, moderno, com o brasileiríssimo pupunha, bem estilo Alex Atala, saboroso e… leva menos de 5 minutos de preparo.

Então, anota a receita:

Ingredientes (para 2 pessoas)

1 pacote de pupunha em fios (no supermercado, já vem pronto, cortado em fios, congelado, da marca São Cassiano)
1 maço de brócoli pequeno
100 gramas de ricota de búfala
6 aspargos (usar apenas as pontas e descartar a base)
10 fatias finas de bresaola

Modo de fazer

1- Primeiro, corte a base do maço de brócoli e descarte, depois separe-os em partes pequenas, mantendo as flores inteiras. Em seguida, você deve “branquear” o brócoli, ou seja, passe-o por 3 minutos em água fervente. Depois, retire-o e coloque em água gelada. Isso vai cozinhá-lo, mas manter sua cor bem verde
2- Cozinhe então o pupunha em água fervente com sal, como você faria com o macarrão. Ele deve ficar em água fervente por cerca de 4 minutos, mas experimente para saber se está no ponto correto.
3- Em azeite, refogue rapidamente (2 minutos) as pontas de aspargos e o brócoli. Tempere com sal.
4- Monte o prato da seguinte maneira: coloque em um prato fundo o espaguete, por cima dele, esfarele em pedaços grandes a ricota. Também rasgue de maneira bem rústica a bresaola. Misture tudo com as mãos. Coloque então por cima o refogado de brócolis e aspargos, arrumando o prato de maneira a ficar misturado e uniforme.
5- Finalize com uma pitada de sal, pimenta e um fio de azeite.

Se quiser um prato vegetariano, é só tirar a bresaola da receita. E, qualquer que seja a versão escolhida, nesses dias quentes, fica ótimo com uma taça de vinho rosé.


Fonte: Comidinhas
Autor: Alessandra Blanco

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Torta de palmito pupunha com tomate seco


Ingredientes:
Massa
1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
2 ovos
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (chá) de sementes de erva-doce


Recheio
400 g de palmito pupunha em conserva
150 g de tomate seco
2 ovos
2 xícaras (chá) de ricota
1/2 xícara (chá) de creme de leite
sal a gosto


Modo de Preparo:
Preaqueça o forno à temperatura média (180ºC). Massa: peneire numa tigela a farinha de trigo com o sal. Adicione os ovos e o azeite de oliva (reserve 3 colheres de chá). Sove a massa com a ponta dos dedos por 5 minutos, ou até ficar homogênea. No final, incorpore as sementes de erva-doce. Com o azeite de oliva reservado, unte uma assadeira de aro removível de 20cm de diâmetro. Forre o fundo e as laterais da assadeira com a massa e faça furos com um garfo. Leve ao forno por 10 minutos, ou até dourar um pouco. Retire do forno e reserve. Recheio: corte o palmito-pupunha em rodelas finas e o tomate seco em tiras. Reserve. Coloque numa tigela os ovos, a ricota, o creme de leite e o sal. Bata com um batedor manual por 2 minutos, ou até ficar homogêneo. Distribua o palmito e o tomate seco sobre a massa. Complete com o creme de ricota. Volte ao forno por mais 35 minutos, ou até a massa dourar e o recheio ficar firme. Retire do forno e sirva fria com broto de alfafa.

Fonte: Mais Beleza e Saúde

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Gratinado de Palmito

Ingredientes

- 100 g de bacon picado
- 1 cebola grande picada
- 1 xícara (chá) de creme de leite fresco
- 100 g de miolo de pão torrado
- 1 colher (chá) de gengibre picado
- 600 g de palmito pupunha
- sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo

Doure a cebola e acrescente o bacon. Junte o creme de leite e deixe cozinhar até reduzir um pouco. Reserve.
Em uma travessa, misture o miolo do pão e o gengibre.
Leve ao forno por cerca de 3 minutos.
Embrulhe os palmitos em papel-alumínio e leve para assar em forno brando até ficarem macios. Espere esfriar e fatie o palmito.
Em um refratário, intercale fatias de palmito com o miolo de pão.
Regue com o molho e leve ao forno para aquecer. Ao retirar, jogue mais miolo por cima.

Rendimento: 4 porções

Fonte: Zero Caloria

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cozido de palmito pupunha e abobrinha

Preparação com sabor bem interessante. O palmito-pupunha de sabor levemente adocicado é preparado com abobrinha, um legume suave ganha a presença do azeite de oliva e molho de tomates. Tudo na medida certa para deixar a preparação com menos calorias.

Rendimento: 8 porções de 140 g
Tempo de preparo: 25 minutos

Ingredientes

1 palmito-pupunha fresco . 1. 325 g
3 colheres (sopa) de suco de limão . 45 ml
1 abobrinha média . 255 g
1 colher (sopa) de orégano fresco . 4 g
2 cebolas médias . 395 g
3 colheres (sopa) de azeite de oliva espanhol . 30 g
1 xícara (chá) de molho de tomate . 240 g
Sal a gosto

Modo de Fazer

Lave a abobrinha, elimine a extremidade e pique-a em cubos médios. Lave o orégano, seque com toalha de papel e separe somente as folhas. Pique-as e meça 1 colher das de sopa. Reserve.
Descasque as cebolas, lave e corte em gomos.
Coloque em uma panela o azeite de oliva, a pupunha, as cebolas e a abobrinha. Leve ao fogo e refogue, mexendo de vez em quando, por 12 minutos ou até os legumes ficarem al dente. Incorpore o molho de tomate, o orégano e o sal. Cozinhe, mexendo de vez em quando, por 1 minuto. Acerte o sal e retire do fogo.
Sirva dentro da casca da pupunha.

Valor nutricional por porção
90 kcalorias; 12,5 g de carboidratos; 2 g de proteínas; 4 g de gorduras totais (0,5 g de saturada, 3 g de monoinsaturada e 0,5 g de poliinsaturada); 0 de colesterol; 2 g de fibras; 1 mg de ferro; e 35 mg de cálcio

Abra o palito-pupunha, tire o miolo (coração do palmito) e pique-o em cubos médios. Regue com o suco de limão e reserve. Reserve a parte externa da pupunha, pique em 4 pedaços (como uma canoa) e 10 cm para servir o cozido.

Fonte: Azeite sua vida

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Como superar as restrições e ampliar o mercado do palmito de pupunha?

A pupunheira (Bactris Gasipaes H.B.K.) é uma palmeira que se constitui como alternativa para a produção de palmito tendo a vantagem de ser explorada em plantios organizados. O palmito é basicamente uma iguaria do Brasil, que responde por cerca de 85% da produção mundial, não dominando, contudo, as exportações. A principal causa da perda desta liderança é a falta de qualidade do produto brasileiro. As exportações já foram da ordem de US$ 40 milhões de dólares, situando-se hoje em torno de US$ 7 a 8 milhões anuais.

Atualmente, a indústria de alimentos ainda concentra-se na produção de palmito em salmoura. Entretanto, o palmito de pupunha minimamente processado, ou seja, pronto para consumo in natura e sem tratamento térmico é uma alternativa viável que vêem crescendo no mercado consumidor. O tolete do palmito de pupunha é a parte mais nobre da palmeira e que apresenta um preço médio entre R$ 22 e R$ 25 o quilo quando comercializado na forma de minimamente processado.

Entretanto, a tecnologia empregada é rudimentar e ineficiente, fazendo com que o tempo de vida útil deste produto seja muito curto, com perdas consideráveis nos locais de comercialização. Desta maneira, os produtores de palmito de pupunha minimamente processado não conseguem comercializar o produto para regiões distantes dos locais de produção. Além disso, as embalagens de comercialização são inadequadas e incipientes, aumentando ainda as perdas do produto.

A Embrapa Agroindústria de Alimentos definiu um fluxograma de processamento mínimo para obtenção de produto minimamente processado dentro do que atende aos requisitos básicos de qualidade e segurança alimentar.

No processamento, o palmito recebe uma solução filmogênica comestível (revestimento comestível). O filme foi desenvolvido à base de um polímero natural (gelatina) que tem a função de prolongar a vida útil do tolete de palmito de pupunha minimamente processado e assegurar a sua qualidade. Foram realizados testes sensoriais com consumidores que indicaram não haver alterações significativas no sabor, textura e aparência do produto.

Nesta pesquisa, a parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia permitiu o desenvolvimento de uma embalagem específica para comercialização de palmito de pupunha minimamente processado. Ela garante praticidade, proteção e está apta a ser a primeira vitrine expositiva do produto. A embalagem foi desenvolvida com um cartão tríplex ecologicamente correto e biodegradável.

Desta forma, o novo fluxograma, a aplicação da solução filmogênica e a embalagem adequada às características do produto fizeram com que houvesse ganho na vida útil, na qualidade e na segurança do produto de 5 para 22 dias.

A extensão do tempo de prateleira permite que o produto seja comercializado em locais distantes da produção agroindustrial e até mesmo exportado via aérea, uma vez que o valor agregado é alto. Portanto, o uso destas tecnologias propicia aos produtores e às agroindústrias novas perspectivas de mercado tanto no Brasil e como no exterior.

De: Antonio Gomes Soares (agomes@ctaa.embrapa.br)
Pesquisador da EMBRAPA Agroindústria de Alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Alimentação com segurança

Faz 11 anos que o engenheiro da área de saneamento e carateca santista Ricardo Luiz de Oliveira resolveu adquirir um sítio em Itariri, Vale do Ribeira, para lazer. Ali, começou a desenvolver um antigo projeto, de cultivo de palmito pupunha, uma espécie considerada ecologicamente correta, pois sua extração não elimina a planta.
A experiência de Ricardo chamou a atenção da Secretaria de Estado da Agricultura, que passou a usar o sítio como modelo, estabelecendo parceria com o Instituto Agronômico de Campinas para pesquisa de segurança alimentar, desde o campo até a industrialização.
Chamaram atenção algumas práticas adotadas por Ricardo, que inclusive foi matéria dos programas Globo Rural, Mais Você (de Ana Maria Braga), jornais e revistas. Ao invés de limpar o terreno com veneno, o engenheiro optou por leguminosas (amendoim bravo, que cresce no meio da plantação, impedindo que o mato tome conta) e armadilhas biológicas como cana amassada e melaço, para atrair dois besouros que atacam a pupunha.
Ricardo Oliveira implantou também no processamento do palmito o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), baseado no programa aeroespacial americano nos anos 60, que desenvolveu para os astronautas alimentos livres de qualquer contaminação.
Este sistema oferece uma abordagem racional para o controle dos alimentos e envolve desde o trato da cultura (plantio, colheita, adubação, controle de pragas e doenças) até o processo de industrialização, que passam por acidificação, exaustão, cozimento e pausterização, para garantir um produto final de qualidade. A iniciativa rendeu à Selo Verde, que é a marca do palmito produzido por Ricardo Oliveira, a qualificação excelente pela Anvisa e Bureau Veritas em razão das boas práticas de análises e tratamento.

Os riscos do butolismo

Recentemente um rapaz foi hospitalizado em Santos com suspeita de botulismo após ingerir uma pizza com palmito. A doença é causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados. A intoxicação se caracteriza por um comprometimento severo do sistema nervoso e, se não tratada a tempo, mata. Os enlatados ou embalados a vácuo são os mais vulneráveis ao Clostridium botulinum, pois a bactéria só se desenvolve em ambientes sem oxigênio. O alimento é contaminado ainda no solo, por esporos ultra-resistentes. Quando em conserva, o microrganismo se modifica e começa a produzir a toxina. Latas inchadas, que parecem cheias de ar, podem indicar a presença da bactéria. A toxina, por sua propriedade de paralisar músculos, é utilizada no tratamento estético para amenizar rugas de expressão na face.

Como saber

"O grande risco é o envasamento", diz Ricardo sobre a ocorrência de botulismo. Segundo ele, saber a procedência do produto é a única forma de garantir a qualidade. "Não há sinais visíveis da presença da toxina. Não tem cheiro, gosto, cor que indique. O palmito bóia não é porque está macio, mas sim por estar a vácuo. O palmito é a gema da folha e quando ele está duro é porque o produtor quis fazer aproveitamento indevido da capa". Segundo ele, a recomendação das autoridades governamentais de cozinhar o palmito em conserva por pelo menos 15 minutos para evitar a toxina, tira textura e mexe com o sabor do alimento.
O produtor desaconselha conserva caseira, pois pode não ser feita dentro dos padrões corretos para garantir o PH da água. "PH acima de 4.5 é habitat para a toxina". Depois de aberto, ele recomenda consumir qualquer produto em conserva de um dia para o outro, no máximo, refrigerado de 4 a 10 graus.

Fonte: Jornal da Orla
Por: Mírian Ribeiro

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Torta de Palmito Pupunha


INGREDIENTES

Massa
600 gramas de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 lata de creme de leite com soro
200 gramas de manteiga

Recheio
2 xícaras de cebola picadinha
4 colheres (sopa) de azeite
Sal, pimenta e salsinha picada a gosto
1 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
1 xícara (chá) de molho de tomate
2 colheres (sopa) de farinha de trigo, dissolvida em 1/3 de xícara de água
500 gramas de palmito pupunha desfiado

MODO DE FAZER

Massa
Peneire a farinha com o fermento e o sal e coloque numa superfície lisa. Abra um buraco no meio e acrescente os ingredientes restantes. Misture com as mãos até que a massa fique lisa e uniforme. Divida a massa em duas partes e abra com um rolo.

Recheio
Numa panela, refogue a cebola no azeite até murchar, acrescente o palmito pupunha, a azeitona, o molho de tomate, o sal e a pimenta e refogue por 10 minutos. Junte a salsinha, acrescente a farinha de trigo já dissolvida, mexendo até engrossar. Deligue o fogo e deixe amornar.

Montagem da Torta
Forre o fundo de uma forma com 25 cm de diâmetro, coloque o recheio e cubra com o restante da massa. Decore com tiras de massa, pincele com gema e leve ao forno quente até dourar.
Se preferir, substitua o pupunha por palmito comum ou por dois peitos de frango cozidos e desfiados.

domingo, 20 de setembro de 2009

Palmito pupunha assado ervas frescas manteiga alcaparra

Ingredientes
1 palmito pupunha fresco com casca (cerca de 800g)
2 fatias de pão de fôrma
1 colher (sopa) de azeite
1/2 limão
Sal
Pimenta-do-reino
100g de manteiga
3 colheres (sopa) de alcaparras
1 colher (chá) de cebolinha francesa
1 pacote de baby rúcula
10g de endro (dill)

Modo de preparo
Embrulhe o palmito em papel-alumínio e leve ao forno médio por 90 minutos. Retire a casca do pão de fôrma e corte as fatias em cubos bem pequenos. Leve ao forno baixo e deixe até dourar. Faça um vinagrete com o azeite, o limão, o sal e a pimenta. Reserve. Coloque a manteiga numa panela, leve ao fogo baixo e deixe até começar a escurecer. Acrescente as alcaparras, tire do fogo e reserve. Lave e seque a cebolinha francesa, a baby rúcula e o endro (dill). Misture as folhas e reserve. Retire o palmito do forno, tire a casca e divida em quatro porções. Disponha cada porção no centro de um prato, tempere com sal e pimenta. Em volta coloque a manteiga com alcaparras e os cubinhos de pão. Tempere as folhas com o vinagrete e arrume-as em cima do palmito.

sábado, 12 de setembro de 2009

Juquiá onde a lei de proteção ao meio ambiente ainda não chegou.

O vale do ribeira é uma das regiões mais preservada do estado de São Paulo, mas vem sendo ameaçada ainda mais devido ao desemprego na região,por falta de competência política.Como meio de sobrevivência muitos sobrevivem da prática ilegal de retirada de palmito,e madeira,o qual cresce a cada dia mais com o investimento dos empresário da região no cultivo do pupunha espécie de palmito comercial que é usado para dispersar a atenção dos fiscais que atuam na região contra a extração de palmito.Durante as filmagens que fizemos em Juquiá não vimos nem uma viatura da policia florestal,o que deixa livre a atuação dos que retiram palmitos na região do vale do ribeira.Logo na chegada a Juquiá encontramos pessoas comentando sobre compradores de palmito,e locais onde é feito o cozimento,o que deixa logo de inicio claro que a fiscalização não tem empenho em proteger o pouco que resta de plantas e espécies em extinção naquela região.O palmito pupunha é cultivado em grade parte das fazendas que antes ofereciam empregos aos moradores. Por ter preço inferior ao Jussara palmito nativo de nossas matas, muitos usam selos e embalagens do pupunha que é regulamentado para transportar o Jussara retirado ilegalmente por verdadeiras quadrilhas que usam técnicas de criminosos para destruir o pouco que resta na natureza.

A VIDA DO PALMITO

Na Floresta Tropical existem diversos tipos de palmeiras. Por exemplo, na Amazônia temos o Açai e na Mata Atlântica o Palmito Juçara.
Na Mata Atlântica, o Palmito Juçara é considerado uma espécie de grande importância para a sobrevivência de algumas espécies da fauna.

A IMPORTÂNCIA DO PALMITO

A preservação do Palmito Juçara está diretamente ligada à manutenção da Biodiversidade da Mata Atlântica, uma vez que sua semente e seu fruto servem de alimento para diversos animais.
A importância da preservação da espécie também está relacionada ao período de sua frutificação. Trata-se de uma palmeira extremamente produtiva com um longo período de frutificação, cujos frutos alimentam os mamíferos e aves num período crítico como é o início da estação seca.
Por ocorrer no inverno, quando a maioria das outras árvores está sob estresse hídrico devido ao período seco, é um alimento fundamental na mata.
É importante salientar que os animais não se alimentam exclusivamente dos frutos do Palmito. E estudos realizados, apontam o Palmito como um alimento de alto teor nutricional.
Além disso, o Palmito Juçara serve de alimento para o homem e suas palmeiras fornecem frutos, açucar, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, matéria-prima para a produção de celulose, entre outros.É importante observar que as aves e os animais que se alimentam dos frutos da palmeira, em geral, são responsáveis pela dispersão natural de novas mudas em meio à floresta, contribuindo para a renovação natural da mata.

EXPLORAÇÃO PREDATÓRIA

O Palmito Juçara, antes abundante em toda a Mata Atlântica, hoje, devido a intensa exploração está cada vez mais raro, e é encontrado em maior quantidade somente no Vale do Ribeira, Estado de Santa Catarina e Paraná.
O Vale do Ribeira, que abriga a maior parcela contínua de Mata Atlântica do país, é uma das regiões mais pobres do Estado de São Paulo. Como resultado, a extração de seus recursos naturais acaba sendo uma das poucas opções econômicas da população local.
Estima-se que pelo menos 43 toneladas de Palmito são retirados anualmente no Estado de São Paulo.
Esses números foram estimados baseados em dados de Palmitos confiscados e informações de “Palmiteiros”.
No Vale do Ribeira cerca de 29 toneladas são extraídos ilegalmente por ano, ou uma área de pelo menos 227 ha/ano.
A exploração do Palmito na Mata Atlântica é uma história de excessos, com a eliminação total de palmeiras adultas e jovens, em matas particulares e inúmeros casos de roubos e depredação do recurso, em parques e reservas florestais.
Com a exploração predatória do Palmito, as plantas são, na maioria das vezes, extraídas da floresta nativa antes da frutificação. Não havendo a produção de sementes, que servem de alimento para diversos animais, sua disserminação e recomposição são prejudicados.É importante observar que uma palmeira pode produzir aproximadamente 8 kg de frutos por ano, a partir do 7º ano. Considerando uma produção até o 20º ano, essa palmeira produzirá mais de 100 Kilos de alimentos para os animais, contra 300 gramas de Palmito obtidos uma única vez, para a alimentação humana.

A ILEGALIDADE

Predatória do ponto de vista social, econômico e ecológico, a exploração clandestina de Palmito não encontra muitas barreiras no país. A facilidade de extração e comercialização, o descaso do governo, o excesso de exigências para a exploração sustentável e a corrupção dos Orgãos fiscalizadores são apontados como os principais responsáveis pela perpetuação da clandestinidade.
Hoje infelizmente, todas as etapas do ciclo de vida do Palmito, desde a extração, passando pelas várias etapas do comércio, até chegar ao consumidor final, estão permeadas por ilegalidades.
Por ser extraído de maneira ilegal, 95% do Palmito é industrializado em regime de clandestinidade (obviamente sem pagar impostos) e sem as mínimas condições de higiêne, o que provoca outro problema sério: riscos reais para a saúde do consumidor.
Além disso, é uma atividade socialmente espúria, porque os trabalhadores (”Palmiteiros”) são explorados e se transformam em ladrões.
Nas Cidades do Vale do Ribeira estima-se que um terço da população masculina corte Palmito ilegalmente. E o quadro apresentado na região é de desequilibrio ambiental com o “Roubo” disseminado do Palmito em propriedades rurais e parques estaduais.
Tradicionalmente a exploração do Palmito juçara é uma importante fonte de renda para centenas de famílias da zona rural.
Em todo lugar, o Palmito sempre foi muito explorado, devido ao seu alto valor. Agora corre o risco de desaparecer da floresta por causa da exploração clandestina e descontrolada.

O IMPACTO

As palmeiras são consideradas espécies-chave na floresta, por sua importância estratégica na cadeia alimentar. A retirada indiscriminada de palmeiras promove a redução da oferta de alimentos para a fauna, a incapacidade de auto-reprodução da própria espécies, o empobrecimento do ecossistema e a redução da biodiversidade, gerando novos ciclos negativos.
Sem o Palmito Juçara várias espécies de animais podem desaparecer. Em alguns locais onde o Palmito foi dizimado já podemos notar a ausência da Fauna.O impacto que o Palmito extraído das nossas florestas traz ao meio ambiente é imenso, pois leva a delapidação das nossas reservas naturais. Essas palmeiras não vêm sendo plantadas no mesmo ritmo em que são exploradas. No caso específico da Juçara, palmeira de estipe único, seu corte leva à destruição da planta.
É feito de forma irracional, derrubando todas as palmeiras de uma determinada área, sem obedecer um plano de manejo sustentado, levando à extinção da espécie, o que já é uma triste realidade para as reservas de Juçara da Mata Atlântica.

A PRODUÇÃO

No Brasil, aproximadamente 97% dos Palmitos em conserva são provenientes da Mata Atlântica e Floresta Amazônica, que em sua maioria são obtidos de forma ilegal e sem qualquer controle de qualidade e preocupação com o meio ambiente.
Os 3% restantes referem-se ao Palmito Cultivado, ou seja, um Palmito que é cultivado em grande escala da mesma forma que outras culturas como a laranja, o café, a banana etc.
Estimando um consumo de 70.000 toneladas métricas e considerando que 97% do Palmito comercializado é extrativo, são derrubadas 400 milhões de palmeiras/ano só no Brasil. Mesmo com apenas 3% do mercado, o Palmito cultivado já é responsável pela preservação de 10 milhões de palmeiras, uma vez que produz Palmito no regime de cultivo.
O cultivo da Palmeira Pupunha garante assim a proteção às florestas e demais formas de vegetação existentes no território nacional, bens de interesse comum a todos os cidadãos brasileiros.

Fonte: PortaldoCircuito.com

domingo, 30 de agosto de 2009

Sabor da Serra - Palmito Pupunha em Conserva


Para aqueles que querem iniciar a comercialização ou consumo do Palmito Pupunha em conserva, vai mais uma dica: A Sabor da Serra industrializa o Palmito Pupuha cultivado, ou seja, toda a matéria prima provém de plantações aprovadas pelo IBAMA. Possuem potes grande e pequenos de cortes em toletes, rodelas, picado e picado especial, sempre obedecendo o mesmo padrão de qualidade. Visite a Sabor da Serra - Palmito Pupunha em Conservas

domingo, 14 de junho de 2009

Palmito Pupunha

A Fazenda Arapongas cultiva na região de Juquiá - SP o Palmito Pupunha que é considerado o palmito ecologicamente correto por não agredir a mata atlântica, pois seu cultivo é planejado.
Comercializamos o Palmito Pupunha "in natura" ou seja, ele é cortado em toletes, deixando apenas uma casca para proteção no transporte.
Ele pode ser consumido "in natura" ou seja, sem a necessidade de envidrar. Ele é saboroso e saudável, o palmito pupunha pode ser consumido na salada ou no carpaccio e também assado ou cozido.
A média de produção é de aproximadamente 800g para cada tolete.
Pode ser utilizado para processamento do palmito ou para consumo direto em restaurantes, churrascarias ou pizzarias.
Para comercialização, favor entrar em contato com Marcelo pelo celular (11) 9181-8750 ou pelo e-mail marcelo@mixlog.com.br.