Mostrando postagens com marcador pupunha conserva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pupunha conserva. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Palmito da região é exportado para os EUA

Há dois anos, a Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) iniciava a atividade de produção de palmito pupunha em conserva. Hoje, 15% da produção é exportada para os Estados Unidos. A porcentagem poderia ser maior, mas falta matéria-prima na região para o processamento.

Para este ano, está prevista a produção de 500 mil potes de conserva. Em 2010, foram 800 mil. “Este ano, ocorre o cultivo de novas palmeiras, e devemos ter uma produção maior daqui a pelo menos 2,5 anos”, explica o gerente de produção da unidade de conserva, Evilásio Cardoso.

O plantio da palmeira iniciou em 2002. Cada pé leva entre 2,5 e quatro anos para se desenvolver e entrar no período de corte. Como é uma atividade recente, o agricultor encontrou uma certa dificuldade no início. Hoje, já se tem uma tecnologia estabelecida para a atividade. “Em Tubarão, a atividade tem 12 anos de história, enquanto o arroz, já tem mais de um século”, exemplifica Evilásio.

Para construir a indústria, foram investidos R$ 2,5 milhões, entre 32 associados. Contudo, hoje apenas 20 produzem. “Doze ainda não se decidiram pela atividade”, conta o gerente.

O plantio é um investimento de médio prazo. Enquanto, uma plantação de arroz é colhida em seis meses. O palmito pupunha demora. Mas o valor agregado do produto é alto e a produção vantajosa.

O mercado catarinense, seguido pelo carioca e paulista, ainda é o principal consumidor. A demanda para a exportação é grande e vale a pena, devido à isenção fiscal que o produto recebe. Mas a produção de palmitos inteiros ainda não é suficiente. Somente 20% da palmeira real pode ser aproveitado para isso.

Futuro
A meta inicial dos associados da Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) é crescer 10% ao ano e ter 16 mil pés por hectare. Mas para atingi-la depende das condições do mercado e estímulos aos produtores. “É uma atividade que ainda está em consolidação e está dentro do projeto”, explica o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos. A indústria instalada tem condições de produzir 16 mil potes por dia. Hoje, são 2,5 mil. A falta de matéria-prima é a principal dificuldade.

Atividade Rica
A fabricação do palmito é vantajosa. O tipo de planta, a palmeira real, é a ideal para as condições climáticas da região. E, como são poucos hectares em Tubarão, aproximadamente 12, não existem pragas na plantação. Só é necessário retirar as plantas invasoras e fazer a adubação da terra.
“O palmito é consumido em classes com um poder aquisitivo maior”, explica o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos. No verão, a demanda aumenta, já que o litoral cconcentra mais consumidores.

Fonte: Notisul

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Filé ao Molho Branco com Palmito Pupunha

Ingredientes

1 kg de filé mignon/Alcatra fatias com 2 cm de altura
2 cebolas cortadas em rodelas
2 tomates cortados em rodelas
Orégano, Pimenta e Sal a gosto
1 folha de louro
1 envelope de caldo de carne
1 pitada de noz moscada
1 vidro de palmito pupunha escorrido e picado de boa qualidade
2 colheres de sopa de Maizena
100 g de queijo parmesão
250 ml de creme de leite fresco
500 ml de leite


Preparo da Carne

1 – Tempere as fatias do filé mingon/alcatra com sal, pimenta e orégano a gosto.
2 – Distribua as fatias lado a lado (não colocar uma em cima da outra), temperadas em um refratário.
3 – Coloque, sobre cada fatia, uma ou mais rodelas de cebolas e de tomates.
4 – Leve ao forno pré-aquecido a 180º graus por aproximadamente 40 minutos.<\br>


Molho Branco:

1 – Dissolva 2 colheres de sopa de Maizena em 500 ml de leite.
2 – Leve ao fogo, vá mexendo e adicionando 250 ml de creme de leite fresco, 100 g de queijo ralado, 1 folha de louro, 1 envelope de caldo de carne e 1 pitada de noz moscada.
3 - Experimente e acerte o sal.
4 – Deixe encorporar por cerca de 10 minutos.
5 – Acrescente 1 vidro de palmito pupunha escorrido (Palmito do bom para ficar mais gostosa a receita, sem economizar neste item) um pouco de molho que se formou.
6 – Coloque o molho branco sobre a carne assada e leve ao forno a 180º graus para gratinar por mais ou menos 30 minutos.

Fonte: Receitas do Makey

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pupunha: O palmito ecológico

O cultivo da palmeira pupunha para a produção de palmito vem despertando cada vez mais o interesse de grandes e pequenos agricultores. De boa aceitação no mercado, é uma alternativa ecológica ao palmito tradicional, cuja extração na natureza quase sempre ocorre de forma ilegal. Produto natural, saboroso e saudável, o palmito pupunha pode ser consumido in natura na salada ou no carpaccio e também assado ou cozido.
A pupunheira (Bactris gasipaes Kunth) é nativa da América Latina. No Brasil, é cultivada principalmente em São Paulo, mas encontra-se também em outros estados, com destaque para Espírito Santo, Rondônia, Pará e Bahia. Existe uma grande variedade de espécies e tipos, mas a sem espinhos é a preferida pelos produtores. Em relação ao palmito comum (juçara ou açaí), o pupunha é mais doce e mais amarelado, mas igualmente macio.

O cultivo do palmito pupunha tem vantagens em relação ao do palmito tradicional. Como a bananeira, a palmeira pupunha rebrota, o que permite o corte continuado para a produção de palmito. Mais rústica, pode ser cultivada a pleno sol. O tempo de colheita também é mais curto: de 18 a 24 meses a partir do plantio. Além disso, ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece, o que permite outras formas de consumo além da tradicional, em salmoura acidificada. Isso faz com que tenha um apelo muito grande para o pequeno produtor, que pode comercializar o palmito sem recorrer ao processamento industrial.

Não é necessário ter uma área grande para cultivar a palmeira. A produção pode ser planejada de acordo com as possibilidades e necessidades do produtor. Porém, se a idéia for produzir para a indústria de processamento, recomenda-se que a área mínima seja de 100 hectares. Nesse caso, o investimento inicial varia de 2.500 reais (sem irrigação) a cinco mil reais (com irrigação) por hectare.

Para pequenas áreas, o preço é bem menor, principalmente se for utilizada a adubação orgânica. As sementes da palmeira sem espinhos custam em torno de cinco centavos cada. A muda formada pelo agricultor custa de 15 a 30 centavos. Se for comprada de viveiristas, o preço varia entre 60 centavos e 1,50 real. É recomendável que o produtor faça as mudas, para que ele tenha um controle maior do material. Quando se adquire mudas prontas, existe o risco de adquirir também os problemas do solo onde ela foi formada, como fungos e outras doenças.

A palmeira pupunha tem um melhor desenvolvimento em regiões de clima quente e úmido, com temperatura média anual de 22 graus centígrados. A planta jovem (até 50 centímetros) não tolera geadas. Os melhores solos para o cultivo são os de textura média a arenosa, com boa drenagem. Áreas planas ou levemente onduladas são as indicadas, pois facilitam o plantio, a condução, a colheita e o transporte do palmito. A planta é bastante exigente em relação à água, por isso a irrigação é necessária quando o cultivo é feito em regiões mais secas.

Aos 18 meses o palmito terá entre 150 a 300 gramas de peso. Aos três anos, até 500 gramas. O corte do palmito pode ser feito durante o ano todo, mas deve-se evitá-lo nas épocas mais secas, quando o seu peso é menor. É possível colher dois palmitos por planta em um ano, porém é aconselhável realizar apenas uma colheita anual. O palmito pupunha deve ser consumido ou processado entre quatro e dez dias após a colheita.

Fonte: Revista Globo Rural

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Palmito de pupunha: modelo da agroindústria sustentável do Acre

Neste ano foram mais de mil e 440 potes do produto orgânico produzido no Acre

No segundo dia de exposição na VII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Fenafra) o Palmito de pupunha da Bonal repete o sucesso do evento anterior. Esse ano, foram mais de mil e 440 potes do produto orgânico produzido no Acre.
O projeto de desenvolvimento sustentável Bonal conta com uma agroindústria para beneficiamento do palmito em conserva com capacidade produtiva de 30 toneladas de palmito drenado por mês. O diferencial do grupo é que produz por meio de um manejo ecológico que consorcia o plantio de seringueiras com o de pupunhas.

Para o expositor Manoel Nascimento, que é um dos 203 cooperados do projeto Bonal, o sabor do palmito da pupunha é superior aos convencionais e por isso durante o evento o produto é sempre muito procurado e esse ano acredita levar da feira um lucro livre superior à mil reais.

“Todos os compradores que já passaram por aqui, ficam admirados com a maciez do palmito de pupunha e o sabor também dizem que é melhor. Esse ano, no primeiro dia da feira já vendemos mais potes que no ano passado. A cada ano as vendas são melhores e qualidade da nossa produção também garante que no próximo evento a procura seja satisfatória”, destaca.

Por meio das participações em feiras como a Fenafra, a Bonal já fechou contrato com uma distribuidora mineira que já divulga o palmito da pupunha fora do Acre há um ano. O produto é ecologicamente correto e produzido pela Cooperativa Agro Extrativista Bom Destino Ltda, utilizando somente ingredientes naturais.

Para os consumidores do palmito na feira, o produto da Bonal são a prova de que é possível produzir qualidade de maneira sustentável, preservando o meio ambiente o sabor dos alimentos.