quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Janeiro é mês de safra da pupunha nas feiras de Manaus


MANAUS – O mês de janeiro é de safra da pupunha. O fruto amazônico, rico em nutrientes. O ápice da colheita é em fevereiro, mas é ainda no mês de janeiro que o fruto começa a ocupar mais espaços nas feiras de Manaus.

A pupunha é fruto de uma palmeira de florestas tropicais. No Amazonas, dois mil e setecentos produtores estão espalhados pelo Estado. De acordo com o último dado levantado pela Secretaria de Produção Rural (Sepror), em 2008, o cultivo foi de cinco milhões de cachos, em três mil hectares de terras cultiváveis.

Segundo a especialista em tecnologia dos alimentos e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Jerusa Andrade, as propriedades da pupunha contêm grande quantidade de carboidratos que liberam energia para o corpo.

- A pupunha possui vitamina A, que é boa para visão e pele e tem também fibras que ajudam no funcionamento do intestino, disse a pesquisadora.

Os produtos mais comuns, extraídos da pupunha, são: o óleo e a farinha. A partir do gosto que vem da floresta é possível fazer bolos, patês, biscoitos, cuscuz, pudins, e muito mais. Basta deixar em alta, a imaginação gastronômica.

Fonte: Portal Amazônia

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Talharim de pupunha com camarões ao molho bisque


Ingredientes:

- camarão vg com casca- 4 unidades
- azeite - 50 grs
- palmito pupunha - 300 grs
- queijo fontina - 30 grs
- creme de leite fresco - 50 grs
- sal e pimenta a gosto
- flor comestivel - 2 unidades
- molho bisque - 50 grs
- cebola cortada em cubinhos - meia unidade
- molho branco -50 grs

Modo de preparo:
Tire a casca do palmito pupunha e rale no sentido longitudinal como se fosse um talharim. Cozinhe o palmito na água fervente com sal ao ponto, reserve.

Refogue a cebola no azeite até murchar, acrescente o molho bisque, molho branco, creme de leite e o queijo fontina, deixe ferver e engrossar. Tempere com sal e pimenta a gosto e acrescente o talharim de pupunha.

Grelhe os camarões em um fio de azeite, tempere com sal e pimenta.

Montagem do prato:
Coloque no centro do prato o talharim de pupunha com o molho. Por cima os camarões grelhados. Enfeite com a flor comestível e cebolinha picada.

Molho bisque:
- casca dos camarões
- ½ alho
- ¼ de cebola
- ½ cenoura
- um pedaço de salsão
- 1 copo de vinho branco
- um fio de azeite

Preparo:
Retire a casca dos camarões. Grelhe as cascas no fio de azeite até ficarem rosadas. Acrescente os legumes e refogue-os por alguns segundos. Acrescente o vinho, deixe evaporar um pouco. Acrescente água que baste. Tampe a panela e deixe cozinhar por 30 minutos. Coe e reserve para uso.

Molho branco:
Coloque em uma frigideira uma colher de sopa de manteiga e uma colher de sopa de farinha de trigo. Deixe cozinhar até ficar dourado. Acrescente um copo de leite, uma pitada de sal, uma pitada de noz moscada e pimenta do reino moída na hora. Deixe encorpar e reserve.


Receita enviada por Cláudia Ferrari, chef do buffet Flamb'art Alta Gastronomia.*
Fonte: Mundoela

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Corte ilegal do palmito Juçara segue a todo o vapor na Serra do Mar

CURITIBA - A derrubada ilegal do palmito Juçara está "a todo vapor" na região da Serra do Mar do Paraná, enquanto policiais da Força Verde reforçam o efetivo nas praias e dirigentes políticos discutem em Curitiba nesta semana o futuro do Meio Ambiente durante na 2.ª Reunião sobre Cidades e Biodiversidade. Em novembro passado, foi desmantelada uma quadrilha ligada ao ex-prefeito de Guaratuba José Ananias dos Santos.

Em apenas duas noites (28 e 29 de dezembro do ano passado), por exemplo, um grupo de palmiteiros derrubou cerca de 1,2 mil árvores nativas do palmito-juçara, espécie ameaçada de extinção, em uma chácara na localidade de Caste­lhano, em São José dos Pinhais. O local fica encravado na Serra do Mar, perto da divisa com Garuva e Guaratuba, na área do futuro Parque Nacional do Guaricana.

O funcionário da chácara roubada, Antônio de Jesus Lambergue, conta que os palmiteiros agem tão à vontade que derrubaram árvores a cerca de 250 metros de uma casa.

- Nunca havia acontecido uma coisa assim, tão abusada.

O proprietário da chácara, Manfred Schmid, diz que planta palmito na propriedade e há dois anos aguarda a liberação de corte. Antes de conseguir, os palmiteiros derrubaram até o palmito nativo.

O delegado da Polícia Federal em Paranaguá, Michael de Assis Fagundes, revela que novas quadrilhas de palmiteiros vêm atuando depois da Operação Juçara, que prendeu 18 pessoas.

O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Paraná, José Álvaro Carneiro, diz que existem até 20 grupos de "empreiteiros" de palmito. Eles são contratados para cortar o produto em áreas privadas e públicas e entregar os feixes de até 12 unidades em fábricas clandestinas. Carneiro lembra que o sustento dessas quadrilhas vem do consumidor, que compra o palmito ilegal.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Receita de Lagosta gratinada com fruta da pupunha


Ingredientes

1/2 cauda de lagosta
4 frutas da pupunha
Manteiga quanto baste

Modo de preparo
Tempere com sal e pimenta branca a metade da cauda de lagosta.
Processe a fruta da pupunha com manteiga, corrija o sal e disponha sobre a lagosta.
Leve para gratinar.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Palmito ganha embalagem de papel para durar mais

Revestimento comestível

Uma nova tecnologia de embalagem está prestes a beneficiar tanto consumidores quanto produtores de palmito pupunha: a embalagem de vidro será substituída por um caixa feita de papel cartão.

Diferente do armazenamento em recipiente de vidro, o palmito é banhado em uma solução filmogênica, que cria uma película que protege o alimento. Esse revestimento é comestível e não altera aparência e sabor do produto.

A substância química, que substitui a salmoura nos potes de vidro, aumenta o tempo de vida do palmito de seis para 22 dias.

Tecnologia brasileira

A técnica foi desenvolvida pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), do Rio de Janeiro, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que já estudava melhorias para as condições do produto.

A embalagem foi concebida com uma variedade de papel cartão. O interior é revestido de verniz e a parte externa de filme plástico, que impedem a absorção de umidade.

"Escolhemos o cartão para produzir a embalagem por facilitar o transporte do produto, além de ser economicamente mais viável. Apesar de o vidro ser muito utilizado, o material é pesado e torna o frete mais caro para o produtor", diz o pesquisado da Divisão de Desenho Industrial do INT, Luiz Carlos Mota.

Novos mercados para o palmito

Segundo o INT, o objetivo do projeto é fazer com que o produto chegue a mais mercados. Com mais oferta e demanda, o preço do palmito pupunha pode reduzir. "A intenção é transferir tecnologia para que os próprios produtores desenvolvam as embalagens", afirmou Mota.

O novo prazo de validade possibilitará também a ampliação do mercado de exportação do alimento.

Embalagens para alimentos

Este ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investirá R$ 7,5 milhões para que o INT desenvolva embalagens para outros alimentos, como o caqui, a manga, o mamão e outras variedades de palmito.

Nos primeiros testes com o caqui, fruto que é colhido em apenas quatro meses do ano, o prazo de validade para consumo dobrou.

Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Jantar casual: espaguete de pupunha com vegetais e bresaola

Espaguete de pupunha com pontas de aspargos, brócolis, bresaola e ricota de búfala. Parece chique, né? Tipo de prato para servir no jantar para amigos e impressionar: é novo, moderno, com o brasileiríssimo pupunha, bem estilo Alex Atala, saboroso e… leva menos de 5 minutos de preparo.

Então, anota a receita:

Ingredientes (para 2 pessoas)

1 pacote de pupunha em fios (no supermercado, já vem pronto, cortado em fios, congelado, da marca São Cassiano)
1 maço de brócoli pequeno
100 gramas de ricota de búfala
6 aspargos (usar apenas as pontas e descartar a base)
10 fatias finas de bresaola

Modo de fazer

1- Primeiro, corte a base do maço de brócoli e descarte, depois separe-os em partes pequenas, mantendo as flores inteiras. Em seguida, você deve “branquear” o brócoli, ou seja, passe-o por 3 minutos em água fervente. Depois, retire-o e coloque em água gelada. Isso vai cozinhá-lo, mas manter sua cor bem verde
2- Cozinhe então o pupunha em água fervente com sal, como você faria com o macarrão. Ele deve ficar em água fervente por cerca de 4 minutos, mas experimente para saber se está no ponto correto.
3- Em azeite, refogue rapidamente (2 minutos) as pontas de aspargos e o brócoli. Tempere com sal.
4- Monte o prato da seguinte maneira: coloque em um prato fundo o espaguete, por cima dele, esfarele em pedaços grandes a ricota. Também rasgue de maneira bem rústica a bresaola. Misture tudo com as mãos. Coloque então por cima o refogado de brócolis e aspargos, arrumando o prato de maneira a ficar misturado e uniforme.
5- Finalize com uma pitada de sal, pimenta e um fio de azeite.

Se quiser um prato vegetariano, é só tirar a bresaola da receita. E, qualquer que seja a versão escolhida, nesses dias quentes, fica ótimo com uma taça de vinho rosé.


Fonte: Comidinhas
Autor: Alessandra Blanco

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Palmito de pupunha agroecológico

O aumento de vida útil do palmito de pupunha agroecológico minimamente processado foi o tema do Dia de Campo na TV apresentado 23 de Agosto deste ano. O programa, produzido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro/RJ), abordou os principais resultados da pesquisa desenvolvida sobre a espécie, com ganho de produtividade, mais qualidade e valor agregado e comercial.

A pupunha é uma alternativa para a produção de palmito e tem a vantagem de ser explorada em plantios organizados. O palmito é basicamente uma iguaria do Brasil, que responde por cerca de 85% da produção mundial, não dominando, contudo, as exportações. A principal causa da perda desta liderança é a falta de qualidade do produto brasileiro. As exportações já foram da ordem de US$ 40 milhões, situando-se hoje aproximadamente em US$ 7 a US$ 8 milhões anuais.

O tolete do palmito é a parte mais nobre da palmeira e custa R$ 22,00/Kg quando comercializado na forma minimamente processada. O tempo de vida útil deste produto é muito curto, com perdas consideráveis nos locais de comercialização. Por isso, o palmito de pupunha minimamente processado não pode ser vendido para regiões distantes dos locais de produção, porque, em geral, as embalagens de comercialização são inadequadas e incipientes, aumentando ainda mais a perda do produto.

Mas a pesquisa definiu o fluxograma de processamento mínimo com o uso de solução filmogênica para revestimento comestível do tolete de palmito de pupunha, desenvolveu embalagem específica para comercialização do palmito minimamente processado e aumentou a sua vida útil de 5 para 22 dias.

Com isso, o produto pode ser comercializado em locais distantes da produção agroindustrial e até mesmo exportado por via aérea, uma vez que o valor agregado deste produto é alto. O uso desta tecnologia propicia um produto de qualidade com alto valor comercial.

Fonte: Embrapa
Foto: Embrapa