quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Produtores de pupunha e citros são incluídos no Proagro

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (29/07), a inclusão das lavouras de pupunha e citros (laranjas, tangerinas, limas ácidas, limões, pomelos e toranjas) no Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro).

O CMN autorizou, também, a taxa do adicional do Proagro em 2%, para as operações realizadas com produtores familiares beneficiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e, em 3,5% para as operações com os demais produtores. A taxa do adicional é o valor que o produtor paga para ter a lavoura garantida pelo programa.

De acordo com o voto do conselho, esses novos percentuais adotados para as culturas de citros são iguais aos já utilizados para outras culturas permanentes e a necessidade de manutenção da taxa será reavaliada na próxima safra.

Fonte: Revista Globo Rural

Palmito ecológico prospera com plantios em São Paulo

O mercado de palmito no Brasil sempre foi cercado de ilegalidades. A partir da década de 1960, tornou-se comum a extração da espécie juçara, de alta qualidade, nativa da Mata Atlântica. Como a palmeira começou a rarear, uma outra planta, originária da Amazônia e de características mais sustentáveis, manifestou potencial para ocupar o lugar do juçara: o pupunha. E, curiosamente, é graças à contribuição de uma das regiões mais carentes de São Paulo, o Vale do Ribeira, que a produção desse nobre produto ganha corpo no país.
Situado no sul paulista, o Vale do Ribeira ganhou notoriedade pelas plantações de banana, que hoje somam 48 mil hectares. Entretanto, muitas áreas antes voltadas à bananicultura estão aos poucos sendo direcionadas à pupunha. Estimativas da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria de Agricultura paulista, dão conta de que há 7 mil hectares cobertos pelo palmito. Calcula-se ainda que há 36 milhões de pés, o que resulta em uma produção de 22 toneladas anuais. A região já figura entre as maiores na produção de pupunha no Brasil, ao lado de Bahia, Espírito Santo, Rondônia e Pará.

“Nos últimos dez anos, o plantio de banana no Vale do Ribeira registrou uma diminuição de 6 mil hectares, que foi mais ou menos o aumento da área de cultivo de pupunha”, afirma Eduardo Soares Zahn, assistente de planejamento da Cati da cidade de Registro, SP. Segundo Zahn, o custo de implantação das duas culturas não é tão diferente, mas os gastos com manutenção e mão de obra são bem menores com o palmito.
Pupunha na dianteira

Antônio Josué Leite, o “Tozinho”, sempre se dedicou aos bananais, mas há 4 anos apostou na pupunha. Hoje, tem cerca de 2,5 hectares com a fruta em Eldorado, SP, e a mesma área com o palmito. “O trato cultural é mais em conta: se eu gasto R$ 2 reais num pé de pupunha, no de banana eu gasto R$ 5”, compara. A renda também é um fator positivo para o palmito: com três cortes por ano, Tozinho tem ganho no período de cerca de R$ 18 mil.

A prosperidade da pupunha em Eldorado se deve em boa parte à iniciativa do escritório local da Cati, que criou um sistema de apoio aos interessados no palmito. Em 5 anos de existência, o projeto já viabilizou 130 produtores. “O Banco do Brasil já está sem estrutura para acompanhar a nossa demanda, que está bem firme”, diz Antônio Carlos de Melo, engenheiro agrônomo da Cati na cidade.

Por meio de um financiamento de R$ 18 mil, via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o agricultor recebe verba para plantio para pouco mais de 2 hectares e tratos culturais para o primeiro corte. Tozinho foi um dos beneficiados e, animado, resolveu dobrar a área.

Com o mercado aquecido, há 2 fábricas em construção no município (que se somarão a outras 8 que já existem na região), além do viveiro Flora do Vale, que produz 600 mil mudas da planta por ano e emprega cerca de 25 pessoas, entre fixos e temporários. “Já vendemos mudas até para Paraná e Santa Catarina”, conta Mário Bresciani, gerente do viveiro.

Diferentemente do juçara, que morre ao ser cortado, o pupunha permite vários cortes e possui crescimento rápido (entre um ano e meio e dois é possível fazer o primeiro corte; com o juçara, esse tempo é de oito anos). O sabor é um pouco diferente do cobiçado palmito da Mata Atlântica: in natura, o pupunha é mais doce (embora em conserva essa característica seja atenuada). “E é mais macio que o palmito de açaí, fruto de extrativismo, que abastece 90% do mercado nacional”, afirma Zahn. Além disso, como o pupunha não escurece após o corte, é possível que o pequeno agricultor faça o produto minimamente processado, oferecendo-o como hortaliça fresca.

Ainda há pouco material científico sobre a pupunha, mas o cultivo é considerado simples. A propagação é feita com mudas, produzidas a partir de sementes colhidas da população nativa, na Amazônia. Algumas pragas têm preocupado os agricultores – a principal delas é a broca.

Por conta de uma certa carência de conhecimentos sobre a pupunha, especialmente em relação aos custos da produção, a produtora Rotilde Aparecida Rodrigues, de Registro, começou ela própria a fazer alguns estudos. Em uma área com 25 mil pés, plantada no ano passado, ela tem anotado todos os detalhes, a exemplo de gastos como mão de obra e adubação. “Daqui a 4 ou 5 anos, vou ter a noção exata da viabilidade desse palmito”, conta ela, que ingressou no setor há 5 anos, e já conta com 93 mil pés plantados.

Preocupada em colocar tudo na ponta do lápis, e tornar sua propriedade financeiramente sustentável, Rotilde batalhou também por uma mudança na forma de remuneração. “Antes, eu vendia por haste, mas o peso, o tamanho e a espessura variam muito. Depois de muito brigar por preço, fiz um trato com os compradores: o valor bom para mim é R$ 3,50 o quilo do produto beneficiado”, diz. Ou seja, se o volume vendido rendeu 100 quilos de pupunha processada, ela recebe R$ 350.
No Vale do Ribeira, os bons produtores conseguem produtividade de 7,5 mil a 8 mil hastes por hectare ao ano, tendo 5 mil plantas em cada hectare. O peso de cada haste de palmito gira em torno de 600 gramas.
Quantidade e qualidade

Além do volume de produção, a preocupação com a qualidade também tem aumentado. Uma iniciativa neste sentido partiu de Khalil Yepes Hojeije, diretor da Palmito Floresta, uma das mais tradicionais processadoras de pupunha do Vale do Ribeira.

A busca pela segurança no consumo é vital aos negócios da empresa, que tem clientes de peso. Com 3 milhões de pés de pupunha e processamento de 2 toneladas por dia, a Palmito Floresta atende os mercados interno e externo, com vendas para Argentina, Chile e França. Além de ter suas próprias marcas, a fornece a companhias como Sadia, Perdigão e a francesa Bonduelle, além de ser responsável pelos palmitos que levam as marcas das redes Carrefour, Makro e Roldão.

Em 2005, Hojeije iniciou um projeto de estudo da qualidade do palmito no país, que culminou na fundação do Instituto Palmito Seguro. “O objetivo é tentar moralizar a comercialização do produto no país, inclusive para evitar que a falta de qualidade interfira na saúde da população [com a propagação de casos de botulismo, por exemplo] e, por extensão, no baixo consumo”, afirma.
A entidade possui uma equipe de especialistas, que deve começar a auditar e certificar unidades produtoras de palmito em breve. “Alguns supermercados já manifestaram interesse em dar preferência a marcas que tenham o selo.

Além da Palmito Floresta, três empresas já demonstraram intenção de se adequar à certificação que criamos”, diz Hojeije. A exigência se justifica pela amplitude do mercado: o Brasil é o maior consumidor de palmito do mundo, com 940 gramas por habitante ao ano – afora o mercado externo, que ainda carece de ser explorado com mais atenção.

Fonte: Revista Globo Rural

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Salada de pupunha e abóbora com vinagrete de mel de engenho

INGREDIENTES:

Vinagrete de mel de engenho (rendimento: 250ml)
250ml de vinagre balsâmico
100g de melaço de cana
50ml de azeite
Sal e pimenta a gosto

Salada
40g de agrião
30g de abóbora laminada
30g de pupunha laminada
80g de queijo da Serra da Canastra
30ml de vinagrete de mel de engenho
20ml de pesto de cheiro verde
Sal e pimenta a gosto


MODO DE PREPARO:

Vinagrete de mel de engenho
Coloque o vinagre balsâmico em uma panela e leve ao fogo médio. Aqueça para reduzir a um terço, retire do fogo e deixe esfriar. No liquidificador, bata a redução de balsâmico com o melaço de cana. Com o liquidificador ligado, acrescente o azeite aos poucos. Para finalizar, tempere com sal e pimenta.

Salada
Misture a pupunha, a abóbora e o agrião e tempere com sal e pimenta a gosto mais o pesto de cheiro verde. Em um prato, acomode a salada temperada e, por cima, as fatias do queijo da Serra da Canastra (que pode ser substituído por outro queijo curado). Por último, regue com o molho vinagrete de mel de engenho.


Receita da chef Ana Luiza Trajano, do restaurante Brasil a Gosto, em São Paulo
Fonte: Comida Receita

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Fátima prestigia festa de 21 anos do Reca no distrito de Nova Califórnia

O projeto Reflorestamento Econômico Consorciado Adensado (Reca), ligado à Igreja Católica e que trabalha com produtos da flora amazônica como principal fonte de sustentabilidade, completou este ano 21 anos com mais de 300 famílias associadas. Admiradora do projeto, a senadora e candidata à reeleição, Fátima Cleide, e o candidato ao governo Eduardo Valverde prestigiaram a terceira festa do projeto, realizada neste fim de semana, em Nova Califórnia, distrito de Porto Velho.

Para a senadora Fátima, o Reca é exemplo de projeto sustentável que se sonha implantar em várias, se não em todas, as regiões da Amazônia Legal. “Reca é modelo de que sustentabilidade e reflorestamento também geram lucratividade e bem estar social”, destacou.

De acordo com idealizador do Reca, Sérgio Lopes, o projeto nasceu de uma necessidade. Agricultores vindos de outras regiões do país, atraídos pelos seringais e vastas propriedades de terra, após terem deixado tudo e vindo para a Amazônia, constataram que as terras daqui não se adequam a certas culturas. Daí surgiu a proposta de utilizar os produtos já ofertados pela natureza, de forma sustentável e em associação.

O Reca, que já teve mais de 500 famílias associadas, atualmente conta com 304 residentes na região, localizadas nos estados de Rondônia, Amazonas e Acre. Estas famílias colhem, industrializam e fornecem produtos da pupunha, açaí, castanha, cupuaçu, entre outras frutas, além de sementes, óleos e derivados, segundo explicou o presidente do Reca, Eugênio Vacaro.

A cada ano, a festa atrai mais pessoas de diferentes estados do Brasil e da Bolívia, que desejam conhecer o projeto e comprar os produtos fornecidos pelo Reca.

Fonte: Rondônia Dinâmica

Produção de palmito no Baixo Sul ganha destaque em programa de tv nacional

As ações de cultivo do palmito de pupunha no Baixo Sul baiano começa a ganhar ares de produção no cenário nacional. O programa Globo Rural do último domingo, dia 08 de agosto, dedicou grande parte de seu espaço para mostrar ao Brasil o projeto implantado na região e que mudou a vida de centenas de famílias com a agricultura familiar.

A reportagem, realizada pelo jornalista Vico Iasi, percorreu municípios como Ituberá e Igrapíuna e mostrou a realidade das famílias, os cuidados de cultivo para manter a qualidade do produto, além da importância da criação da Cooperativa de Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), modelo na região.

Desde o envolvimento em todas as etapas de produção até a importância da cooperativa para a eliminação dos atravessadores, a reportagem retratou o envolvimento dos pequenos produtores no sucesso do palmito Cultiverde e a preocupação com o desenvolvimento humano e sustentável da região.

Hoje, com 482 cooperados, a marca já é líder de mercado na Bahia e Sergipe e a 3ª mais vendida em São Paulo – saindo da 48ª para a 7ª colocação em vendas no país. Além de exportar para países como França e Estados Unidos.

CULTIVERDE – A Cultiverde é uma linha de produtos do Baixo Sul da Bahia que leva em conta a cadeia de sustentabilidade para produção e prioriza o trabalho desenvolvido através da agricultura familiar. Para mais informações sobre a empresa e os produtos Cultiverde, acesse www.cultiverde.com.br.

Fonte: Portal da Propaganda

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Aprenda a fazer o talharim de pupunha da chef Helena Rizzo

Chef do cultuado restaurante Maní, Helena Rizzo ensina o passo a passo de uma de suas receitas mais pedidas: o talharim de pupunha com molho parmesão. Em aulas de culinária organizadas pela Todeschini no Loft Sustentável, na Casa Cor São Paulo, arquitetos e decoradores convidados puderam degustar a criação preparada pela chef. Acompanhamos um desses encontros e registramos tudo para você poder reproduzir o prato em casa!

Talharim de pupunha com molho parmesão
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 20 minutos

Ingredientes
1kg de coração de palmito pupunha
500 ml de creme de leite
250g de queijo parmesão
250 ml de leite
Salsinha picada
Azeite trufado
Azeite de oliva
Mix de brotos
Flores comestíveis
Pimenta seichuan
Sal

Cachoeira de Macacu aposta em palmito pupunha

Referência estadual na produção de goiaba, o município de Cachoeira de Macacu aposta agora na plantação de palmito pupunha para aquecer a economia. A pupunheira é uma alternativa às palmeiras nativas, como o açaí e a juçara, que são exploradas de forma predatória e, por isso mesmo, tiveram restrições legais atreladas a seu cultivo.

— A prefeitura encomendou um estudo do solo da cidade e comprovou que as condições são ideais para o palmito. Temos tudo para virar uma referência na produção do pupunha. Acredito que em até cinco anos estaremos bem — planeja o secretário de Meio Ambiente, Ricardo Lemgruber.

O projeto piloto do pupunha começou a ser implantado na cidade há um ano, com seis produtores. Agora no mês de agosto, ele entrará na segunda etapa, com outros seis produtores beneficiados.

O plano para 2012 é incluir mais 15 produtores e ter uma lista de espera com outros nove nomes. A prefeitura de Cachoeira encomendou 200 quilos de sementes que foram revendidas por um preço abaixo do valor de mercado para os produtores.

— No mercado, a semente custa R$ 1,8 o milhar. Nós conseguimos baixar o custo para R$ 0,30 — explica Lemgruber.

O primeiro corte na planta ocorre no fim do ano, 24 meses após a plantação.

— A pupunheira é semelhante à bananeira. Perfilha e chega a quatro novas plantas por corte. Isso permite ao produtor fazer cortes subsequentes, sem necessidade de replantio da área. Vamos quadruplicar a produção em dois anos — explica o coordenador do projeto, Almir Dias.

A produção de goiabas do município também tem possibilidades de diversificação e crescimento no mercado da região. A cidade acaba de ganhar uma fábrica de beneficiamento da fruta. O proprietário Felipe Falcão observa que a cada safra eram jogadas no lixo 200 caixas de goiaba — o equivalente a 16 mil frutas —, mas o desperdício foi transformado em lucro.

— As frutas muito maduras são descartadas. Comecei, então, a comprar e fazer polpa — conta.

Fonte: O Globo