quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Autoridades Nigerianas visitam Juquiá e conhecem técnicas de produção agrícola

O grupo de sete africanos do estado de Ekiti, na Nigéria, acompanhados do prefeito de Juquiá, Merce Hojeije, percorreram o município e conheceram um pouco mais sobre as produções de palmito pupunha e piscicultura.
Uma comitiva de autoridades nigerianas estiveram em Juquiá no último sábado, 5, para conhecer técnicas de produção agrícola, principalmente no que diz respeito às culturas da pupunha e piscicultura.
Recepcionados pelo prefeito Merce Hojeije na Câmara Municipal, compunham o grupo, o governador do estado de Ekiti, na Nigéria, Olusegun Oni, o senador Ayodele Arise, o Ministro e Professor Babalola Borishade e os deputados Elder Peter Ajami e Ajewole Edward.
Acompanharam a comitiva ainda, os assessores Femi Ajami e Ayodele Ebsneser Ajami, o policial federal da Nigéria, Akibato Olasoj e o representante da Embaixada Nigeriana no Brasil, Ifeanyi Njoku.
Participaram da solenidade na Câmara, a primeira-dama Ana Emília Hojeije, funcionários e diretores da prefeitura municipal, vereadores e público em geral. O deputado estadual Samuel Moreira foi representado pelo chefe de gabinete Washinton Luiz Reis, que também prestigiou a visita das autoridades nigerianas. Durante discurso o prefeito Merce Hojeije agradeceu a todos os nigerianos, em especial ao governador do estado de Ekiti, pela visita ao município, lembrando que é de grande valia e interesse da administração pública estreitar relações comerciais com a Nigéria.
“Estamos felizes e acima de tudo honrados com a presença de tantas autoridades nigerianas em nossa cidade. Esperamos que a estada aqui em Juquiá seja proveitosa a todos e que renda bons frutos futuramente, nos tornando um potencial parceiro nos investimentos agrícolas que a Nigéria está pretendendo iniciar”, falou o prefeito Merce. O governador de Ekiti, Olusegun Oni, se mostrou encantado com o país e com a receptividade em Juquiá e destacou ainda a importância de se formar uma parceria para intercâmbio cultural entre jovens dos dois países. Num clima descontraído, típico e comum entre os dois povos, o governador ainda brincou que torceria para o time brasileiro na partida que aconteceria na noite de sábado, entre Brasil e Argentina, declaração que, obviamente, foi amplamente aplaudida pelo público na Câmara.
Após a recepção na Câmara Municipal, o grupo foi homenageado com uma apresentação da comunidade Quilombola do Morro Seco e logo depois participaram de um almoço na sede da empresa Floresta, onde as autoridades Nigerianas puderam comprovar o delicioso sabor da culinária feita a partir do palmito pupunha. Em seguida, conheceram as instalações da fábrica e equipamentos necessários para o processamento do palmito em conserva. “O clima e solo na Nigéria são muito semelhantes ao dessa região, o que nos proporciona condições favoráveis para iniciarmos a produção dessas culturas”, disse o governador nigeriano, Olusegun Oni. O prefeito Merce Hojeije acompanhou a comitiva da Nigéria ainda em uma visita a uma propriedade de piscicultura na fazenda Santana. Depois de conhecerem todo o processo de criação, alimentação e abate de peixes, a comitiva seguiu de volta a São Paulo, de onde embarcariam para a Nigéria na noite de domingo.
Em agradecimento à vinda à Juquiá, o prefeito Merce e a primeira-dama Ana Emília, presentearam a comitiva com duas cestas de produtos típicos do Vale do Ribeira. “Essa visita só vem firmar o município de Juquiá como um dos grandes produtores rurais do Vale do Ribeira e até mesmo do país. A qualidade de nossa agricultura já vem chamando a atenção de diversos grupos estrangeiros. Queremos incentivar a aplicação de recursos no desenvolvimento de nossa agricultura e na concretização de parcerias comerciais dessa natureza”, falou o prefeito Merce Hojeije.

Fonte: Diário de Iguape

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Spaghetti de pupunha com vieiras e lagostim

Ingredientes

450 gramas de pupunha descascado(parte grossa)
50 ml de azeite
1 dente de alho
250 gramas de lagostim
250 gramas de vieiras
1 colher de sopa de manteiga

Modo de preparo

Rale a pupunha no sentido horizontal. Deixe de molho por 20 minutos em 1 litro de agua com suco de 1 limão.
Tempere a vieira e o camarão e reserve.
Esquente o azeite e refogue o alho em seguida a pupunha.
Derreta a manteiga e refogue o lagostim e seguida faça o mesmo com as vieiras.
Arrume em um prato com a pupunha e a vieira e os lagostins.

Fonte: Laboratório de Gastronomia

sábado, 12 de setembro de 2009

Juquiá onde a lei de proteção ao meio ambiente ainda não chegou.

O vale do ribeira é uma das regiões mais preservada do estado de São Paulo, mas vem sendo ameaçada ainda mais devido ao desemprego na região,por falta de competência política.Como meio de sobrevivência muitos sobrevivem da prática ilegal de retirada de palmito,e madeira,o qual cresce a cada dia mais com o investimento dos empresário da região no cultivo do pupunha espécie de palmito comercial que é usado para dispersar a atenção dos fiscais que atuam na região contra a extração de palmito.Durante as filmagens que fizemos em Juquiá não vimos nem uma viatura da policia florestal,o que deixa livre a atuação dos que retiram palmitos na região do vale do ribeira.Logo na chegada a Juquiá encontramos pessoas comentando sobre compradores de palmito,e locais onde é feito o cozimento,o que deixa logo de inicio claro que a fiscalização não tem empenho em proteger o pouco que resta de plantas e espécies em extinção naquela região.O palmito pupunha é cultivado em grade parte das fazendas que antes ofereciam empregos aos moradores. Por ter preço inferior ao Jussara palmito nativo de nossas matas, muitos usam selos e embalagens do pupunha que é regulamentado para transportar o Jussara retirado ilegalmente por verdadeiras quadrilhas que usam técnicas de criminosos para destruir o pouco que resta na natureza.

A VIDA DO PALMITO

Na Floresta Tropical existem diversos tipos de palmeiras. Por exemplo, na Amazônia temos o Açai e na Mata Atlântica o Palmito Juçara.
Na Mata Atlântica, o Palmito Juçara é considerado uma espécie de grande importância para a sobrevivência de algumas espécies da fauna.

A IMPORTÂNCIA DO PALMITO

A preservação do Palmito Juçara está diretamente ligada à manutenção da Biodiversidade da Mata Atlântica, uma vez que sua semente e seu fruto servem de alimento para diversos animais.
A importância da preservação da espécie também está relacionada ao período de sua frutificação. Trata-se de uma palmeira extremamente produtiva com um longo período de frutificação, cujos frutos alimentam os mamíferos e aves num período crítico como é o início da estação seca.
Por ocorrer no inverno, quando a maioria das outras árvores está sob estresse hídrico devido ao período seco, é um alimento fundamental na mata.
É importante salientar que os animais não se alimentam exclusivamente dos frutos do Palmito. E estudos realizados, apontam o Palmito como um alimento de alto teor nutricional.
Além disso, o Palmito Juçara serve de alimento para o homem e suas palmeiras fornecem frutos, açucar, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, matéria-prima para a produção de celulose, entre outros.É importante observar que as aves e os animais que se alimentam dos frutos da palmeira, em geral, são responsáveis pela dispersão natural de novas mudas em meio à floresta, contribuindo para a renovação natural da mata.

EXPLORAÇÃO PREDATÓRIA

O Palmito Juçara, antes abundante em toda a Mata Atlântica, hoje, devido a intensa exploração está cada vez mais raro, e é encontrado em maior quantidade somente no Vale do Ribeira, Estado de Santa Catarina e Paraná.
O Vale do Ribeira, que abriga a maior parcela contínua de Mata Atlântica do país, é uma das regiões mais pobres do Estado de São Paulo. Como resultado, a extração de seus recursos naturais acaba sendo uma das poucas opções econômicas da população local.
Estima-se que pelo menos 43 toneladas de Palmito são retirados anualmente no Estado de São Paulo.
Esses números foram estimados baseados em dados de Palmitos confiscados e informações de “Palmiteiros”.
No Vale do Ribeira cerca de 29 toneladas são extraídos ilegalmente por ano, ou uma área de pelo menos 227 ha/ano.
A exploração do Palmito na Mata Atlântica é uma história de excessos, com a eliminação total de palmeiras adultas e jovens, em matas particulares e inúmeros casos de roubos e depredação do recurso, em parques e reservas florestais.
Com a exploração predatória do Palmito, as plantas são, na maioria das vezes, extraídas da floresta nativa antes da frutificação. Não havendo a produção de sementes, que servem de alimento para diversos animais, sua disserminação e recomposição são prejudicados.É importante observar que uma palmeira pode produzir aproximadamente 8 kg de frutos por ano, a partir do 7º ano. Considerando uma produção até o 20º ano, essa palmeira produzirá mais de 100 Kilos de alimentos para os animais, contra 300 gramas de Palmito obtidos uma única vez, para a alimentação humana.

A ILEGALIDADE

Predatória do ponto de vista social, econômico e ecológico, a exploração clandestina de Palmito não encontra muitas barreiras no país. A facilidade de extração e comercialização, o descaso do governo, o excesso de exigências para a exploração sustentável e a corrupção dos Orgãos fiscalizadores são apontados como os principais responsáveis pela perpetuação da clandestinidade.
Hoje infelizmente, todas as etapas do ciclo de vida do Palmito, desde a extração, passando pelas várias etapas do comércio, até chegar ao consumidor final, estão permeadas por ilegalidades.
Por ser extraído de maneira ilegal, 95% do Palmito é industrializado em regime de clandestinidade (obviamente sem pagar impostos) e sem as mínimas condições de higiêne, o que provoca outro problema sério: riscos reais para a saúde do consumidor.
Além disso, é uma atividade socialmente espúria, porque os trabalhadores (”Palmiteiros”) são explorados e se transformam em ladrões.
Nas Cidades do Vale do Ribeira estima-se que um terço da população masculina corte Palmito ilegalmente. E o quadro apresentado na região é de desequilibrio ambiental com o “Roubo” disseminado do Palmito em propriedades rurais e parques estaduais.
Tradicionalmente a exploração do Palmito juçara é uma importante fonte de renda para centenas de famílias da zona rural.
Em todo lugar, o Palmito sempre foi muito explorado, devido ao seu alto valor. Agora corre o risco de desaparecer da floresta por causa da exploração clandestina e descontrolada.

O IMPACTO

As palmeiras são consideradas espécies-chave na floresta, por sua importância estratégica na cadeia alimentar. A retirada indiscriminada de palmeiras promove a redução da oferta de alimentos para a fauna, a incapacidade de auto-reprodução da própria espécies, o empobrecimento do ecossistema e a redução da biodiversidade, gerando novos ciclos negativos.
Sem o Palmito Juçara várias espécies de animais podem desaparecer. Em alguns locais onde o Palmito foi dizimado já podemos notar a ausência da Fauna.O impacto que o Palmito extraído das nossas florestas traz ao meio ambiente é imenso, pois leva a delapidação das nossas reservas naturais. Essas palmeiras não vêm sendo plantadas no mesmo ritmo em que são exploradas. No caso específico da Juçara, palmeira de estipe único, seu corte leva à destruição da planta.
É feito de forma irracional, derrubando todas as palmeiras de uma determinada área, sem obedecer um plano de manejo sustentado, levando à extinção da espécie, o que já é uma triste realidade para as reservas de Juçara da Mata Atlântica.

A PRODUÇÃO

No Brasil, aproximadamente 97% dos Palmitos em conserva são provenientes da Mata Atlântica e Floresta Amazônica, que em sua maioria são obtidos de forma ilegal e sem qualquer controle de qualidade e preocupação com o meio ambiente.
Os 3% restantes referem-se ao Palmito Cultivado, ou seja, um Palmito que é cultivado em grande escala da mesma forma que outras culturas como a laranja, o café, a banana etc.
Estimando um consumo de 70.000 toneladas métricas e considerando que 97% do Palmito comercializado é extrativo, são derrubadas 400 milhões de palmeiras/ano só no Brasil. Mesmo com apenas 3% do mercado, o Palmito cultivado já é responsável pela preservação de 10 milhões de palmeiras, uma vez que produz Palmito no regime de cultivo.
O cultivo da Palmeira Pupunha garante assim a proteção às florestas e demais formas de vegetação existentes no território nacional, bens de interesse comum a todos os cidadãos brasileiros.

Fonte: PortaldoCircuito.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Risoto Pupunha Alcachorra

Ingredientes
1 xícara de arroz para risoto
1 ½ xícara de palmito pupunha em cubos
½ cebola picada
1 xícara de alcachofra em cubos
2 colheres de sopa de azeite
½ xícara de vinho branco
5 xícaras de caldo de galinha
200 ml de creme de leite fresco
pimenta do reino branca
parmesão em lasca ou ralado

Modo de preparo
Refogar a cebola e o palmito em cubos, no azeite. Em seguida, colocar a alcachofra em cubos, o arroz e refogar por mais cinco minutos. Derramar o vinho branco e reduzir. Após, acrescentar quatro xícaras de caldo de galinha, baixar o fogo e mexer, de vez em quando, até secar. Ainda mexendo, adicionar a última xícara de caldo de galinha, os 200ml de creme de leite fresco, a pimenta do reino e sal a gosto, até chegar ao ponto desejado ao dente ou mais cremoso. Regar com fio de azeite de boa qualidade e lascas de parmesão.

Fonte: www.revistabianchini.com.br

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pupunha: Alternativa Renda para Agricultura Familiar

Inserir o cultivo de pupunha na agricultura familiar. Foi com essa proposta que o Secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Roberto Muniz, visitou na última semana a unidade de cultivo e industrialização de palmito de pupunha da empresa Inaceres, em Uruçuca.

O governo estuda a viabilidade da cultura na agricultura familiar em 20 municípios do sul da Bahia, através de fontes de fundos de financiamento, como o Pronaf ou PAC, e em parceria com a companhia Inaceres – uma das maiores empresas de pesquisa, produção, industrialização e comercialização de palmitos cultivados - que garante a compra de 100% das hastes produzidas pelos pequenos agricultores e ainda oferece assistência técnica e capacitação.

De simples manejo e baixo custo de manutenção, a pupunha é uma cultura perene, que oferece rendimentos mensais, podendo chegar a R$ 4 mil por hectare, ano. Além disso, o palmito de pupunha é uma cultura sustentável, não necessita de grandes áreas, é de simples manejo, possui alta produtividade e pode ser plantado a céu aberto, em áreas de pastagens degradadas, por exemplo.

Hoje, a Inaceres mantém em seu sistema de integração cerca de 140 agricultores. Além disso, a empresa conta com 4 fazendas próprias que geram mais de 300 empregos diretos na região, com investimentos de mais de R$ 20 milhões.

Na visita à unidade da Inaceres, em Uruçuca, também estavam autoridades como o prefeito de Ilhéus, Newton Lima; o prefeito de Uruçuca, Moacir Leite; o deputado estadual, José Carlos Araujo; o secretário municipal de agricultura, Fernando Figueiras; e os vereadores, Eri Guimarães e Magnólia Barreto.

Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Linguine com fios de palmito pupunha, shimeji e brócolis


Estou na fase de pratos únicos, para economizar tempo. Por isto, aproveitei o palmito pupunha em fiozinhos para juntar com vegetais e cogumelos que sobravam na geladeira e fazer um refogado rápido. Mas, no meio do caminho, achei que seria uma boa idéia juntar o preparo ao macarrão linguine, da mesma cor, para fazer um prato ao mesmo tempo substancioso, gostoso e pouco calórico. E sendo bom, nunca é demais economizar calorias para gastar o crédito em situações imprescindíveis. Sem falar que há quem realmente precise diluir alimentos mais calóricos como o macarrão com outros como o palmito, que tem valor energético mínimo. Parece macarrão de verdade, com a vantagem do sabor agradável e adocicado da pupunha.

Ingredientes:

150 g de macarrão linguine
2 colheres (sopa) de azeite
4 dentes de alho fatiados
Meio pimentão vermelho cortado em tirinhas bem finas
2 xícaras de cogumelos shimeji
200 g de palmito pupunha em tirinhas
2 xícaras de florezinhas de brócolis
1 colher (chá) de sal
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada
½ xícara de cebolinha cortada em pedaços transversais
1 pitada de pimenta vermelha seca em flocos

Coloque 2 litros de água numa panela. Junte meia colher (sopa) de sal e deixe ferver. Coloque o macarrão e cozinhe até ficar ao dente. Enquanto isto, numa frigideira ou wok grande, em fogo médio, aqueça o azeite com o alho e deixe até começar a dourar. Junte o pimentão vermelho e mexa devagar até amolecer. Junte o cogumelo e o brócoli, polvilhe metade do sal e refogue até as florezinhas ganharem coloração mais escura. Junte o palmito pupunha, a pimenta, a cebolinha e o restante do sal. Misture até que o palmito esteja bem quente. Escorra o macarrão e despeje na frigideira sobre este refogado. Mexa com um garfo de madeira, com cuidado, para incorporar bem os legumes. Sirva em seguida regado com azeite e polvilhado com um pouco de pimenta em flocos.

Texto adaptado, para ver o original visite o link abaixo.
Fonte: http://come-se.blogspot.com

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pupunha redefine cultivo de palmito

O mercado do palmito toma fôlego para superar três décadas de crise e incertezas. A produção – até os anos 70 baseada na extração do juçara em meio à Mata Atlântica, atividade hoje ilegal – caiu mesmo com a adoção de variedades cultivadas. O declínio tem razões técnicas. O palmito real, o mais plantado no país, leva três anos para chegar ao ponto de corte – bem menos que os dez anos necessários ao juçara, porém com um custo que afasta o consumidor, tanto aqui como lá fora.

Praticamente ninguém se aventura a cultivar juçara (só o comprovadamente plantado pode ser legalmente vendido) e poucos se animam a dedicar tempo e dinheiro ao plantio do real, que rende apenas um corte. Não é à toa que as exportações se limitaram a 2,8 mil toneladas em 2007, um quarto da marca atingida em 1977.

A inversão desse quadro, no entanto, está a caminho. É o que mostra o projeto Pupunha da Embrapa Florestas, de Colombo. A palmeira é original da Amazônia e rende palmito de boa qualidade na Serra do Mar do Paraná e Santa Catarina.

O palmito pupunha não precisa ser cultivado no meio da floresta como o juçara. Pode compor palmiteiros em áreas hoje destinadas a culturas menos rentáveis (banana e mandioca) ou em terras ociosas. A variedade rende o primeiro corte em apenas um ano e meio.

Outra vantagem – talvez a principal delas – é que a árvore perfilha, como uma bananeira. Ou seja, a palmeira não morre após a retirada do palmito. Os caules crescem suscessivamente por cerca de duas décadas. Depois da primeira colheita, é possível realizar um corte por mês, principalmente durante o verão.

Isso tudo anuncia mudanças que começam a chegar à mesa do consumidor, afirma o coordenador do projeto, o pesquisador da Embrapa Florestas Álvaro Figueredo. "Além das vantagens no cultivo, o palmito pupunha não sofre oxidação como os demais. Ou seja, pode ser vendido in natura, como já acontece em supermercados de Curitiba." O produto pode ser encontrado também no Mercado Municipal.

A transferência de tecnologia para o produtor vem ocorrendo há cinco anos, conta o pesquisador da Emater Sebastião Bellettini. "Temos, no litoral do Paraná, 150 produtores. Eles cultivam 2,3 milhões de plantas e colhem cerca de 1 milhão de peças por ano." Cada peça rende cerca de 1 quilo, ou três vidros de conserva. "Temos potencial para cultivar 15 milhões de pés de pupunha", avalia. Isso significa que é possível produzir 19 milhões de vidros ao ano só com a nova variedade, volume 650% maior que o atual.

No litoral do Paraná, existem 11 indústrias de pequeno e médio porte. Segundo o setor, falta matéria-prima. A situação deve se equilibrar quando os produtores que hoje se dedicam a outras variedades passarem a cultivar pupunha. Ao todo, perto de 500 pequenos produtores rurais plantam palmito no litoral, em áreas de aproximadamente dois hectares.

Outra vantagem do pupunha é a redução da pressão do consumo, que leva à extração ilegal do palmito juçara, avalia o pesquisador da Embrapa Florestas Ednelson Neves. "Com mais oferta de produto legalizado, essa prática vai diminuir, com certeza."

Ele explica que, como a espécie é exótica, pode ser cultivada, industrializada e transportada mais livremente. O juçara, como é nativo, precisa estar documentado para não ser apreendido, mesmo quando se trata de uma plantação registrada. Qualquer carga sem comprovante de origem é considerada ilegal.

O turista que passa por alguma chácara de palmito e resolve levar para casa pupunha in natura não deve enfrentar problemas caso seja barrado pela fiscalização. Isso porque as características da peça são bem distintas das apresentadas pelo juçara. "A fiscalização distingue facilmente", diz Neves.

Fonte: Gazeta do Povo