segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pupunha no Festival do Pinhão

A dica do chef Renato Caleffi entrou em ação para as novidades do Lê Manjue Bistrô durante este inverno. Conheça o Festival do Pinhão e a pupunha in natura sendo utilizado como elemento importante no prato principal.
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Foto: Divulgação.
Fonte: www.guiadasemana.com.br

sábado, 4 de julho de 2009

Bijouteria de Madeira de Pupunha


A madeira de pupunha vem fazendo sucesso e ganhando aos poucos seu espaço no mercado. Pelo fato de suas fibras terem um contraste natural e não encontrado em outro tipo de madeira. 
Graças a resistência da madeira de pupunha, é possível criar vários objetos ornamentais como por exemmplo bijouterias.
Para quem trabalha com artesanato, eis ai um prato cheio para ser explorado. Embora muita gente pode achar que a utilização desta madeira é uma agressão à natureza, vai aí um esclarecimento. A plantação de pupunha é uma das que mais cresce pelo fato de ter várias vantagens para quem o produz, pois palmito pupunha começa a ter o primeiro corte a antes do segundo ano de idade, produzindo em seguida vários brotos que irão gerar novos palmito, não sendo necessário replantar novamente. Além de ter produto de qualidade, a produção aumenta com o passar do tempo.
A natureza também agradece, pois além de ter várias áreas sendo reflorestadas, a pupunheira cria frutos que atrai várias espécies de pássaros ao eco sistema.
Portanto quando for consumir palmito, lembre-se de comer o pupunha cultivado.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Pupunha gratinado

Ingredientes

2 toletes nobres de pupunha 
3l de água
1 colher de sopa rasa de sal 
1 colher de sopa bem cheia de manteiga 
2 ramos grandes de orégano fresco 
parmesão ralado grosso
azeite

Modo de preparo 

Cozinhar o palmito pupunha (os mais grossos de preferência) em abundante quantidade de água e sal por, aproximadamente, 25 minutos ou até ficarem macios. Cortar o cozimento em banho-maria invertido (água com gelo). Em seguida, abrir o pupunha ao meio, salpicar algumas folhas de orégano fresco, muito queijo ralado por cima com um pouco de manteiga e um fio de azeite. Levar o forno para gratinar.

Fonte: http://www.revistabianchini.com.br/cozinha/palmito_pupunha.html

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Madeira de Pupunha

Jadir de Souza Rocha, pesquisador titular do instituto na área de Recursos Florestais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com ênfase em inovação tecnológica trabalha em projetos para utilizar matérias que seria transformada em lixo. Há inúmeras matérias-primas que podem ser usadas em substituição à madeira obtida de espécies arbórias. "Os projetos de manejo florestal apresentarão resultados efetivos quando forem enriquecidos com o plantio de espécies de retorno econômico", diz ele.
Há duas outras linhas de pesquisa que estão sendo desenvolvidas pelos cientistas. Uma envolve a madeira da pupunha e a outra a utilização de folhas vegetais super-resistentes.
Divisórias e móveis - No caso da pupunha, os pesquisadores descobriram que a madeira é muito resistente - mais do que a maçaramduba, espécie muito procurada pela indústria -, bonita e permite excelente acabamento. Segundo Rocha, oferece grande aplicação na produção de móveis, de instrumentos musicais, como flautas, artefatos de escritório e utensílios de cozinha.
"O cultivo da pupunha tem por objetivo a obtenção do palmito e da fruta. Nós apontamos outras possibilidades. No caso do palmito, a planta é cortada após dois anos. No cultivo da fruta, após oito, quando começa a declinar a produção. Esse trabalho mostra que a planta, depois de cortada, ainda pode ter uma destinação econômica gerando renda e emprego", explica Rocha.
Na outra frente de trabalho, os pesquisadores desenvolveram uma chapa de folhas que pode ser usada em forros, divisórias e artefatos. "Nós trabalhos com folhas resistentes a rasgos, espécies arbórias, palmeiras e plantas ornamentais. As folhas são trituradas, passam por um processo de secagem e são aglutinadas com resina e fibra de vidro", explica Rocha.

Conteúdo retirado e adaptado de http://www.fibra-ds.com/novidades/jb.htm

domingo, 28 de junho de 2009

Moqueca de Pupunha

Numa panela de barro coloque em camadas alternadas os seguintes ingredientes: 500g do palmito pupunha in natura cortado em rodelas de 1 cm, 1 cebola grande cortada em rodelas, 3 tomates sem pele e sem semente, 3 pimentões cortados em rodelas (1 vermelho, 1 verde e 1 amarelo), 1/2 xícara de chá de azeite de dendê, sal e pimenta a gosto, 1 xícara de leite de coco. Cubra com azeite de dendê e leve ao fogo brando até o palmito ficar macio ao toque do garfo. Finalize a moqueca, acrescentando o leite de coco. Sirva acompanhado de arroz branco.

Fonte: Revista ISTO É, Dezembro de 1999

Melhoria genética da pupunha, um palmito amazônico de grande potencial econômico

A pupunheira é palmeira nativa da Amazônia, com palmito comestível de boa qualidade (cujo valor nutritivo limita-se à fibra). O agronegócio baseado em sua exploração é novo, mas a pupunha é cultivo antigo na região, com início provável de domesticação há 10.000 anos, quando povos nativos iniciaram-se nas práticas da agricultura.

A pupunha daquela época tinha frutos pequenos e oleosos, e madeira dura, útil para fabricar armas de caça, ferramentas e moradias. Era provavelmente rara na floresta densa, ocorrendo em pequenas populações em áreas abertas por perturbações naturais, ou nas florestas de transição entre a floresta densa e os cerrados. A espécie deve ter sido usada a princípio por sua madeira, depois por seus frutos ricos em óleo. Por ser útil, suas sementes devem ter sido plantadas perto dos acampamentos, onde a domesticação começou.

Ao longo dos milênios de domesticação ocorreram alterações na forma de utilização da espécie, bem como na importância relativa de seus produtos. Na época da Conquista (Século XVI), a pupunha foi importante fonte de amido, talvez tão importante como o milho e a mandioca em alguns locais. As populações domesticadas começaram a se adaptar melhor aos sistemas agrícolas e agroflorestais e aos jardins caseiros nas aldeias indígenas. Isso fez com que a pupunha seja hoje uma planta bem adaptada tanto a plantios familiares tradicionais, quanto à moderna agricultura de altos insumos.

Sendo nativa da Amazônia, a pupunha coevoluiu com pragas e doenças da região, mas isso não gerou tipos de pupunha resistentes a essas pragas e doenças porque a espécie sempre foi relativamente rara onde ocorria. Nos sistemas agroflorestais indígenas geralmente ocorrem de 5 a 10 plantas por hectare, enquanto nos jardins caseiros nas aldeias pode-se ter de 2 a 5 plantas por lote. A baixa densidade faz que a pupunha seja menos atacada por pragas e doenças (uma vez que essas precisam "trabalhar" mais para encontrar a próxima pupunheira). Por outro lado, a pupunha pode ser suscetível a essas pragas e doenças se plantada em monocultivo. Esse é um risco que deve ser avaliado na melhoria genética, para solucionar essa possível limitação e ao mesmo tempo atender às demandas do mercado.

Mas os povos que domesticaram a pupunha também ampliaram sua diversidade genética em toda a bacia amazônica e terras baixas do norte da América do Sul e do sul da América Central. Aliada à baixa densidade, a diversidade genética manteve a espécie em produção, a despeito da abundância de pragas e doenças. A melhoria genética continua esse processo com novos saberes e métodos.

Nesse estudo, cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC) visam descrever as populações nativas usadas no agronegócio, avaliar qual a variedade ideal para esse agronegócio, qual o conhecimento atual que dá base científica à melhoria, relatar os projetos em andamento em instituições brasileiras e sugerir caminhos futuros para o aperfeiçoamento dos projetos.

Fonte: http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisas/pesquisa.php?ref_pesquisa=150

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Palmito in natura está sendo comercializado em Curitiba

No Mercado Municipal, nas feiras livres e no Ceasa, os consumidores de Curitiba podem encontrar o palmito pupunha in natura minimamente processado e sem qualquer conservante. O produto, vendido com as capas (cascas), é resultado de uma pesquisa feita pela engenheira agrônoma Geovanita Paulino da Costa Kalil, coordenada pela Embrapa Florestas e em parceria com o Prodetab, um programa que apoia o desenvolvimento da tecnologia agropecuária. O comprador pode sentir o gosto natural do palmito, que pode ser consumido cru.

O projeto começou em 2000, abordando o manejo, o melhoramento e o processamento mínimo do palmito. As pesquisas indicaram que o procedimento a ser feito no palmito in natura é totalmente diferente do produto em conserva. O pupunha foi escolhido porque possui lenta oxidação, o que deixa o produto com coloração escura. "Em 2004, tentamos deixar o palmito pupunha in natura com os métodos das fábricas de envase, mas não deu certo. As amostras tiveram contaminação. No ano seguinte, usamos uma nova metodologia, com a seleção de plantas e a colheita diferenciada, com todo o cuidado, principalmente com a higiene", conta Geovanita.

A experiência deu certo. Armazenado de maneira correta, o palmito pupunha com as capas dura até 40 dias, sem mesmo adicionar qualquer conservante. As manutenções das capas preservam o produto. As etapas para se alcançar um palmito de ótima qualidade são: manejo pré e pós-colheita; resfriamento; beneficiamento; higienização; embalagem e armazenamento sobre refrigeração. Toda a pesquisa teve o respaldo de análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. "Agora estamos verificando a aceitabilidade de produto. Trezentos gramas do palmito em conserva são vendidos a R$ 8, enquanto o in natura é vendido pelo mesmo preço, mas o peso varia entre 800 gramas e 1,1 quilo", afirma Giovanita. "Com isso, esperamos popularizar o consumo do palmito, que hoje é muito elitizado", comenta Antônio Nascim Kalil Filho, pesquisador da Embrapa que está auxiliando Giovanita no levantamento.

O consumidor que comprar o palmito pupunha in natura terá que cortar as capas. O método é simples e ensinado em um folder entregue junto com o produto. Alguns vendedores também são orientados a fazer esse processo para o comprador. Todo o palmito utilizado no projeto vem de uma propriedade localizada em Morretes, litoral do Estado. Giovanita Kalil vai apresentar a pesquisa sobre o palmito pupunha no XX Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos, que acontece em outubro, em Curitiba.

Fonte: http://hortfloresta.com